IX Mostra de Extensão - UFJF - campus de Governador Valadares
Auditório e pátio
UFJF
A Mostra de Extensão da UFJF é um espaço de socialização e integração entre a Universidade e a sociedade, destinado à divulgação dos resultados das ações extensionistas, valorizando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
É um evento anual, de caráter institucional, científico, cultural e artístico, aberto ao público interno e externo, promovendo a troca de experiências e saberes.
As ações devem evidenciar a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, promovendo integração e troca de experiências entre Universidade e sociedade.
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Acompanhamento e atendimento fisioterapêutico em uma instituição de abrigo infantil de Governador Valadares 2025 1h 30m
Contextualização: Crianças em situação de acolhimento institucional vivenciam condições de vulnerabilidade psicossocial que podem aumentar o risco de alterações no desenvolvimento infantil, gerando atrasos em seu amadurecimento físico, cognitivo e socioemocional. Neste contexto surgiu, em 2015, um projeto de extensão e pesquisa coordenado por professoras do Curso de Graduação em Fisioterapia da Universidade Federal de Juiz de Fora - Campus Avançado Governador Valadares (UFJF/GV), em parceria com uma instituição de acolhimento infantil de Governador Valadares, Minas Gerais.
Objetivo: Avaliar, acompanhar e realizar intervenção fisioterapêutica junto a lactentes e crianças institucionalizadas, contribuindo para a identificação precoce de alterações do desenvolvimento, a promoção do desenvolvimento infantil, a qualificação do cuidado institucional e a formação técnico-científica dos estudantes envolvidos.
Metodologia da ação: A ação extensionista é desenvolvida, de forma presencial, na instituição de acolhimento infantil parceira, com avaliação fisioterapêutica inicial dos acolhidos, acompanhamento semanal, reavaliações periódicas e adequação das condutas conforme as necessidades identificadas. A interação dialógica ocorre por meio da escuta permanente da equipe da instituição de acolhimento, composta por coordenadora, psicóloga, assistente social e cuidadoras, que participa da identificação das demandas, discussão dos casos e construção compartilhada das estratégias de cuidado.
Características dos beneficiários: O público-alvo direto da ação extensionista é constituído por lactentes e crianças acolhidas na instituição parceira.
Contribuição para a formação do estudante: A participação discente neste projeto oportuniza a utilização dos conhecimentos teóricos e práticos adquiridos no curso de Fisioterapia em um ambiente externo, enriquecendo seus conhecimentos através da convivência com os personagens presentes neste contexto social específico de crianças institucionalizadas, vivenciando o fazer, o criar e o construir, juntamente com a comunidade, produzindo, assim, novos saberes. Esta vivência possibilita a expansão da formação do discente para além dos limites técnicos e científicos, promovendo também ganhos para sua formação humana.
Impacto social: Essa ação extensionista iniciou-se em 2015 e já acompanhou aproximadamente 200 lactentes e crianças acolhidas e contou com a participação de 60 estudantes de graduação do Curso de Fisioterapia e 4 estudantes de pós-graduação da UFJF. -
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Anatomia dental aplicada a procedimentos restauradores em dentes com grande destruição coronária 1h 30m
O projeto foi desenvolvido no âmbito do curso de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Governador Valadares (UFJF-GV), com o objetivo de aplicar os conhecimentos de anatomia e escultura dental à reabilitação de dentes com extensa destruição coronária, aprimorando a formação acadêmica e ampliando o acesso da comunidade a tratamentos restauradores. Inicialmente, foram realizadas atividades de capacitação teórica e prática destinadas aos discentes extensionistas, abrangendo a anatomia dos dentes anteriores e posteriores, os princípios de escultura dental, as técnicas restauradoras diretas, semidiretas e indiretas e os fundamentos estéticos e funcionais das restaurações. As atividades laboratoriais incluíram exercícios de enceramento, escultura dental, preparo, moldagem, obtenção de modelos, confecção de restaurações em resina composta e coroas provisórias. Posteriormente, foram realizados atendimentos clínicos supervisionados a pacientes com indicação de reconstrução de dentes com extensa perda de estrutura coronária. Os procedimentos compreenderam avaliação clínica e radiográfica, planejamento individualizado, preparo dental, moldagem, confecção das restaurações, ajustes, cimentação, acabamento e polimento, conforme as necessidades de cada caso. A execução da técnica semidireta em resina composta permitiu a confecção da restauração fora da cavidade bucal, diretamente sobre um modelo obtido a partir da moldagem do dente preparado. Essa abordagem favoreceu a visualização das superfícies dentárias e a reprodução dos detalhes anatômicos, especialmente da morfologia oclusal, contribuindo para o estabelecimento de contornos e relações funcionais adequados. Após a escultura e a polimerização do material, a peça foi ajustada e cimentada ao dente preparado, combinando características das técnicas diretas e indiretas e dispensando a fabricação em laboratório externo. Durante os atendimentos, também foram fornecidas orientações individualizadas sobre higiene e saúde bucal, com encaminhamento para outros serviços odontológicos quando necessário. A iniciativa integrou ensino, pesquisa e extensão, proporcionando aos estudantes oportunidades de aplicar conhecimentos teóricos, aprimorar habilidades manuais e discutir casos clínicos sob supervisão docente. Dessa forma, as atividades articularam a formação profissional à prestação de serviços à comunidade, valorizando abordagens restauradoras conservadoras e contribuindo para o fortalecimento da atenção à saúde bucal e da formação técnico-científica dos participantes.
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09:00
Atendimento para controle do patrimônio da pessoa física: planejamento para realização do Imposto de Renda Pessoa Física e sua integração com a prática do orçamento financeiro 1h 30m
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09:00
Atividade Física para Prevenção e Tratamento de Doenças Cardiometabólicas - 'Atividade Física e Saúde Cardiometabólica' 1h 30m
Introdução: Iniciativas voltadas à orientação e ao incentivo da prática segura de atividade física em contextos comunitários são estratégias fundamentais para a promoção da saúde, prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares e metabólicas. Objetivo: O Projeto “Atividade Física e Saúde Cardiometabólica”, desenvolvido em Governador Valadares-MG, tem o objetivo de estimular a prática segura de atividade física e promover a melhora e manutenção da saúde cardiometabólica. Metas: 1) Avaliar a presença de inatividade física, diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade, tabagismo, hereditariedade e sintomas sugestivos de doenças cardiovasculares; 2) Identificar valores alterados de pressão arterial, glicemia, colesterol, circunferência de cintura e índice de massa corporal; 3) Avaliar o risco cardiovascular para a prática de atividade física, possibilitando orientação e encaminhamentos necessários; 4) Fornecer orientação individualizada de atividades físicas visando à prevenção e o tratamento das doenças cardiometabólicas; 5) Promover educação em saúde divulgando a importância da prática de atividade física para a saúde cardiometabólica da população. Caracterização dos Beneficiários: Adultos e idosos frequentadores das ações de saúde nas zonas urbana e rural, sem distinção em relação a raça, condição socioeconômica, estado civil, posicionamentos políticos, religiosos ou culturais. Metodologia: O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFJF e faz parte do Programa de Extensão "Estratégias para o envelhecimento ativo e saudável na comunidade: Ações de capacitação e intervenção em saúde do Núcleo de Estudos da Pessoa Idosa" (2025-2026). A vigência total do projeto de extensão compreende o período de julho de 2014 até o presente momento (em andamento). O Projeto desenvolve gratuitamente as seguintes ações: 1) Organização e realização de eventos de saúde em diferentes locais de Governador Valadares; 2) Avaliação do risco cardiovascular e da aptidão física: medidas antropométricas, hemodinâmicas, metabólicas e físicas; aplicação de questionário sobre sintomas, hereditariedade, tabagismo, presença de doenças cardiometabólicas e nível de prática de atividade física; 3) Aulas e orientações individuais e coletivas sobre promoção da saúde cardiometabólica, prática de atividade física, prevenção e tratamento de doenças cardiometabólicas; 4) Produção de materiais educativos. Contribuição para a formação profissional e produção de conhecimento: 113 Alunos de Extensão (42 graduandos bolsistas, 44 graduandos voluntários, 27 pós-graduandos voluntários), das áreas de Educação Física, Nutrição, Medicina, Enfermagem e Fisioterapia; 10 Projetos de Treinamento Profissional integrados (33 alunos de Educação Física e Nutrição); Projeto aberto para realização de Estágio curricular obrigatório do Curso de Educação Física (15 estágios/alunos); 11 Projetos de Iniciação Científica integrados (26 alunos dos Cursos de Educação Física, Nutrição, Fisioterapia e Medicina); 11 Trabalhos de Conclusão de Curso de estudantes dos Cursos de Graduação em Educação Física, Fisioterapia e Nutrição; 5 Dissertações de Mestrado (4 alunos do PPG em Educação Física UFJF/UFV e 1 aluno do PPG Ciencias de la Actividad Física y el Deporte - Universidad Santo Tomás - Chile); 107 Apresentações em eventos e publicação de resumos nos anais; 27 Menções honrosas/premiações recebidas em eventos. Impacto Social: O Projeto vem tendo um impacto social relevante na cidade de Governador Valadares, se aderindo a um dos objetivos sustentáveis da ONU ("Saúde e Bem-Estar"), que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos. Total de ações de extensão realizadas (2014 - em andamento): 88 eventos de saúde realizados nas zonas urbana e rural; Mais de 3.500 atendimentos individualizados; 1.030 atendimentos em aulas de alongamento; Mais de 280 avaliações completas do risco cardiovascular e de aptidão física; Aproximadamente 660 aulas supervisionadas de exercícios aeróbicos e resistidos. Conclusões: Considerando os seus 12 anos de atuação, é possível observar que o Projeto “Atividade Física e Saúde Cardiometabólica” vem tendo importante impacto social na promoção da saúde e prevenção de doenças cardiometabólicas, contribuindo para a promoção da saúde da comunidade e para a formação profissional na área da saúde. Apoios: Pró-reitorias de Extensão, Graduação, Pós-graduação e Pesquisa da UFJF; Prefeitura Municipal de Governador Valadares; FAPEMIG; CNPq; CAPES; Sociedade Brasileira de Hipertensão. Palavras-chave: Envelhecimento. Saúde. Doenças Cardiometabólicas.
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09:00
AVALIAÇÃO FÍSICA E FUNCIONAL EM GOVERNADOR VALADARES 1h 30m
No brasil é crescente o número de pessoas que fazem exercício físico. Atualmente, 40,6% da população pratica exercício físico conforme recomendação da OMS. No entanto, antes de iniciar qualquer prática de exercício físico é de suma importância uma avaliação física e funcional. Os objetivos do projeto são medir e avaliar a comunidade universitária e de Governador Valadares, além de informar aos avaliados o nível de condicionamento físico e funcional. Para contemplar os objetivos foram realizadas as seguintes medidas e avaliações: 1) Teste de amplitude da coluna vertebral; 2) Teste da mobilidade de ombro; 3) Teste indicativo de hérnia de disco; 4) Pressão arterial de repouso; 5) Frequência cardíaca de repouso; 6) Imagem corporal; 7) Medidas de circunferências (tórax, cintura, abdômen, braço relaxado, antebraço, quadril, coxa medial e panturrilha); 8) Massa corporal; 9) Estatura; 10) Percentual de gordura; 11) Flexibilidade; 12) Resistência muscular; 13) Capacidade cardiorrespiratória. Até o momento o projeto avaliou mais de 50 pessoas, contribuindo para que os avaliados conhecem seu atual estado de condicionamento físico e funcional, possibilitando que possam levar a avaliação para um professor de Educação Física que irá prescrever exercícios físicos e identificando pessoas com alterações em parâmetros de saúde que necessitem de cuidados médicos.
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Ações educativas em alimentação e nutrição para pré-escolares 1h 30m
Mostra de Ações de Extensão 2026 - PROEX/UFJF - GV; NUTRE-ENSINA: Ações educativas em alimentação e nutrição para pré-escolares; COORDENADORA: Gisele Queiroz Carvalho (DCNUT); VICE-COORDENADORA: Nilcemar Rodrigues Carvalho Cruz (DCNUT); DOCENTES: Domício Antônio Da Costa Júnior, Kellem Regina Rosendo Vincha; DISCENTES: Abigail Marques Trindade, Ana Laura Damasceno Sabino, Ana Luisa de Almeida Matos, Eduarda Nunes Moraes, Geruza Gonçalves Martins, Jordânia de Souza Rodrigues, Letícia Helena Alves Paiva Cuimbra, Letícia Peixoto Moreira Alves, Letícia Ribeiro dos Santos, Lívia Rosendo de Souza, Melina Lopes Gonçalves, Nicolle Ferreira Pungirum e Sarah Camilo Silva; O Nutre-Ensina é um projeto com ações de pesquisa e extensão da Universidade Federal de Juiz de Fora - campus Governador Valadares (UFJF-GV), dedicado à ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) na primeira infância. Seu objetivo é promover hábitos alimentares saudáveis e avaliar a efetividade de intervenções educativas integradas direcionadas a pré-escolares, suas famílias e educadores de uma instituição comunitária filantrópica. Sua metodologia organiza-se em três eixos principais de atuação: oficinas presenciais lúdicas e sensoriais para crianças de 2 a 4 anos (envolvendo teatros de fantoches, jogos interativos, exploração tátil, horta pedagógica e oficinas culinárias), capacitação continuada para professores e monitores baseada no Guia Alimentar para a População Brasileira, comensalidade e condutas frente à neofobia e seletividade alimentar, e acompanhamento educativo para mães e responsáveis por meio de reuniões e suporte remoto com vídeos instrutivos e desafios práticos. O projeto contempla cerca de 230 pré-escolares, 230 mães/responsáveis e 50 funcionárias e educadoras da Creche Escola Gente Inocente, articulando o diagnóstico situacional antropométrico e socioeconômico ao planejamento das atividades. Os resultados demonstraram avanços na autopercepção alimentar e mudanças positivas nos hábitos alimentares das crianças. As ações educativas contribuíram para ampliar os conhecimentos dos professores sobre a promoção da alimentação saudável na infância, o reconhecimento das diferenças entre alergias e intolerâncias alimentares e a importância da adoção de práticas seguras de alimentação no ambiente escolar. Dessa forma, as intervenções favoreceram tanto a conscientização sobre hábitos alimentares saudáveis quanto o fortalecimento da atuação dos educadores na promoção da saúde e do bem-estar infantil. Além disso, o projeto gerou um Manual Técnico/Cartilha Educativa para a comunidade escolar e impulsionou a produção científica com dissertação de mestrado, projetos de Iniciação Científica (PIBIC) e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). Para além de fortalecer a integração entre universidade, escola e sociedade, o Nutre-Ensina contribui para a formação acadêmica dos estudantes de Nutrição, desenvolvendo habilidades de pesquisa, extensão e promoção da saúde infantil.
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09:00
Coluna e Saúde no Campus GV 1h 30m
JUSTIFICATICA: Segundo dados do IBGE (2010), no Brasil, a dor nas costas é a terceira causa de aposentadoria e a segunda de licença ao trabalho. Cerca de 21,0 milhões de pessoas com 18 anos ou mais de idade (18,5%) têm problema crônico de coluna. Neste contexto, o projeto de extensão “Coluna e Saúde no Campus” tem como objetivo atender pacientes da comunidade acadêmica da UFJF-GV e da sociedade civil do município de Governador Valadares que apresentem afecções da coluna vertebral, contribuindo para a promoção da saúde e a prevenção de agravos, amenizando as dores musculoesqueléticas e ampliando a qualidade de vida e a funcionalidade. OBJETIVO: Prestar atendimento aos pacientes com dores agudas ou crônicas na coluna vertebral, visando a melhora da função e da qualidade de vida; Utilizar o Método Pilates como recurso terapêutico no atendimento do paciente; Desenvolver as habilidades clínicas do estudante do curso de fisioterapia; Capacitar o estudante a avaliar, diagnosticar e tratar pacientes com problemas da coluna vertebral; Desenvolver as habilidades técnicas dos discentes no Método Pilates; Desenvolver e manter plataformas digitais de comunicação e divulgação do projeto.
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Correção de Deformidades Mucogengivais 1h 30m
Palavras-chave: Estética Dentária - Sorriso - Cirurgia Plástica.
INTRODUÇÃO: As deformidades mucogengivais podem afetar estética, função e qualidade de vida, e muitas vezes não recebem atenção cirúrgica especializada na graduação. Este projeto visa suprir essa lacuna, oferecendo atendimento especializado à comunidade e ampliando a formação clínica dos estudantes. OBJETIVO: Disponibilizar o atendimento para correções de deformidades mucogengivais à população de Governador Valadares e região. METODOLOGIA: Os atendimentos são realizados nas clínicas odontológicas da UFJF – Campus Governador Valadares. Participantes são pacientes com diagnóstico de deformidades mucogengivais. Cada paciente passa por uma avaliação clínica, fotográfica, análise facial, moldagem, tomografia, diagnóstico, planejamento individualizado. Esses dados coletados são de extrema importância para precisão do diagnóstico. O acompanhamento é feito em 7 dias, 15 dias, 1 mês, 3 e 6 meses após a cirurgia, com registro fotográfico para avaliar a cicatrização, estética e satisfação do paciente. RESULTADOS: A avaliação inicial evidenciou diferentes percepções individuais acerca da estética do sorriso e das condições bucais. Os pacientes diagnosticados com deformidades mucogengivais apresentavam queixas de insatisfação significativa com a aparência do sorriso. As intervenções realizadas incluíram gengivectomia, com associação à osteotomia quando indicada, e cirurgia de enxerto gengival, visando à adequação do contorno gengival e à correção das alterações mucogengivais, respectivamente. Após as intervenções, observou-se aumento da satisfação com a estética do sorriso e melhora da percepção estética individual, evidenciando resultados favoráveis sob a perspectiva da autopercepção dos pacientes. CONCLUSÃO: O projeto tem proporcionado melhora estética e aumento da autoestima dos pacientes, além de favorecer o aprendizado prático dos estudantes, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão. -
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Cuidado compartilhado: Parceria entre família, profissionais de saúde e pessoas com Trissomia do 21 (Síndrome de Down) 1h 30m
A Síndrome de Down (SD), ou Trissomia do 21 (T21), é uma condição genética caracterizada pela presença de material cromossômico adicional do cromossomo 21, que se associa à demanda de cuidados específicos ao longo da vida. Nesse contexto, o projeto de extensão “Cuidado compartilhado: Parceria entre família, profissionais de saúde e pessoas com Trissomia do 21 (Síndrome de Down)”, da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares, forma um elo fundamental para promover saúde, disseminar informações qualificadas, incentivar a inclusão social e consolidar uma rede de apoio à famílias de pessoas com T21. Este trabalho se trata de um relato descritivo de ações desenvolvidas entre março e agosto de 2026 por acadêmicos dos cursos de Farmácia, Odontologia, Medicina e Fisioterapia, incluindo caminhada de conscientização, palestras e eventos educativos. Em março, uma ação de mobilização em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down reuniu famílias, indivíduos com T21, acadêmicos e a comunidade em uma ação pública com o intuito de aumentar a visibilidade quanto à causa de pessoas com T21. Em abril, no Parlamento Jovem, foram abordados aspectos genéticos da síndrome, mitos e verdades, além do combate ao preconceito. Em maio, professores de uma escola estadual participaram de uma palestra que auxiliou na desmistificação de informações e inclusão escolar. Em junho, o evento “Saúde bucal da pessoa com síndrome de Down” orientou familiares sobre particularidades odontológicas, tratamentos e acompanhamento. Em agosto, a atividade “Pediatria da T21” contemplou marcos do desenvolvimento, exames recomendados, estimulação precoce e cuidados relacionados à instabilidade atlantoaxial. Dessa forma, as iniciativas possibilitaram abordar diferentes dimensões do cuidado e alcançar públicos diversos, articulando educação em saúde, conscientização social e inclusão. Conclui-se que o projeto contribui para aproximar o conhecimento acadêmico das necessidades comunitárias, fortalecer o diálogo entre universidade e sociedade, além de favorecer a formação interdisciplinar e humanizada dos futuros profissionais da saúde diante de um olhar multidisciplinar a indivíduos com síndrome de Down e suas necessidades.
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Cuidado nutricional nas doenças crônicas não transmissíveis na Clínica Escola de Nutrição - UFJF/GV. 1h 30m
Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) constituem um importante desafio para a saúde pública, exigindo estratégias de prevenção, tratamento e acompanhamento contínuo. A alimentação adequada desempenha papel fundamental no controle dessas condições e na prevenção de complicações. Nesse contexto, a Clínica Escola de Nutrição da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares (UFJF/GV), representa um espaço de integração entre ensino e extensão, proporcionando assistência nutricional à comunidade e formação prática aos estudantes de Nutrição.
Objetivo: Caracterizar o perfil clínico, antropométrico e alimentar dos pacientes atendidos na Clínica Escola de Nutrição da UFJF/GV, identificando demandas relacionadas ao cuidado nutricional das DCNT e contribuindo para o planejamento de estratégias de intervenção e educação alimentar e nutricional.
Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, desenvolvido a partir da análise de registros de atendimento nutricional de 57 pacientes da Clínica Escola de Nutrição da UFJF/GV. Foram analisadas informações sociodemográficas, condições clínicas autorreferidas, indicadores antropométricos, hábitos alimentares e consumo de nutrientes estimado por recordatório alimentar de 24 horas. Os dados foram submetidos à análise descritiva, utilizando frequências absolutas e relativas e medidas de tendência central, considerando o número de registros válidos para cada variável.
Resultados: Observou-se predomínio de mulheres (82,5%) e adultos (82,5%), com mediana de idade de 50 anos. A presença de doenças autorreferidas foi identificada em 94,6% dos registros válidos, indicando elevada demanda por acompanhamento nutricional. O índice de massa corporal médio foi de 31,52 kg/m², evidenciando a importância da avaliação e do manejo do excesso de peso, considerando as particularidades das diferentes faixas etárias. Em relação aos hábitos alimentares, 61,1% dos pacientes relataram consumo diário de frutas e 63,0% de verduras e legumes. Entretanto, foram identificadas elevadas frequências de classificações de inadequação do consumo de magnésio (97,8%), cálcio (95,7%), fibras (80,9%) e potássio (70,2%). Quanto à ingestão energética, 57,4% dos registros avaliáveis apresentaram consumo classificado como insuficiente em relação às necessidades estimadas. Esses achados apontam demandas nutricionais relevantes para o acompanhamento de pacientes com condições crônicas e para o desenvolvimento de estratégias educativas voltadas à melhoria da qualidade da alimentação.
Conclusão: A experiência da Clínica Escola de Nutrição da UFJF/GV evidencia a relevância da extensão universitária na promoção do cuidado nutricional de indivíduos com condições crônicas. A identificação de alterações antropométricas e inadequações alimentares contribui para o direcionamento das condutas nutricionais e o planejamento de ações educativas voltadas à promoção da saúde e à prevenção de complicações. Além de favorecer o acesso da comunidade à assistência nutricional, a Clínica Escola proporciona aos estudantes vivências práticas que articulam conhecimentos científicos, habilidades profissionais e compromisso social, fortalecendo a formação crítica, ética e humanizada.
Palavras-chave: Doenças Crônicas Não Transmissíveis; Assistência Nutricional; Extensão Universitária; Educação Alimentar e Nutricional; Promoção da Saúde.
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09:00
DENTÍSTICA NA HEBIATRIA: CONTROLE DE CÁRIE E EDUCAÇÃO EM SAÚDE BUCAL EM ADOLESCENTES 1h 30m
A cárie dentária constitui um importante desafio à saúde pública entre adolescentes brasileiros, apresentando desigualdades relacionadas às condições socioeconômicas e à utilização dos serviços odontológicos. Nesse contexto, estratégias preventivas e abordagens terapêuticas baseadas na mínima intervenção são fundamentais para controlar a progressão das lesões cariosas e preservar as estruturas dentais, reduzindo a necessidade de intervenções restauradoras mais invasivas. O presente trabalho tem o objetivo de relatar a experiência do projeto de extensão na oferta de atendimentos odontológicos preventivos e restauradores minimamente invasivos a adolescentes da comunidade, com ênfase no controle de cárie dentária e na promoção em saúde bucal. Realizaram-se atendimentos odontológicos no campus da UFJF-GV e ações educativas em saúde bucal para pacientes e acompanhantes. Utilizaram-se os índices ICDAS para lesões de cárie, Placa Visível (IPV) e Sangramento Gengival (ISG) para o diagnóstico. O protocolo incluiu profilaxias, aplicações de flúor, selantes e restaurações em resina composta ou ionômero de vidro. Casos complexos foram encaminhados. Paralelamente, produziram-se panfletos e postagens educativas nas redes sociais do projeto. Foram ministradas 14 aulas de capacitação para os membros discentes. Em 27 sessões clínicas, atenderam-se 17 pacientes, realizando-se 17 restaurações em resina, 11 selantes e 3 restaurações provisórias. Cinco pacientes receberam fluorterapia em 3 sessões consecutivas. Sete pacientes receberam alta com retorno programado. Quatro foram encaminhados para tratamentos de endodontia e implante. Nas redes sociais, as postagens alcançaram organicamente, em média, 568 contas. O projeto reafirma a necessidade da prevenção, da educação em saúde bucal e da mínima intervenção na reabilitação de pacientes adolescentes. A integração entre clínica e extensão fortalece o cuidado integral e o vínculo universidade-comunidade.
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09:00
DO FÓRUM DE EDUCAÇÃO À BIENAL DO EDUCADOR: FORMAÇÃO E ARTICULAÇÃO ENTRE A UFJF-GV E AS ESCOLAS DO LESTE DE MINAS GERAIS 1h 30m
INTRODUÇÃO: A extensão universitária constitui um importante caminho para aproximar a universidade da sociedade, promover a troca de conhecimentos e contribuir para o desenvolvimento regional. Nesse contexto, a Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares (UFJF-GV) propõe a realização da Bienal do Educador, iniciativa originada do projeto de extensão inicialmente denominado Fórum de Educação. A proposta foi ampliada e ressignificada, incorporando ações de formação, compartilhamento de práticas exitosas, experiências culturais e divulgação dos cursos, projetos e oportunidades oferecidos pela Universidade. A iniciativa parte da percepção de que parte dos estudantes do Ensino Médio da região ainda desconhece a existência da UFJF-GV, seu caráter público e gratuito e as possibilidades de formação acadêmica que oferece. Nesse cenário, os profissionais da educação são reconhecidos como interlocutores estratégicos para aproximar os jovens da universidade pública e ampliar seus horizontes educacionais. OBJETIVO: Promover a aproximação entre a UFJF-GV e os profissionais da educação do Leste de Minas Gerais, por meio de um espaço de formação, diálogo e compartilhamento de experiências, ampliando o conhecimento sobre a Universidade, suas oportunidades de ingresso e permanência e suas contribuições para a formação dos estudantes e o desenvolvimento regional. METODOLOGIA: A proposta prevê a realização da Bienal do Educador em 7 de novembro de 2026, em Governador Valadares (MG), como ação de extensão direcionada a professores, gestores e demais agentes educacionais. A programação será organizada em atividades complementares, incluindo oficina reflexiva sobre estratégias de diálogo com estudantes acerca da formação superior e de suas trajetórias acadêmicas; palestra e oficina sobre inteligência artificial e práticas pedagógicas; discussão sobre juventudes, projetos de vida e permanência escolar; apresentação institucional da UFJF-GV; orientação sobre PISM, SISU, ações afirmativas, política de cotas e documentação; mostra de cursos, projetos e ações universitárias; e painel de boas práticas desenvolvidas por educadores da região. A seleção dos relatos de experiências será realizada por uma banca de especialistas, considerando sua pertinência temática e seu potencial de contribuição para outros profissionais. A proposta inclui, ainda, a apresentação da Rede de Embaixadores da UFJF-GV, concebida para fortalecer a interlocução entre a Universidade e as instituições educacionais. A mobilização dos participantes e a articulação com a Rede Estadual de Educação são consideradas estratégias importantes para ampliar o alcance da iniciativa. RESULTADOS E IMPACTO SOCIAL: Como resultados esperados, pretende-se ampliar o conhecimento dos educadores sobre a UFJF-GV e suas oportunidades, favorecer a circulação de informações qualificadas sobre o acesso ao ensino superior público e estimular o compartilhamento de práticas escolares que incentivem os estudantes a considerar a formação universitária em seus projetos de vida. Espera-se, ainda, fortalecer a articulação entre a Universidade e as escolas, valorizar experiências desenvolvidas pelos profissionais da educação e estabelecer bases para uma rede de interlocução e cooperação institucional. O impacto social potencial da iniciativa está relacionado à democratização do acesso à informação, à valorização do trabalho docente e à ampliação das perspectivas educacionais dos jovens do Leste de Minas Gerais. Esses resultados deverão ser acompanhados a partir da participação no evento, dos relatos compartilhados e das possibilidades de continuidade das parcerias estabelecidas. CONCLUSÃO: A Bienal do Educador representa o amadurecimento de uma proposta extensionista que busca superar a divulgação pontual da Universidade e construir relações mais próximas e duradouras com a comunidade escolar. Ao reconhecer os educadores como parceiros estratégicos na circulação de informações e na construção de oportunidades, a iniciativa pretende contribuir para que a UFJF-GV seja mais conhecida e reconhecida em sua região de abrangência. A expectativa é que o evento constitua um ponto de partida para novas ações conjuntas entre Universidade e escolas, fortalecendo o compromisso social da instituição com a educação pública, a democratização do acesso ao ensino superior e o desenvolvimento regional.
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09:00
Estado nutricional de crianças na primeira infância: análise temporal do excesso de peso corporal 1h 30m
Introdução: Avaliar o estado antropométrico na primeira infância permite identificar precocemente alterações nutricionais. Objetivo: Realizar acompanhamento nutricional de crianças. Métodos: Foi realizada triagem antropométrica semestral no período de abril de 2024 a agosto de 2026, com crianças matriculadas em uma creche filantrópica de Governador Valadares/MG. O peso corporal foi analisado de acordo com o protocolo proposto pelo Ministério da Saúde, através dos índices peso por idade (P/I) e índice de massa corporal por idade (IMC/I). Para o índice IMC/I, as classificações risco de sobrepeso, sobrepeso e obesidade foram consideradas como excesso de peso. Os dados foram analisados de forma descritiva, por meio de frequências absolutas e relativas. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Juiz de Fora, sob o parecer 6.720.574. Resultados: Foram avaliadas 347 crianças, com idade variando entre 7 a 54 meses, sendo 51,3% meninos. De acordo com o índice P/I, o peso elevado variou de 2,2% a 3,9%, sendo 2,2% na primeira triagem e 3,6% na última triagem. Ao considerar o IMC/I, o excesso de peso variou de 29,3% a 39,8%, com 31,5% na primeira triagem e 32,3% na última triagem. Cerca de três quartos das crianças (74,4%) foram avaliadas em dois ou mais momentos diferentes, sendo observado que 18,3% evoluíram do estado de eutrofia para excesso de peso. Conclusão: Estes resultados reforçam a importância da vigilância nutricional contínua no ambiente da creche e a definição de estratégias para conter a evolução do excesso de peso na primeira infância.
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09:00
Estratégias para o envelhecimento ativo e saudável na comunidade: Ações de capacitação e intervenção em saúde do Núcleo de Estudos da Pessoa Idosa. 1h 30m
Introdução: O rápido envelhecimento da população é um fenômeno global que gera importantes implicações sociais e de saúde pública, estando associado a alterações dinâmicas e progressivas que aumentam a vulnerabilidade a doenças, dependência e declínio funcional. Diante das barreiras de acesso aos serviços de saúde e da premissa de que o envelhecimento saudável requer ações preventivas e de promoção da autonomia, os grupos de convivência de idosos se destacam como estratégias de apoio social e integração. Nesse contexto, o desenvolvimento de ações de extensão comunitárias e interdisciplinares nesses espaços torna-se essencial para fortalecer a autonomia, resgatar valores sociais e potencializar a qualidade de vida da pessoa idosa. Objetivos: Desenvolver ações interdisciplinares e preventivas de promoção da saúde e envelhecimento ativo para pessoas idosas inseridas em grupos de convivência no município de Governador Valadares, MG. Metodologia: Relato de experiência de um programa de extensão interdisciplinar realizado com 100 idosos (≥ 60 anos) de ambos os sexos (masculino e feminino) participantes de grupos de convivência para pessoas idosas no município de Governador Valadares, MG. Foram realizados exames antropométricos, cardiometabólicos, dietéticos e de saúde bucal, além da aplicação de questionários estruturados, para determinação do perfil socioeconômico, demográfico, de saúde e nutricional dos idosos. Com base no diagnóstico inicial, foram desenvolvidas atividades educativas e integrativas durante os encontros em grupos, abordando os temas: alimentação no envelhecimento ativo, atividade física e controle de doenças cardiometabólicas e uso correto e seguro de plantas medicinais. Resultados: A população participante de grupos de convivência de idosos em Governador Valadares têm média de idade de 70,2 +- 6,8 anos e são em sua maioria mulheres (88,7%), sem companheiro (59,6%), com escolaridade inferior a 4 anos (84,4%), e praticantes de atividade física (66,4%). Em relação ao estado de saúde, a ocorrência de diagnóstico médico prévio de doenças foi autorreferida por 90,1% dos indivíduos, com hipertensão (61,7%) e diabetes (17,7%) as mais citadas. Uma média de uso de 3 +- 2,2 medicamentos por dia foi observada nos participantes e a ocorrência de polifarmácia (uso de quatro ou mais medicamentos por dia) foi observada em 23,7% dos casos. Essa avaliação foi realizada no período de 2023/2024. Com base nesses achados, foram desenvolvidas ações educativas em 2025 e 2026, incluindo realização de palestras e atividades educativas com os participantes do grupo de convivência. Paralelamente, foram estruturados e desenvolvidos grupos de estudos voltados para estudantes da área da saúde, além da criação da rede social @nepi.ufjf_gv, dedicada à difusão do conhecimento sobre envelhecimento e saúde para a comunidade. Conclusão: O envelhecimento da população brasileira só será uma conquista se os anos adicionais forem vividos com qualidade, o que exige ações voltadas à promoção da saúde e à manutenção da autonomia. O programa de extensão do NEPI, integrando Educação Física, Nutrição, Odontologia e Farmácia, estimulou idosos de grupos de convivência de Governador Valadares-MG ao autocuidado e à mudança de atitudes e crenças, contribuindo para o envelhecimento ativo por meio da formação de novos profissionais e difusão do conhecimento na sociedade.
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09:00
Farmácia Na Escola 1h 30m
O projeto de extensão Farmácia nas Escolas é formado por docentes e discentes do curso de Farmácia da UFJF, campus Governador Valadares. Seu propósito é reforçar o papel das escolas como espaços de aprendizado integral e de transformação social, aproximando a universidade das escolas públicas do município, fortalecendo os laços com a comunidade e promovendo a democratização do acesso ao ensino superior. O projeto busca incentivar os estudantes a conhecerem mais sobre a área farmacêutica, despertando o interesse em ingressar no curso e no ensino superior, considerando que a falta de informação e de incentivo são barreiras à inclusão educacional. As ações são desenvolvidas conforme as demandas das escolas participantes, abrangendo atividades de educação em saúde, uso racional e descarte correto de medicamentos, reforço escolar, mostras de profissões e visitas aos laboratórios universitários. A equipe do projeto realizou atividades em duas escolas públicas, com destaque para dinâmicas educativas e gincanas de arrecadação de medicamentos vencidos, premiadas com visitas guiadas aos laboratórios da UFJF. Também participou da mostra Partiu Federal, onde foi possível incentivar alunos de diversas escolas públicas de Governador Valadares e região a buscarem o curso de Farmácia para ingressar na universidade. A equipe também participou de uma mostra de profissões na escola Sesi, promovendo a aproximação entre os estudantes e a área farmacêutica, além de incentivar o conhecimento sobre o curso e o ingresso no ensino superior. A participação no projeto colabora significativamente para a formação acadêmica e social dos estudantes e para o impacto positivo na comunidade escolar.
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09:00
GINÁSTICA DE CONDICIONAMENTO FÍSICO PARA ADULTOS: CONTRIBUIÇÕES, FORMAÇÃO ACADÊMICA E DESAFIOS 1h 30m
Introdução: A extensão universitária constitui um importante espaço de articulação entre universidade e sociedade, possibilitando a troca de conhecimentos e a aproximação da formação acadêmica com as demandas da comunidade. Nesse contexto, a prática regular de atividade física, quando orientada e supervisionada, representa uma estratégia relevante para a promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida da população adulta. Objetivo: Relatar a experiência do projeto de extensão Ginástica de Condicionamento Físico para Adultos, vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares (UFJF-GV), destacando sua proposta de atendimento à comunidade, sua contribuição para a formação acadêmica e os desafios relacionados à continuidade das atividades. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência descritivo, elaborado com base nas informações institucionais e no histórico de funcionamento do projeto. A iniciativa foi planejada para oferecer atividades físicas gratuitas e supervisionadas a adultos de 20 a 60 anos, no município de Governador Valadares, com aulas presenciais na Praça de Esportes. A proposta previa encontros duas vezes por semana, com duração de 60 minutos, organizados em turmas de até 20 participantes. As atividades contemplavam exercícios resistidos e cardiorrespiratórios, além de práticas voltadas ao desenvolvimento da flexibilidade, do equilíbrio, da agilidade e da coordenação motora, sob supervisão docente e participação de estudantes de Educação Física. Resultados: O projeto manteve suas atividades durante todo o ano de 2025, contribuindo para a oferta de uma oportunidade gratuita de prática de exercícios físicos orientados à população adulta. Além da dimensão social, a iniciativa foi concebida como espaço de aprendizagem prática para os estudantes, favorecendo a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Entretanto, em 2026, as atividades foram temporariamente interrompidas em razão de dificuldades logísticas, da necessidade de adequação dos horários e do espaço físico e da baixa adesão de participantes e estudantes. Esses fatores evidenciaram a importância do planejamento operacional, da mobilização da comunidade e da organização das condições necessárias à manutenção das ações extensionistas. Conclusão: A experiência evidencia a relevância de projetos de extensão voltados à promoção da atividade física e à aproximação entre universidade e comunidade. Apesar dos desafios que levaram à interrupção temporária das atividades em 2026, a proposta apresenta potencial para contribuir com a formação acadêmica em Educação Física e ampliar as oportunidades de acesso ao exercício físico supervisionado. A retomada está prevista para 2027, após a realização dos ajustes necessários à organização dos horários, à adequação do espaço e ao fortalecimento da participação de estudantes e integrantes da comunidade.
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09:00
Goalball Melhorando a Percepção 1h 30m
É cada vez maior o número de pessoas que apresentam um certo grau de DV e que na maioria das vezes, não são devidamente orientadas para prática de uma atividade física regular. Essa realidade se mantém não somente na cidade de Governador Valadares mas se repercute em todo país. Diante tal fato, uma atividade que têm apresentado resultados positivos aos seus praticantes com esse tipo de deficiência é conhecida como Goalball. Esse é um dos esportes paralímpicos, que foi introduzido nas paralimpíadas no ano de 1976, tornando-se um esporte popular e praticado em vários países. Um efeito importante para os praticantes desta modalidade é além da redução da massa gorda, um maior controle do índice de massa corporal (IMC). Não somente esses efeitos positivos podem ser alcançados pelos praticantes do Goalball, mas também outros importantes componentes como os aspectos neuromusculares: força muscular, resistência muscular, flexibilidade. Outra particularidade dessa modalidade, se baseia no fato de que a mesma, pode ser amplamente praticada, em diferentes níveis de condicionamento e faixas etárias, além de poder ser praticado desde a escola, como opção de lazer, e até em nível paralímpico nacional. Além das limitações impostas pela deficiência visual (DV), o componente psíquico, também têm sido uma grande preocupação entre os profissionais de saúde. Este fato pode ser atribuído a partir de uma perspectiva de que, um desequilíbrio neste quesito, poderá desencadear um quadro de depressão, autoestima baixa e até mesmo isolamento familiar. Além dessas possíveis tendências, a pessoa com DV, também poderá sofrer “preconceito” em diferentes ambientes (alguns casos, no próprio ambiente familiar), dificultando sua inserção na sociedade e refletindo até mesmo no mercado de trabalho, onde em algumas empresas, são disponibilizadas um pequeno número de vagas (na maioria das vezes, apenas cumprindo as exigências trabalhistas), para pessoas com essas particularidades, diminuindo a chance de se auto sustentarem e consequentemente, terem uma autoestima mais elevada. Mediante o contexto apresentando, o presente projeto se justifica e torna-se relevante pelo fato de poder contribuir para que os respectivos beneficiários, tenham uma atividade que lhes auxiliem nas suas atividades de vida diária (AVDs), diminuindo o nível de estresse, aumentando sua motivação, controlando suas emoções, melhorando o componente antropométrico, cognitivo, afetivo, metabólico e despertando o desejo de viver, frente as limitações impostas pela deficiência. Além disso, o projeto possibilitará aos discentes, bolsistas e/ou voluntários do curso de Educação Física, um maior aprimoramento das ações funcionais que são ensinadas nas disciplinas de Cinesiologia, Atividade Física Adaptada, e Biomecânica no curso de Educação Física da UFJF/GV.
Palavras Chave: Goalball, Deficiência visual -
09:00
Guia UFJF-GV: Disseminando Oportunidades e Conhecimento sobre o Campus através das Mídias Digitais 1h 30m
O projeto busca aumentar o acesso à informações sobre a UFJF-GV, incentivando o interesse pelo ensino superior, especialmente entre estudantes de escolas públicas. Diante disso, cria conteúdo e interage com estudantes do ensino médio por meio do perfil @guiaufjfgv, para divulgar os cursos oferecidos, o cotidiano acadêmico e as oportunidades de ingresso, como PISM, SISU e vagas ociosas, interagindo com usuários na linguagem de um jovem adolescente. Entre janeiro e outubro de 2026, de forma predominantemente orgânica, foram registradas mais de 37 mil visualizações, 600 curtidas e 200 compartilhamentos. Com destaque para cursos noturnos, 5.692 visualizações, e inscrições do PISM, 53 compartilhamentos. Os resultados evidenciam o potencial do Instagram para a circulação de informações sobre a universidade. Assim, o projeto fortalece a relação entre universidade e sociedade, reafirmando o papel da extensão na democratização do conhecimento, na inclusão educacional e na construção de novas perspectivas de futuro.
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09:00
INICIAÇÃO À GINÁSTICA - SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA PARA A FAMÍLIA 2024: UMA JORNADA DE APRENDIZADOS PARA A EQUIPE EXECUTORA E OS BENEFICIÁRIOS 1h 30m
Na Educação Física, os projetos extensionistas possibilitam experiências práticas de intervenção profissional e ampliam o acesso da comunidade às práticas corporais. Nesse contexto, a ginástica apresenta potencial educativo por envolver movimentos fundamentais, como deslocamentos, saltos, aterrissagens, rotações e equilíbrios, contribuindo para a ampliação do repertório motor infantil. Entretanto, o acesso a essas práticas pode ser limitado pela disponibilidade de espaços, equipamentos e oportunidades gratuitas. Diante disso, o projeto de extensão “Iniciação à Ginástica: Saúde e Qualidade de Vida para a Família 2024”, da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares (UFJF-GV), tem como objetivo proporcionar aulas de iniciação às práticas gímnicas de competição (i.e. Ginástica Artística, Rítmica, Acrobática, Aeróbica, Trampolim e Parkour) gratuitamente para crianças. Ainda, o projeto tem objetivo de contribuir na formação acadêmica dos discentes do curso de Educação Física a partir da articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Objetivo: Relatar as experiências desenvolvidas pela equipe executora do projeto de extensão (monitores e coordenador), com destaque para as atividades realizadas, os desafios enfrentados e as contribuições da iniciativa para o desenvolvimento motor e social das crianças e para a formação acadêmica e profissional dos monitores. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e reflexivo, elaborado a partir das vivências no desenvolvimento das atividades do projeto, sob orientação e supervisão docente. As intervenções ocorrem duas vezes por semana, no período da manhã, no Clube Filadélfia, em Governador Valadares, com duração de uma hora e atendimento aproximado de 40 crianças, distribuídas em duas turmas: uma de 4 a 7 anos de idade e outra de 9 a 12 anos de idade. O planejamento pedagógico é realizado pelos monitores, com acompanhamento do professor coordenador, considerando as características das faixas etárias, os objetivos de aprendizagem e os materiais disponíveis. As atividades contemplam fundamentos da ginástica por meio de circuitos motores, brincadeiras com bambolês e cordas, exercícios em quatro apoios, atividades em trampolim e plinto e educativos de rolamentos e saltos ginásticos. A formação dos monitores inclui estudos teóricos e didáticos, participação em grupo de estudos e eventos acadêmicos, reuniões semanais, oficinas de formação prática e acompanhamento das aulas. A análise considera as atividades planejadas e realizadas, as dificuldades identificadas e as percepções dos monitores sobre a participação e a evolução dos beneficiários. Resultados: A participação no projeto tem proporcionado experiências significativas para as crianças e para os monitores envolvidos. Entre os beneficiários, os monitores relatam avanços percebidos na execução dos movimentos, na coordenação motora, no equilíbrio, na força e na confiança durante as atividades, além de maior envolvimento nas aulas, interação entre os participantes, cooperação e respeito às regras. A utilização de circuitos motores e brincadeiras possibilita abordar diferentes fundamentos da ginástica de maneira diversificada e adequada às características das faixas etárias atendidas. A oferta gratuita também amplia as oportunidades de contato com a modalidade e reforça a função social da universidade. Para os monitores, a ausência de experiência prévia com a ginástica exigiu um processo contínuo de estudo, experimentação e aprendizagem supervisionada, favorecendo a aquisição de conhecimentos específicos e o desenvolvimento de competências relacionadas ao planejamento e à condução das aulas, à organização dos espaços, à utilização dos materiais, à adaptação das atividades e à resolução de situações imprevistas. Entretanto, foram identificados desafios estruturais, especialmente a necessidade de montar e desmontar os equipamentos na quadra poliesportiva do Clube Filadélfia e a ausência de equipamentos destinados às atividades de suspensão, o que limita a exploração de determinados movimentos. Como perspectiva de integração e valorização das aprendizagens, está prevista a realização do festival Ginástica e Diversidade Cultural do Brasil, em 7 de novembro de 2026, com apresentações das crianças do projeto e de outros grupos de práticas corporais, incluindo Ginástica para Todos, Ginástica de Condicionamento, Ginástica de Competição e Dança Circular. Conclusão: Conclui-se que a continuidade e o aprimoramento do projeto podem fortalecer as experiências oferecidas às crianças, qualificar a formação dos estudantes e ampliar a integração entre ensino, pesquisa e extensão.
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09:00
Kinder - Rede de Apoio ao Neurodesenvolvimento 1h 30m
INTRODUÇÃO: O projeto Kinder – Rede de Apoio ao Neurodesenvolvimento é uma ação de extensão universitária da Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares (UFJF-GV), voltada ao apoio de crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento (TN) e suas famílias. A iniciativa surgiu a partir de demandas identificadas em ações anteriores, nas quais familiares e responsáveis relataram dificuldades na compreensão dos diagnósticos, no acesso a informações confiáveis e no manejo das necessidades cotidianas de seus filhos. Essa realidade evidencia a importância de iniciativas que articulem universidade e comunidade na construção de estratégias de suporte às famílias e de enfrentamento das barreiras à inclusão social. OBJETIVO: Fortalecer a rede de apoio às crianças e aos adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento e seus familiares, por meio de ações educativas e integrativas que favoreçam o acolhimento, a participação social e a inclusão. METODOLOGIA: O projeto é desenvolvido por meio de ações educativas, integrativas e de divulgação científica, organizadas em três eixos: palestras mensais, com temáticas definidas a partir das demandas de pais, responsáveis e cuidadores; encontros trimestrais de lazer em espaços públicos; e divulgação de conteúdos informativos em redes sociais. As atividades abordam diferentes dimensões do neurodesenvolvimento, incluindo saúde mental dos cuidadores, alimentação, desenvolvimento socioemocional, aprendizagem, comportamento e estratégias de estimulação. A equipe é composta por discentes e docentes dos cursos de Educação Física, Fisioterapia e Medicina da UFJF-GV, com atuação interdisciplinar e participação em eventos comunitários, como a Caminhada Down GV, a Corrida Águas de Valadares e o Festival Paralímpico. A avaliação das ações inclui questionários de satisfação e levantamento das demandas dos participantes, subsidiando o planejamento das atividades e sua adequação às necessidades do público-alvo. RESULTADOS E IMPACTO SOCIAL: As ações desenvolvidas têm ampliado as oportunidades de acesso à informação técnico-científica sobre os transtornos do neurodesenvolvimento e de participação das famílias em atividades educativas e integrativas. As palestras mensais e os encontros de lazer favorecem o compartilhamento de experiências e a convivência entre os participantes, enquanto a participação em eventos comunitários amplia a inserção do projeto em espaços de inclusão social. Para os discentes, a experiência extensionista favorece a articulação entre conhecimento acadêmico e demandas sociais, contribuindo para o desenvolvimento de competências interdisciplinares e para uma formação crítica e humanizada. CONCLUSÃO: O projeto Kinder evidencia a relevância da extensão universitária na articulação entre conhecimento científico e demandas comunitárias. Por meio de ações educativas, integrativas e de participação em eventos sociais, a iniciativa contribui para a disseminação de informações sobre os transtornos do neurodesenvolvimento, o fortalecimento das redes de apoio e a promoção da inclusão social, ao mesmo tempo que favorece a formação interdisciplinar e humanizada dos estudantes.
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09:00
KINDER – FUNCIONAL: ATIVIDADE FÍSICA ADAPTADA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM TRANSTORNOS DO NEURODESENVOLVIMENTO E TRISSOMIA DO 21 1h 30m
INTRODUÇÃO: O Kinder – Funcional é um projeto de extensão da Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares (UFJF-GV), vinculado ao Departamento de Educação Física e desenvolvido em parceria com o Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadares (SINSEM). A iniciativa surgiu diante da necessidade de ampliar as oportunidades de acesso à atividade física adaptada para crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento (TN) e Trissomia do 21, considerando suas necessidades individuais e as barreiras à participação em práticas corporais. O projeto articula ensino, pesquisa e extensão, promovendo experiências de movimento, convivência e inclusão, além de proporcionar aos estudantes uma formação interdisciplinar vinculada às demandas da comunidade. OBJETIVO: Promover oportunidades de participação em atividades físicas adaptadas para crianças e adolescentes com TN e Trissomia do 21, respeitando suas características individuais e favorecendo o desenvolvimento neuromotor, a autonomia, a socialização e a inclusão, concomitantemente à formação acadêmica, crítica e humanizada dos estudantes envolvidos.
METODOLOGIA: O projeto desenvolve aulas semanais de atividade física adaptada, às segundas e quartas-feiras, organizadas em duas turmas conforme a funcionalidade e as necessidades de apoio dos participantes. As intervenções incluem brincadeiras, jogos e exercícios lúdicos planejados de acordo com as características individuais, estimulando habilidades como coordenação motora, equilíbrio, força, interação social e cooperação. O acompanhamento contempla observações qualitativas durante as aulas e avaliações neuromotoras realizadas em articulação com o projeto Kinder – Avaliação Neuromotora e o Grupo de Pesquisa em Educação Neuromotora Infantil (GPENI-UFJF-GV). Também são desenvolvidas ações de orientação às famílias, incluindo conversas sobre estratégias para incentivar a atividade física no cotidiano e a elaboração de relatórios individuais sobre o acompanhamento das crianças. A programação inclui aulas temáticas, atividades comemorativas e reuniões de capacitação da equipe. Participam atualmente 14 estudantes dos cursos de Educação Física e Fisioterapia, entre bolsista, voluntários e discentes vinculados à Atividade Curricular de Extensão (ACE), que desenvolvem competências relacionadas ao planejamento e à condução de intervenções adaptadas, ao trabalho interdisciplinar e à comunicação com as famílias. RESULTADOS E IMPACTO SOCIAL: Desde o início de suas atividades, o projeto registrou o atendimento de 58 crianças e adolescentes, dos quais 30 compõem o público atualmente atendido, enquanto 77 aguardam disponibilidade de vaga. Esses dados evidenciam a demanda comunitária por oportunidades de atividade física adaptada no município. As aulas regulares, o acompanhamento individualizado e as ações com as famílias estruturam uma proposta de atendimento que busca favorecer a participação, a convivência e o desenvolvimento dos participantes. No âmbito acadêmico, a experiência extensionista aproxima os estudantes das necessidades concretas da população, contribuindo para a construção de competências técnicas, comunicacionais e relacionais, bem como para a compreensão da inclusão e da atenção às diferenças. A produção acadêmica e comunicacional da equipe inclui três resumos apresentados em eventos científicos, um vídeo para mostra de extensão e conteúdos de divulgação para as redes sociais do Programa Kinder. CONCLUSÃO: O Kinder – Funcional constitui uma iniciativa de extensão universitária que amplia as oportunidades de acesso à atividade física adaptada para crianças e adolescentes com TN e Trissomia do 21 em Governador Valadares. A articulação entre intervenções corporais, acompanhamento neuromotor, participação familiar e formação discente fortalece a integração entre universidade e comunidade e reafirma o potencial da extensão na construção de práticas inclusivas e socialmente comprometidas. -
09:00
NEPI ATENDE – Atendimento ambulatorial em nutrição para adultos mais velhos e idosos 1h 30m
A ocorrência de desvios nutricionais e DCNTs em adultos e idosos é uma realidade expressiva no Brasil, com impacto direto no processo de envelhecimento. No entanto, o envelhecimento feminino apresenta demandas específicas associadas ao climatério e à menopausa, com repercussões físicas e emocionais que impactam a qualidade de vida. Diante disso, o projeto ofereceu atendimento nutricional ambulatorial na Clínica Escola de Nutrição da UFJF-GV a indivíduos com 50 anos ou mais, com foco nas especificidades da saúde da mulher. O protocolo assistencial compreendeu: (1) atendimento individualizado, (2) diagnóstico nutricional, (3) pactuação de metas e objetivos alinhados aos anseios do paciente, (4) planejamento e prescrição dietoterápica, (5) acompanhamento longitudinal e (6) alta com encaminhamento para atividades coletivas do NEPI. No período, foram realizados 67 novos atendimentos, dos quais 85,1% correspondiam ao sexo feminino, com média de idade de 59,5 anos. Dentre as mulheres, 62,1% estavam na menopausa e 15,5% em transição/perimenopausa. As pacientes relataram um número mediano de 6 sintomas climatéricos, sendo os mais frequentes: ganho de peso, alterações na pele, fogachos, secura vaginal, alterações de humor, e memória. Os achados destacam a alta prevalência de manifestações do climatério no público atendido e reforçam a relevância da intervenção nutricional direcionada para a promoção da saúde, alívio sintomático e melhoria da qualidade de vida das mulheres em processo de envelhecimento na região.
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09:00
NÚCLEO DE APOIO AO ACESSO DE MEDICAMENTOS NO SUS 1h 30m
O acesso a medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda enfrenta barreiras relacionadas à complexidade dos fluxos administrativos, à fragmentação das informações e ao desconhecimento dos usuários sobre seus direitos e procedimentos necessários à obtenção dos tratamentos. Nesse contexto, o presente trabalho objetiva descrever o processo de estruturação e implementação de um serviço de orientação para o acesso a medicamentos, desenvolvido no âmbito da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares. Trata-se de um relato de experiência que compreende as etapas de planejamento, organização e implantação do serviço. Inicialmente, foram realizadas atividades de capacitação da equipe, abordando a organização da assistência farmacêutica no SUS, os componentes de financiamento, os fluxos de acesso, a comunicação com os usuários e os princípios éticos envolvidos no atendimento. Posteriormente, foram estabelecidas estratégias de divulgação, articulação institucional e aproximação com profissionais e serviços da rede de saúde, visando facilitar o encaminhamento das demandas. A experiência possibilitou estruturar um serviço voltado ao acolhimento e à orientação individualizada, com foco na identificação de barreiras de acesso e no esclarecimento dos procedimentos necessários à obtenção dos medicamentos. Também favoreceu a integração entre ensino, extensão universitária e necessidades da comunidade. Conclui-se que a implementação de serviços dessa natureza representa uma estratégia para reduzir barreiras informacionais, fortalecer a atuação clínica e social do farmacêutico e contribuir para a promoção do acesso equitativo a medicamentos no SUS, especialmente entre usuários em situação de vulnerabilidade social.
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09:00
Núcleo de Práticas Contábeis e Cidadania Fiscal 1h 30m
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09:00
Núcleo de Práticas Contábeis: atendimento as organizações do Terceiro Setor 1h 30m
As entidades do terceiro setor possuem um papel destacado na sociedade e este destaque se dá por seus serviços prestados e por isso, suas atividades e continuidades são importantes para a sociedade (SILVA, 2010). Com base nas pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2010, verificou-se 556.846 entidades sem fins lucrativos (ESFL) no país. Já no ano de 2016 (pesquisa mais recente), o número caiu para 236.950. Diante desses dados, nota-se que, apesar de seu importante papel para a sociedade, muitas são descontinuadas devido a problemas de gestão (ALBUQUERQUE, 2022). No que tange às Entidades sem Fins Lucrativos (Terceiro Setor) cujo objetivo é contribuir com o Estado no cumprimento de suas obrigações gerando benefício social, faz-se necessário o aprimoramento e a transparência dessas organizações buscando sua sustentabilidade. Para tanto, o correto uso das ferramentas contábeis, fiscais e financeiras em suas atividades prestam apoio ao processo de gestão e aos controles internos, assim como à captação de recursos, podem ser determinantes para a longevidade destas entidades. Considerando que o público-alvo desse projeto representa membros da sociedade com dificuldades de acesso à informação e à contratação de serviços especializados para esclarecer dúvidas contábeis, financeiras, tributárias e burocráticas, faz-se necessário a criação de um sistema que contribua para a obtenção de direitos e deveres por parte da sociedade, por meio do acesso a políticas públicas já implementadas. Assim, este projeto de extensão visa fornecer, às entidades do setor social, assistência gratuita de universitários para a resolução de problemas que envolvem questões contábeis, fiscais e financeiras. No financiamento de entidades do terceiro setor, normalmente, ocorre o acesso por meio de editais, que solicitam projeto, documentações diversas, e depois, se contemplado, é necessário a realização de prestação de contas. Os indivíduos envolvidos não possuem conhecimento técnico para lidar com os procedimentos burocráticos que envolvem a participação nesses editais. Assim, se faz necessário facilitar o acesso de todos às políticas públicas. O Núcleo de Práticas Contábeis tem potencial para ajudar nesse processo, ampliando seus atendimentos em quantidade e qualidade, auxiliando a sociedade de Governador Valadares – MG nesse aspecto.
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09:00
Prazer de espera: Acolhimento humanizado através de abordagens e atividades lúdicas em sala de espera para atendimento odontológico infantil – Ano 2 1h 30m
A sala de espera das clínicas odontopediátricas constitui um espaço estratégico para o acolhimento humanizado, a redução da ansiedade infantil e a promoção da saúde. Nesse contexto, o projeto de extensão Prazer de Espera, desenvolvido no curso de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares (UFJF-GV), busca transformar o tempo de espera pelo atendimento odontológico em uma oportunidade de aprendizagem, interação e fortalecimento do vínculo entre profissionais, crianças e familiares. O objetivo é relatar a experiência das ações desenvolvidas na segunda vigência do projeto de extensão Prazer de Espera, com foco no acolhimento humanizado e na educação em saúde bucal de crianças e seus familiares. Trata-se de um relato de experiência referente às atividades desenvolvidas nas Clínicas de Atendimento Infantil do curso de Odontologia da UFJF-GV. A equipe é composta por discentes de graduação e pós-graduação, sob orientação docente. As ações são realizadas na Clínica de Estágio em Clínica Integrada Infantil I, com participação ativa e dialógica das crianças e de seus pais ou responsáveis. Para o público infantil, são utilizados passatempos com temática de saúde bucal, giz de cera, adesivos lúdicos e macromodelos para orientações sobre higiene bucal, além da distribuição de kits de higiene contendo escova dental infantil e dentifrício. Para os familiares, são desenvolvidas ações educativas por meio de rodas de conversa e diálogos, com elaboração de materiais informativos sobre temas como higiene bucal, alimentação, traumatismos na dentição decídua, cuidados durante as férias escolares e hipomineralização molar-incisivo. Até o momento, as ações do projeto contemplaram aproximadamente 60 famílias atendidas nas Clínicas de Atendimento Infantil da UFJF-GV, além de crianças matriculadas em uma escola em que foi firmada parceria através de parceria com o projeto sorriso do amanhã. A mesma farmília recebeu pelo menos 3 intervenções com orientações em saúde bucal. A implementação das atividades possibilita a utilização da sala de espera como ambiente de acolhimento, interação e educação em saúde, articulando conhecimentos científicos à realidade das crianças e de suas famílias. As estratégias lúdicas oferecem oportunidades de distração durante a espera pelo atendimento, enquanto as ações educativas favorecem o acesso a informações sobre promoção da saúde e prevenção de doenças bucais. A participação dos familiares também contribui para o fortalecimento de seu papel no cuidado e na manutenção da saúde bucal infantil. O projeto Prazer de Espera fortalece a integração entre ensino e extensão ao promover práticas de acolhimento humanizado e educação em saúde no contexto da Odontopediatria. As atividades desenvolvidas valorizam a participação das crianças e de seus familiares, contribuindo para uma experiência mais acolhedora no ambiente odontológico e para a disseminação de conhecimentos sobre saúde bucal. Além disso, a iniciativa favorece a formação acadêmica e humanística dos discentes envolvidos.
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09:00
PREVENÇÃO DO DESENVOLVIMENTO E TRATAMENTO DE SARCOPENIA EM PACIENTES ATENDIDOS PELO SUS 1h 30m
Introdução: A sarcopenia associa-se a perdas de força e massa muscular e repercussões na funcionalidade. Em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 (DM2), o risco merece atenção na Atenção Primária à Saúde (APS).
Objetivo: Investigar a relação entre o estado nutricional e o risco de sarcopenia em indivíduos com DM2 atendidos na APS em Governador Valadares, Minas Gerais, oferecendo subsídios ao planejamento de ações de prevenção e cuidado.
Metodologia: Estudo transversal, observacional e descritivo com 35 indivíduos com DM2 cadastrados nas ESF São Pedro I e II. Foram avaliados dados sociodemográficos, antropometria, composição corporal, consumo alimentar e funcionalidade. O risco foi investigado pelo SARC-CalF e pelo rastreio global, com testes de força de preensão manual, sentar e levantar e Timed Up and Go. O TCR utilizou testes estatísticos com significância de 5%.
Resultados: Participaram 27 mulheres (77,1%) e 23 pessoas com 60 anos ou mais (65,7%). O IMC médio foi de 30,79 ± 5,41 kg/m². O SARC-CalF identificou risco em 8 participantes (22,9%) e o rastreio global em 24 (68,6%). Houve classificação de risco para o teste de sentar e levantar em 19 (54,3%), força de preensão em 6 (17,1%) e TUG em 3 (8,6%). Identificaram-se associações do SARC-CalF com a classificação do IMC (p=0,003) e com a circunferência da panturrilha (p<0,001), além do rastreio global com a faixa etária (p=0,025). A ingestão energética ficou abaixo da recomendação em 80,0%, e as classificações de insuficiência de cálcio e vitamina D corresponderam a 100% da amostra nas tabelas do TCR.
Conclusão: A elevada frequência de alterações no rastreio e nas avaliações funcionais reforça a necessidade de avaliação integrada e de estratégias nutricionais e multiprofissionais na APS. Por se tratar de estudo transversal, os dados não permitem demonstrar efeitos de intervenções nem estabelecer diagnóstico definitivo de sarcopenia.
Palavras-chave: Sarcopenia; Diabetes mellitus tipo 2; Atenção Primária à Saúde; Estado nutricional; Extensão universitária.
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09:00
Programa de desenvolvimento de serviços de alimentação 1h 30m
Programa de Desenvolvimento de Serviços de Alimentação: capacitações presenciais e educação digital
Os serviços de alimentação enfrentam desafios relacionados à gestão, à qualificação profissional e à segurança dos alimentos. Nesse contexto, o Programa de Desenvolvimento de Serviços de Alimentação (PDSA), desenvolvido por docentes e discentes do curso de Nutrição da UFJF-GV, promove ações de extensão para auxiliar na melhoria desses serviços. O programa integra capacitações presenciais e educação digital. O curso presencial básico, destinado a manipuladores, aborda assuntos como surtos alimentares e boas práticas de higiene; o avançado, direcionado aos responsáveis pelos serviços de alimentação, inclui gestão, qualidade e segurança dos alimentos. A educação digital ocorre pelo Instagram @cozinhacomsaude.ufjfgv, com conteúdos sobre segurança dos alimentos, gestão de processos e equipes, atendimento ao cliente e precificação.
Nos últimos três anos, foram capacitados 226 manipuladores e 58 responsáveis, com 95% de adesão. Entre os participantes, 88% relataram clareza nas explicações e 100% consideraram o curso importante e afirmaram que o recomendariam. Em 2025, foram publicados 18 conteúdos no feed e 118 stories; até em setembro de 2026, o perfil alcançou 481 seguidores. As ações e os resultados do PDSA sugerem a contribuição da extensão universitária para a qualificação profissional e o fortalecimento dos serviços de alimentação, assim como para a formação ampliada dos estudantes envolvidos. -
09:00
Projeto Kinder – Avaliação Neuromotora: Uma Abordagem Interdisciplinar no Acompanhamento do Desenvolvimento Infantil 1h 30m
Apresentaremos um banner sobre o impacto do projeto de extensão Kinder – Avaliação Neuromotora, que integra Educação Física, Fisioterapia e Medicina no acompanhamento de crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento em vulnerabilidade socioeconômica. Com a aplicação de testes padronizados (KTK, TGMD-3 e PROESP), o projeto já soma 75 avaliações e relatórios clínicos elaborados. A iniciativa une rigor metodológico, atendimento humanizado e formação acadêmica prática, fortalecendo o raciocínio clínico dos discentes e promovendo inclusão e cuidado integral na infância.
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09:00
Promoção do Acesso a Políticas Públicas: Núcleo de Práticas Contábeis em Ação 1h 30m
O projeto de extensão “Promoção do Acesso a Políticas Públicas: Núcleo de Práticas Contábeis em Ação” tem como propósito prestar atendimento contábil, fiscal e financeiro gratuito à população de Governador Valadares e região. O projeto foca em indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, Microempreendedores Individuais (MEIs), Organizações da Sociedade Civil (Terceiro Setor) e agentes do setor cultural, viabilizando o acesso efetivo a políticas públicas de inclusão social, geração de renda e seguridade social. O Núcleo de Práticas Contábeis está funcionando desde setembro de 2019, como projeto de extensão o NPC já realizou mais de 8.500 (oito mil e quinhentos) atendimentos a população de Governador Valadares e região, abrangendo em torno de 1.300 pessoas que já foram atendidas pelo projeto. No ano de 2025 foram realizados aproximadamente 5.400 (cinco mil e quatrocentos) atendimentos. O número expressivo de atendimentos levou o Núcleo da UFJF-GV a receber Certificado Ouro da Receita Federal do Brasil, por estarem entre os 30 primeiros núcleos em número de atendimentos no ranking nacional. Tais Fatos demonstram a consolidação das atividades do NPC. O projeto atua por meio de quatro linhas de ação integradas, a) atendimento de pessoas físicas hipossuficientes e àqueles registrados como Microempreendedores Individuais; b) atendimento de entidades do terceiro setor; c) atendimento de pessoas físicas e organizações que desenvolvem atividades culturais; e d) atendimento a pessoas físicas com interesse em controlar suas finanças e realizar seu orçamento doméstico. O projeto combina atendimentos presenciais realizados durante 3 dias da semana na parte da tarde, atendimentos virtuais, capacitações comunitárias e eventos itinerante.
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09:00
ReEduca Doenças Cardiometabólicas 2025 1h 30m
Este projeto tem o objetivo de desenvolver ações educativas para auxiliar no
processo de promoção de hábitos de vida saudáveis e reabilitação para pessoas com
doenças cardiometabólicas ou com fatores de risco para seu desenvolvimento. As
atividades são desenvolvidas tanto de forma online quanto presencial. As ações de
divulgação abordam temas como cuidados em saúde cardiometabólica (nutrição,
medicamentos, tabagismo, etilismo e sono) e estímulo à prática de atividade física nesta
população e as sessões presenciais de reabilitação física acontecem duas vezes por
semana. As ações são realizadas em ambiente virtual nas mídias sociais criadas para este
fim e presencialmente no ambulatório de Fisioterapia Cardiorrespiratória da Clínica de
Fisioterapia da UFJF, Campus Governador Valadares. -
09:00
Segurança Alimentar e Nutricional de famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança 2025-2026 1h 30m
Objetivo: Realizar ações educativas de alimentação e nutrição com famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança em Governador Valadares, MG.
Metodologia: As ações foram realizadas em 2025 e 2026 por estudantes. Inicialmente, realizou-se um diagnóstico do estado nutricional e do consumo alimentar das comunidades.
Resultados: No diagnóstico, foram avaliadas 92 crianças e 76 mães. Verificou-se que a maioria das crianças (87,5%) apresentava peso adequado e que 51,61% das mães estavam com excesso de peso. Observou-se baixo consumo de verduras e/ou legumes (58,33%), em comparação com o de frutas (80,72%), e alto de bebidas adoçadas (59,03%).
Foram realizadas ações em 10 comunidades, envolvendo 103 adultos e 135 crianças. Com as mães, em 2025, realizou-se rodas de conversa e a dinâmica “Mitos e Verdades sobre Alimentação”, que abordou práticas alimentares familiares, alimentação infantil e aleitamento materno. Em 2026, foi desenvolvida a dinâmica “Árvore dos Hábitos”, na qual os participantes registraram hábitos alimentares que desejavam melhorar.
Com as crianças, em 2025, foram realizadas atividades lúdicas, como a dinâmica “Adivinhe o alimento na caixa”, o teatro de fantoches “Os Superalimentos” e a degustação orientada de frutas, verduras e legumes. Em 2026, foram desenvolvidos o “Jogo da Memória das Frutas” e a atividade “Colorindo Frutas, Verduras e Legumes”, que estimularam o reconhecimento dos alimentos e a compreensão de seus benefícios.
Conclusão: As ações participativas favoreceram o diálogo e experiências positivas com os alimentos. Destaca-se a importância do diagnóstico e da continuidade dessas intervenções para avaliar mudanças nas práticas alimentares. -
09:00
TRANSFORMANDO SORRISOS: PROMOÇÃO DA SAÚDE BUCAL PARA IDOSOS EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA 1h 30m
Introdução: O cuidado em saúde bucal de idosos institucionalizados exige atenção às condições clínicas, ao grau de dependência e à participação dos cuidadores na higiene diária. Nesse contexto, o projeto Transformando Sorrisos aproxima a universidade da comunidade por meio de ações educativas e assistenciais no Lar dos Velhinhos da Sociedade São Vicente de Paulo, em Governador Valadares.Objetivo: Avaliar as condições de saúde bucal dos idosos e desenvolver ações de promoção, prevenção e cuidado, envolvendo os residentes e os profissionais responsáveis por sua assistência. Metodologia: Em andamento desde janeiro de 2025, o projeto contempla 39 idosos residentes na instituição e conta com a participação de cinco graduandos em Odontologia e três docentes da UFJF-GV. As atividades envolveram acolhimento, anamnese e exame físico extra e intrabucal para identificação das necessidades odontológicas e planejamento individualizado do cuidado. Foram realizadas orientações de higiene bucal, escovação supervisionada e higienização de próteses dentárias. Os estudantes também promoveram ações de arrecadação de escovas dentárias para substituir as escovas antigas dos idosos, com orientações sobre seu uso e armazenamento adequado. As ações educativas foram direcionadas aos idosos e cuidadores, considerando o grau de dependência dos residentes e suas necessidades de apoio para o autocuidado. Conforme as demandas identificadas, também foram realizados encaminhamentos às clínicas do curso de Odontologia da UFJF-GV. Resultados e contribuições: As atividades possibilitaram identificar necessidades de tratamento e oferecer cuidados e orientações no ambiente institucional. Foi realizada a moldagem e iniciado o planejamento para confecção de prótese total para um residente. O envolvimento dos cuidadores busca incorporar as orientações de higiene à rotina da instituição e favorecer a continuidade do cuidado. Para os seis discentes, a experiência, sob supervisão docente, proporciona a aplicação dos conhecimentos odontológicos e o desenvolvimento da comunicação, da escuta e do cuidado humanizado à pessoa idosa. Conclusão: O projeto amplia o acesso dos idosos institucionalizados às ações de saúde bucal e fortalece a articulação entre a universidade e a instituição. Sua contribuição social está na aproximação do cuidado às necessidades dos residentes, no apoio aos cuidadores e na formação de futuros cirurgiões-dentistas atentos às particularidades do envelhecimento.
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09:00
Turismo e cultura popular: uma experiência de lazer no projeto de "Dança Circular" 1h 30m
Introdução: A atividade de turismo realizada com participantes do projeto “Dança Circular: saúde e lazer em comunidade”, durante o XXIII Encontro Regional de Folclore de Penha do Cassiano, em Governador Valadares, constituiu uma experiência de lazer voltada à vivência da cultura popular e à valorização das tradições regionais. Objetivo: A atividade teve como propósito ampliar as oportunidades de fruição cultural, sociabilidade e participação em experiências turísticas para mulheres idosas residentes em contexto urbano. Metodologia: O deslocamento até a comunidade foi marcado por atividades recreativas no ônibus, que favoreceram a interação, a descontração e o fortalecimento dos vínculos entre as participantes. No destino, o acompanhamento do cortejo dos grupos folclóricos e a apreciação de suas apresentações possibilitaram uma aproximação com manifestações culturais, saberes e expressões tradicionais da região. Resultados: Compreendido como interesse de lazer, o turismo proporcionou uma experiência que articulou deslocamento, convivência, descoberta e imersão na cultura popular. Além disso, a participação no Encontro favoreceu a interação entre mulheres idosas do contexto urbano e uma comunidade rural, promovendo intercâmbios culturais e aproximações entre diferentes modos de vida. Conclusão: A experiência evidencia o potencial das atividades turísticas desenvolvidas em projetos de extensão universitária para ampliar as vivências de lazer na velhice, fortalecer vínculos sociais e valorizar o patrimônio cultural imaterial.
Palavras-chave: Turismo; Cultura popular; Envelhecimento. -
09:00
UFJF na Rota Cultural: Teatro Universitário 1h 30m
O Projeto de Extensão “UFJF na Rota Cultural: Teatro Universitário” possui duas linhas de atuação: arte-educação e produção teatral. O objetivo central é promover oficinas de teatro em escolas públicas do município de Governador Valadares e a produção de um espetáculo teatral infanto-juvenil, a ser apresentado gratuitamente no Teatro Atiaia e nas escolas. As montagens do espetáculo ocorrerão em espaços da UFJF.
Inspirados pela perspectiva freiriana, valorizamos uma pedagogia dialógica e crítica, que promove a autonomia do conhecimento e forma sujeitos ativos e criativos no processo de ensino-aprendizagem. Para enriquecer essa experiência, adotamos a abordagem triangular das artes, conforme proposta por Ana Mae Barbosa (2010), que divide a vivência artística em três etapas: ver, fazer e refletir. Dessa maneira, tanto os extensionistas quanto os participantes serão incentivados a explorar a arte, a criar suas próprias manifestações e a refletir sobre as experiências vivenciadas e os produtos gerados.
Ao longo do projeto, serão realizados encontros semanais que incluirão rodas de conversa sobre a importância das artes cênicas na formação do indivíduo, além de ensaios do espetáculo e planejamento das oficinas. -
09:00
UNIVERSIDADE ABERTA: APRESENTAÇÕES DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS EM BIOLOGIA PARA ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DA REDE PÚBLICA DE GOVERNADOR VALADARES, MINAS GERAIS 1h 30m
A Universidade Federal de Juiz de Fora, campus de Governador Valadares (UFJF-GV), criada em 2012, ainda é pouco conhecida pela população local e regional, evidenciando a necessidade de ampliar sua aproximação com a comunidade. Nesse contexto, o projeto de extensão buscou divulgar a universidade entre estudantes do ensino médio, incentivando o ingresso no ensino superior e promovendo a integração entre universidade e sociedade.
Sob supervisão docente, os extensionistas realizaram palestras nas escolas estaduais Sagrada Família e Diocesano e numa escola particular no município de Ipatinga/MG e receberam os estudantes durante as visitas às instalações da unidade São Pedro da UFJF-GV. O público-alvo foi estudantes e professores de Biologia do primeiro, segundo e terceiro anos do ensino médio. Os estudantes das escolas estaduais, com idades entre 15-17 anos, são oriundos de áreas socialmente vulneráveis do município. As apresentações foram elaboradas pelos extensionistas e realizadas, nos dias 4 e 15 de julho de 2025 nas escolas estaduais, abrangendo seis turmas do primeiro ano do ensino médio, contendo informações sobre a UFJF-GV, esclarecendo dúvidas e distribuindo materiais informativos. Na participação na Mostra de Profissões da escola particular, ocorrida no dia 2 de julho 2026, realizou-se a divulgação da UFJF-GV, seus cursos e as formas de ingresso para os alunos do ensino médio, a maioria dessa escola. Durante as duas visitações à UFJF-GV, os extensionistas fizeram atividades pedagógicas de anatomia, fisiologia e farmacologia com os alunos, em laboratórios e sala de aula.
Observou-se que poucos estudantes das escolas públicas conheciam a existência da UFJF-GV e uma parcela ainda menor compreendia se tratar de uma universidade pública, com oferta de ensino gratuito. Porém, durante a visitação os estudantes se mostraram muito interessados e motivados com a possibilidade de ingressar em uma Universidade Federal na cidade. As atividades realizadas proporcionaram aos extensionistas oportunidades de desenvolver a postura ética, o compromisso social e o senso de responsabilidade cidadã, além de fortalecer a compreensão do papel transformador da universidade na sociedade.
O projeto contribuiu para ampliar a divulgação da UFJF-GV entre os estudantes participantes e evidenciou a necessidade de fortalecer a aproximação entre a universidade e as escolas de ensino médio de Governador Valadares e região. A iniciativa reafirma o potencial da extensão universitária para promover o acesso à informação, valorizar a educação pública e fortalecer os vínculos entre universidade e comunidade. -
09:00
Uso da música como recurso do aprendizado da morfologia 1h 30m
A Histologia é uma divisão da Anatomia responsável pelo estudo microscópico das células, matriz intercelular e dos tecidos que, juntos, formam os vários órgãos do corpo humano. No ensino médio, as aulas de Biologia são majoritariamente expositivas e, na graduação, as aulas passam a ser teórico-práticas. Nestas, os alunos da graduação podem manusear os microscópios e visualizar os tecidos histológicos fixados em lâminas. Observa-se que o processo de ensino-aprendizagem nas escolas pode ser alterado, de acordo com o desenvolvimento tecnológico e o meio digital, buscando atender às exigências de uma sociedade cada vez mais conectada, e isso tem propiciado a inserção de uma nova dialética para o ensino. Essas ferramentas digitais podem ser importantes para divulgação de um conhecimento de qualidade gerado nas universidades. Sabendo que a música sempre existiu na sociedade como fonte cultural, esse projeto tem como objetivo criar paródias com temas referentes da Histologia, Anatomia, saúde/doença e atualidades para divulgação do conhecimento. Nestes meses de projeto foram criadas paródias para alimentar as redes sociais, além da criação de vídeos para o instagram @morfologiaufjfgv.
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09:00
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10:30
5 am - Instalações: Apresentação - Instalações
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09:00
Formação em Boas Práticas para Manipuladores de Alimentos em Serviços de alimentação 1h 30m
Formação em Boas Práticas para Manipuladores de Alimentos em Serviços de Alimentação
Tipo de apresentação: Instalação pedagógica.
A apresentação será conduzida por duas pessoas, com uma mesa para exposição dos materiais desenvolvidos pelo projeto e demonstração das estratégias educativas utilizadas nas capacitações.
Materiais expostos: Álbum e pacote de figurinhas, livro da capacitação avançada, folders, banner sobre microrganismos e termômetro, banner com o título do projeto, glitter, frascos de álcool em gel para brinde, placa de carnes e alimentos e porta-retrato com foto.
Dinâmica da apresentação:
Recepção: Uma das pessoas colocará discretamente glitter na mão e cumprimentará o visitante com um aperto de mão, transferindo parte do material.
Apresentação do projeto: Serão apresentados os objetivos, o público atendido, a região de atuação, os materiais educativos, as estratégias utilizadas, os principais resultados e o número de pessoas capacitadas. Os materiais expostos serão explicados, destacando a importância de metodologias visuais, práticas e participativas.
O banner de microrganismos será utilizado para relacionar a dinâmica do glitter à multiplicação dos microrganismos e à contaminação cruzada, demonstrando como esses agentes podem se disseminar entre mãos, superfícies e alimentos.
Dinâmica final: O visitante será convidado a observar as mãos e perceber a presença do glitter, facilitando a compreensão da importância das boas práticas de higiene na manipulação de alimentos.
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09:00
GV sem parasitoses: Popularização do saber científico 1h 30m
É sabido que as parasitoses intestinais são um grave problema de saúde pública, tendo em vista as suas diferentes formas de contaminação e as alterações clínicas e sintomatológicas que podem causar nos indivíduos infectados. As doenças parasitárias são endêmicas em regiões onde as condições de saneamento básico e acesso a água de boa qualidade são precárias, associado a isso ainda temos condições climáticas favoráveis, tipo de solo, poluição ambiental, baixa renda e precárias condições de habitação e educação. As crianças e os adolescentes são grupos mais vulneráveis devido a sua maior exposição a fatores de riscos e aos hábitos e costumes relacionados à faixa etária que favorecem os mecanismos de transmissão. Diante disto, o objetivo deste projeto é proporcionar atividades de capacitação à escolares, cantineiras, agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e a população Valadarense como um todo nas suas mais diversas organizações como ferramenta de conscientização e aprendizado, buscando assim interromper o ciclo vicioso de reinfecções, a partir dos conhecimentos relacionados a profilaxia e controle das doenças parasitárias de importância regional. Neste processo principalmente os escolares e agentes de saúde passam a ser os multiplicadores do conhecimento uma vez que começam a colocar em prática os ensinamentos recebidos. Este projeto atua em parceria com outros projetos de extensão, com a pós-graduação em Ciências Aplicadas a Saúde (PPgCAS) e PROFBIO/GV, buscando produzir matérias didáticos pedagógicos, jogos lúdicos, cartilhas, folders, etc, para serem utilizadas nas mais diversas atividades desenvolvidas no Laboratório de Parasitologia da UFJF/GV. Atualmente temos uma página no instagram denominada @PARLABGV onde todos os conteúdos criados são compartilhados com todos os seguidores (escolares, discentes, comunidade escolar, etc), visando dar maior amplitude e visibilidade às informações geradas pelo projeto.
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09:00
Orientação Parental : redução de comportamentos inoportunos por meio de uma educação não violenta 1h 30m
O ambiente familiar é o primeiro espaço de desenvolvimento humano, assim, os pais ou cuidadores são os responsáveis pela socialização, formação de crenças e modelo de sucesso, portanto, influenciam diretamente no comportamento das crianças (NEUFELD et al, 2018; SCHAEFER; ANDZIK, 2020). Diante desse impacto direto dos pais no comportamento dos filhos, diretrizes internacionais apontam a orientação parental como uma intervenção eficaz na prática clínica e psicossocial (PLISZKA & AACAP, 2007; NICE, 2018; CADDRA, 2019), visto que é capaz de ensinar aos pais técnicas efetivas para a gestão e manejo de conflitos (NEUFELD et al, 2018). O objetivo principal do presente projeto foi oferecer um programa de orientação parental para mães, pais ou cuidadores de crianças entre 5 e 11 anos de idade, visando a melhorar o estilo parental, oferecer estratégias de manejo comportamental, melhorar o clima familiar, e reduzir comportamentos disfuncionais e desafiadores das crianças. Foram realizadas 9 sessões com um grupo de mães/pais, com enfoque na psicoeducação dos cuidadores, baseado nos conhecimentos da psicologia comportamental (análise do comportamento), Neuropsicologia, psicologia do desenvolvimento. Para viabilizar a participação dos pais, um grupo de discentes ficou disponível e realizando atividades lúdicas com as crianças, em outra sala, o que permitiu que famílias sem rede de apoio para ficar com os filhos durante o grupo também pudessem participar do projeto. O programa de orientação parental abordou temas referentes a: Psicoeducação (conhecimento sobre desenvolvimento infantil e sintomas de transtornos do neurodesenvolvimento); Estratégias de Manejo Comportamental – Reforçamento Diferencial – como aumentar a frequência de comportamentos adequados de seu filho, a partir da valorização dos mesmos; Estilos Parentais (a forma de educação influencia no comportamento das crianças); Clima Familiar – como aprimorar os vínculos familiares. Para mensurar o efeito do programa, foram aplicados instrumentos de avaliação de clima familiar, estilos parentais e escalas comportamentais pré e pós intervenção. Os resultados revelaram que antes do programa de orientação parental, a maioria das mães (54,6%) apresentou estilos parentais “em risco” ou “regular, abaixo da média”, e apenas 6,1% foram classificadas como “ótimo”. Após o programa, houve aumento de magnitude elevada no clima familiar positivo (d=0,85), na coesão (d=1,14) e na hierarquia, referente à autoridade parental (d=1,62). A percepção das crianças sobre o clima familiar foi concordante com a das mães. Conclusão: Estilos parentais não efetivos (autoritários ou negligentes) foram os mais prevalentes, o que reforça a necessidade de programas de orientação para uma educação não violenta. O programa de orientação parental melhorou a coesão, o vínculo e o clima familiar, além de fortalecer a autoridade parental,
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5 am - Roda de Conversa 1: Roda de Conversa 1
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NEJUS na Medida: Políticas Públicas de Execução de Medidas Socioeducativas em Governador Valadares 2025 1h 30m
O projeto NEJUS na Medida: NEJUS na Medida: Políticas Públicas de Execução de Medidas Socioeducativas em Governador Valadares se desenvolve há mais de 5 anos junto às instituições que atuam para execução de medidas socioeducativas pelos jovens em situação de ato infracional em Governador Valadares e região. Se insere na linha de Direitos Humanos e Justiça de modo mais preciso, em demanda da sociedade civil, nos termos do edital: item 13. Criação e/ou fortalecimento de articulações e redes, incidindo em políticas públicas; item 14.Otimização de parcerias com organizações que promovam a justiça de gênero e direitos étnico-raciais; item 22. Garantia de direitos e inserção produtiva de pessoas privadas da liberdade. As ações extensionistas alcançam, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8.069/1990 e SINASE - Lei 12.594/2012, as medidas em meio aberto: advertência, reparação do dano, prestação de serviços comunitários e liberdade assistida, conduzidas pelo Município, assim como as medidas em meio fechado: semiliberdade e internação, de condução pelo Estado. Com atividades quinzenais, inclusive aos finais de semana, nessas unidades, atua com os jovens atendidos, equipes técnicas, gestores, agentes socioeducativos, familiares, representantes de órgãos e funções atuantes no sistema judiciário (MPMG, TJMG, DPE, Polícias), Conselheiros Municipais e Tutelares, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social GV, Secretaria Estadual e, conforme as atribuições de cada sujeito e instituições ora citadas emprega metodologias próprias e define agendas na direção de melhor implementar as políticas públicas relacionadas ao público infantojuvenil. De ações cotidianas de oficinas, mostras, interações, qualificações aos jovens, passando por alinhamentos com família e comunidade para o pós cumprimento de medida socioeducativa, ainda articulando as entidades governamentais e não governamentais, em especial na conformação de uma rede de atendimento interinstitucional, o NEJUS se fixa como referência na cidade. Atua com jovens atendidos pelos serviços municipais e estaduais, com os servidores, seja educadores, técnicos e gestores e, como isso permitem interações que agregam à formação acadêmica discente (interdisciplinar e interdepartamental) e disso já resultaram escritas e publicações de trabalhos, projetos de pesquisa, intercâmbios, capacitações profissionais, assessoramento técnico, consultorias e permitem práticas (in)formativas (rodas de conversas temáticas, palestras, visitas, oficinas, vivências), articulação interprojetos que levam outros projetos para as unidades (jornalzinho “Liberdade e Expressão”, as Ligas acadêmicas, Coletivos, GTs), ampliando as habilidades e competências de estudantes. As ações do projetos são pautadas em metodologias (ativas) participativas e pesquisa-ação, como forma de aproximar e vivenciar as experiências do outro, de modo colaborativos que colocam cada envolvido participante como agente orientador de suas próprias ações e capaz de efetuar conscientemente mudanças na sua trajetória de vida, assim como (re)programar e ressignificar suas ações pessoais e profissionais (institucionais) nas complexas dimensões da política infantojuvenil.
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5 am - Relato de Experiência: Relatos de Experiência
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ALIVIANDO DORES OROFACIAIS: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO CUIDADO ÀS DTMs E AO BRUXISMO 1h 30m
As Disfunções Temporomandibulares (DTMs) são condições musculoesqueléticas que afetam as articulações temporomandibulares, os músculos mastigatórios e as estruturas associadas, sendo uma das principais causas de dor orofacial de origem não dentária, aparecendo frequentemente associadas ao bruxismo. A alta prevalência dessas duas condições geram um expressiva demanda por atendimentos especializados. Tendo isto em vista, o projeto de extensão “Aliviando Dores Orofaciais: DTMs e Bruxismo”, criado e executado pelo Departamento de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares (UFJF-GV), atende a essa população, oferecendo aconselhamento e atendimentos clínicos gratuitos desde 2021. Este presente trabalho relata a experiência de discentes extensionistas deste projeto de 2025 a 2026. Nesse período, os pacientes encaminhados pelas próprias clínicas da Universidade ou por serviços de saúde da região, foram avaliados clinicamente através de anamnese detalhada, aplicação do Critério Diagnóstico para as DTMs (DC/TMD) e. quando necessário, por exames de imagem, para, dessa forma, obter seu correto diagnóstico. Em seguida, receberam planos de tratamento individualizados e preferencialmente conservadores, que incluíam aconselhamento sobre hábitos parafuncionais e bruxismo, autocuidado, agulhamento seco, placas estabilizadoras e, quando indicada, terapia farmacológica. Paralelamente, foram realizadas ações de educação em saúde pelas redes sociais. Com isso, grande parte dos pacientes relataram redução da dor e melhora na qualidade de vida. Para os discentes, a experiência fortaleceu o raciocínio clínico, a comunicação com o paciente e a integração entre ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para uma formação humanizada e baseada em evidências.
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10:30
ARMAZENAMENTO E DESCARTE DE MEDICAMENTOS DOMICILIARES POR IDOSOS: RISCOS AMBIENTAIS E SANITÁRIOS 1h 30m
O armazenamento e o descarte inadequados de medicamentos domiciliares representam importantes desafios para a saúde pública, especialmente entre pessoas idosas, devido à elevada prevalência de doenças crônicas e ao uso contínuo de múltiplos medicamentos. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de um projeto de extensão universitária voltado à promoção de práticas seguras de armazenamento e descarte de medicamentos entre pessoas idosas do município de Governador Valadares, Minas Gerais. O projeto foi desenvolvido no âmbito do Núcleo de Estudos da Pessoa Idosa (NEPI), da Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Governador Valadares. Inicialmente, realizou-se um levantamento com 266 pessoas idosas, por meio de questionários semiestruturados, para identificar práticas domiciliares e necessidades educativas. Os resultados demonstraram que 33,46% armazenavam medicamentos fora das embalagens originais e sem bulas, 17,74% não verificavam os prazos de validade e 27,82% mantinham medicamentos ao alcance de crianças. Quanto ao descarte, 60,52% relataram nunca ter recebido orientações adequadas. Com base nesse diagnóstico, foram desenvolvidas palestras dialogadas, rodas de conversa, distribuição de materiais informativos e oficinas práticas de confecção de caixas organizadoras de medicamentos, utilizando materiais reaproveitados. As atividades favoreceram a troca de conhecimentos, a participação das pessoas idosas e a aproximação entre universidade e comunidade. A experiência evidenciou a relevância de estratégias educativas participativas para promover o uso racional de medicamentos, prevenir riscos sanitários e ambientais e contribuir para a formação acadêmica dos estudantes envolvidos.
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10:30
ATENÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA: RELATO DE CASO 1h 30m
ATENÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA: RELATO DE CASO
Elena Drumond de Paula Pacheco
Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares
Natália Ferreira Almeida Coelho
Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares
Maria Heloisa Dutra de Souza
Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares
Ana Karolina Vieira Arruda
Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares
Ana Luísa Ferreira Marinho
Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares
Mariana de Melo Cazal
Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares
Martha Elisa Ferreira de Almeida
Universidade Federal de Viçosa, campus Rio Paranaíba
Gisele Queiroz Carvalho
Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares
Nilcemar Rodrigues Carvalho Cruz
Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares
Palavras-chave: Seletividade alimentar; Educação Alimentar e Nutricional; Transtorno do Espectro Autista.-
INTRODUÇÃO
A nutrição adequada representa um fator fundamental para o crescimento e o desenvolvimento saudável das crianças, sobretudo durante a fase pré-escolar. Um obstáculo para isso são os comportamentos alimentares seletivos percebidos, frequentemente, em muitas crianças que recusam determinados alimentos e demonstram preferência por outros (Abreu, 2023).
Entre os fatores associados à seletividade alimentar destacam-se os aspectos genéticos, sensibilidade sensorial (a cheiros, texturas e sabores), traços de personalidade, depressão e ansiedade materna, estilos e práticas parentais, bem como as características do ambiente alimentar em que a criança está inserida (Loureiro, 2024).
A família, pais e/ou cuidadores, constituem o principal referencial para a formação do comportamento alimentar na primeira infância. Segundo Schmidt (2020), além dos fatores culturais e psicossociais, a aceitação ou rejeição dos alimentos pelas crianças nessa fase são fortemente influenciados pela forma como os alimentos são introduzidos e oferecidos pela família, que atuam como os primeiros educadores nutricionais. Além das influências familiares, os aspectos psicossociais e culturais também desempenham um papel relevante na formação dos hábitos alimentares infantis (Loureiro, 2024).
A sensibilidade sensorial é comum entre as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) (Moraes et al., 2021), o que pode explicar, pelo menos em parte, a seletividade alimentar presente na maioria das crianças com este diagnóstico (Esposito et al., 2023). Um estudo realizado por Moraes et. al (2021) observou que 53,4% das crianças e adolescentes autistas apresentaram seletividade alimentar, caracterizada principalmente por recusas baseadas em aspectos sensoriais como odor (56,4%), textura (53,9%), aparência (53,8%) e temperatura (51,3%) dos alimentos, impactando diretamente no estado nutricional e aumentando o risco de deficiências nutricionais e déficit de crescimento e desenvolvimento (Costa et al., 2024).
A infância é marcada por um período de intensas aprendizagens e formação de comportamentos, os quais podem permanecer ao longo da vida. Dentre diversas aprendizagens, alimentar-se de forma saudável é uma das que mais se destaca, pois influencia diretamente na saúde da criança. Nesta fase ocorre um rápido crescimento e desenvolvimento, sendo a alimentação crucial para garantir que esses eventos ocorram de forma adequada (Lopes et al., 2018).
Neste aspecto, a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) se configura como uma importante estratégia para a promoção de hábitos alimentares saudáveis desde a infância. Trata-se de um campo de conhecimento e de prática contínua e permanente, que utiliza abordagens educativas problematizadoras e participativas, com o objetivo de promover a autonomia dos indivíduos nas escolhas alimentares. Além disso, considera as diferentes fases do curso da vida, as particularidades socioculturais dos indivíduos, os processos que compõem o sistema alimentar e as múltiplas dimensões do comportamento alimentar (BRASIL, 2012).
No Brasil, as diretrizes de alimentação escolar orientam para a introdução de novos alimentos por meio de estratégias lúdicas, como atividades com desenhos, teatro e histórias, aproximando os alimentos do universo infantil. O Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas destaca que essas ações devem incentivar a autonomia nas escolhas alimentares e o desenvolvimento de habilidades culinárias, promovendo a consciência sobre os aspectos sensoriais, simbólicos e cognitivos dos alimentos. Atividades que envolvem o preparo e manuseio dos alimentos tornam-se, portanto, práticas emancipatórias que contribuem para o empoderamento das crianças em suas escolhas alimentares (Coura, 2019).
Diante da relevância social e atual desse tema, este trabalho tem como objetivo relatar um caso clínico referente ao atendimento nutricional de uma criança com TEA e seletividade alimentar. -
DESENVOLVIMENTO
2.1 Caracterização do acompanhamento e procedimentos
Trata-se de um relato de caso referente ao acompanhamento nutricional ambulatorial de uma criança do sexo masculino, com 5 anos e 2 meses no início do seguimento, atendida na Clínica-Escola de Nutrição da Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Governador Valadares (UFJF/GV), no âmbito do projeto de extensão “Atenção Nutricional na Infância”. A criança foi encaminhada pela nutricionista da Unidade Básica de Saúde de seu bairro. No período, também participava de acompanhamento multiprofissional, com intervenções de psicomotricidade, terapia cognitivo-comportamental e terapia ocupacional.
O acompanhamento ocorreu entre setembro de 2025 e março de 2026, totalizando 13 atendimentos ao longo de sete meses, com frequência semanal, às segundas-feiras, exceto em feriados e no período de férias acadêmicas. As consultas foram conduzidas pela nutricionista professora coordenadora do projeto, com apoio de três acadêmicas do curso de Nutrição previamente treinadas. A criança e sua responsável eram atendidas simultaneamente em ambientes distintos: enquanto a responsável compartilhava informações sobre a alimentação em casa e recebia orientações, a criança participava de atividades individualizadas de EAN.
A coleta de informações contemplou dados gerais e clínicos, avaliação antropométrica, avaliação dietética e investigação do comportamento alimentar. Foram utilizados formulário pré-consulta, formulário de atendimento de crianças maiores de dois anos, Recordatório Alimentar de 24 horas (R24h), Questionário de Frequência Alimentar (QFA) e Escala de Avaliação e Acompanhamento da Seletividade Alimentar. O R24h foi aplicado no primeiro e no décimo atendimento; o QFA e a escala de seletividade foram utilizados no início e ao final do acompanhamento. (Brasil, 2011).
A análise do R24h foi realizada com auxílio do software Dietbox, considerando consumo energético, distribuição de macronutrientes, fibras e micronutrientes selecionados, incluindo vitamina D, cálcio, ferro e zinco, entre outros nutrientes avaliados. Os valores foram comparados às recomendações de referência para a faixa etária. (Institute of Medicine, 2005). O peso e a estatura foram aferidos mensalmente, e os índices antropométricos foram avaliados conforme os procedimentos e parâmetros utilizados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Brasil, 2011) e pela Organização Mundial da Saúde.
Os exames bioquímicos não estavam disponíveis no início. Segundo o relato da mãe, a criança apresentava resistência à coleta de sangue. Entretanto, durante o acompanhamento, a responsável se mostrou motivada a realizar os exames, sendo solicitados hemograma completo, glicemia de jejum, colesterol total, LDL-colesterol, HDL-colesterol, triglicerídeos, vitamina D, ferritina e vitamina B12. Os resultados foram considerados em conjunto com os demais dados clínicos e nutricionais.
Durante as consultas, também foram realizadas escuta e orientação parental, com registro de relatos semanais sobre as refeições e as dificuldades encontradas no ambiente domiciliar. As orientações buscavam apoiar a responsável, alinhar expectativas e favorecer a aplicação das estratégias de forma consistente, sem pressão para que a criança aceitasse imediatamente os alimentos (Brasil, 2012). A participação familiar e a adaptação das estratégias ao contexto da criança também são aspectos relevantes no manejo da seletividade alimentar (Abreu et al., 2023).
2.2 Estratégias de Educação Alimentar e Nutricional
Nos três primeiros encontros, foram priorizadas a avaliação inicial, a identificação das principais dificuldades alimentares e a elaboração do plano de intervenção. A partir do quarto atendimento, as sessões passaram a seguir uma organização estruturada em quatro momentos complementares, ajustados à resposta e ao perfil sensorial da criança.
O momento motivacional tinha como finalidade despertar curiosidade e favorecer o envolvimento nas atividades. Em seguida, no momento de conhecimento, eram apresentadas informações sobre o alimento trabalhado, como nome, origem, características, cores, texturas, benefícios nutricionais e formas de consumo, utilizando linguagem compatível com a idade. No momento de experimentação, a criança era incentivada a observar, tocar, cheirar, manipular e, quando se sentia confortável, degustar o alimento. Por fim, o momento de desafio retomava a experiência da sessão e estimulava novas oportunidades de contato e experimentação.
A intervenção valorizou a exposição gradual e respeitosa, sem transformar a degustação em uma exigência. A adaptação das atividades ao longo do processo foi importante para manter o engajamento e considerar as particularidades da criança. (Coura et al., 2022). O acompanhamento da responsável permitiu relacionar as experiências das consultas às situações vivenciadas em casa e discutir maneiras de oferecer os alimentos em diferentes preparações e contextos. (Silva; Cavalcante, 2020).
2.3 Resultados
No início do acompanhamento, a criança apresentava repertório restrito, com aceitação de 14 alimentos in natura ou minimamente processados entre os 57 itens investigados pela escala de seletividade alimentar. A restrição era particularmente evidente em frutas, verduras e legumes. Também havia consumo de alimentos ultraprocessados, aspecto relevante para a avaliação da qualidade global da alimentação.
Ao final dos 13 atendimentos, o repertório aceito havia aumentado para 29 alimentos in natura ou minimamente processados, correspondendo a 15 itens adicionais em relação ao início. Entre os alimentos incorporados, destacaram-se laranja, batata, batata-doce, aveia, pão francês, brócolis, chia e ovo. Também houve aceitação de novas preparações e bebidas, incluindo omelete, vitamina de morango e sucos de limão, uva e maracujá. A evolução indica ampliação das oportunidades de consumo e maior abertura para alimentos e formas de apresentação anteriormente pouco aceitos.
A avaliação dietética identificou, no primeiro R24h, consumo abaixo das recomendações para energia, fibras e alguns micronutrientes, incluindo vitamina D, cálcio, ferro e zinco. Na avaliação realizada durante o seguimento, observou-se aumento na ingestão de todos os nutrientes apresentados na comparação, com variações entre 5,5% e 194,9%. Houve crescimento expressivo no consumo estimado de vitamina C, zinco, ácido fólico, fibras e ferro, entre outros itens. A distribuição percentual dos macronutrientes permaneceu dentro dos intervalos de referência nos dois momentos, com aumento da participação de proteínas no segundo R24h.
A ampliação do repertório e a redução do consumo de alguns ultraprocessados, como biscoitos recheados, macarrão instantâneo e salgadinhos industrializados, acompanharam a melhora observada na qualidade da dieta. Esses resultados devem ser interpretados considerando que o R24h representa o consumo relatado em dias específicos e não necessariamente toda a variação alimentar habitual.
Quanto ao estado nutricional, não foram identificados sinais ou sintomas clínicos sugestivos de deficiências nutricionais, e a função intestinal permaneceu estável. Os dados antropométricos mostraram manutenção do estado nutricional adequado durante o seguimento e evolução positiva do índice estatura para idade. O peso passou de 22,0 kg para 23,3 kg e a estatura, de 119,0 cm para 125,3 cm, indicando crescimento ao longo do período acompanhado.
Nos exames bioquímicos, o colesterol total e o LDL-colesterol apresentaram valores discretamente elevados. Os demais parâmetros avaliados encontravam-se dentro dos valores de referência informados para a faixa etária. Esses achados reforçam a importância de integrar informações dietéticas, clínicas, antropométricas e bioquímicas, sem avaliar o estado nutricional com base em um único indicador.
2.4 Discussão
Os resultados do caso mostram que a seletividade alimentar pode ser acompanhada de uma dieta pouco variada mesmo quando o estado antropométrico se mantém adequado (Moraes et al., 2021). Por esse motivo, a avaliação nutricional de crianças com TEA deve ir além do peso e da estatura e investigar quais alimentos são aceitos, em que formas são consumidos, quais grupos estão ausentes e quais aspectos sensoriais ou contextuais estão relacionados às recusas (Costa et al., 2024).
O aumento de 14 para 29 alimentos aceitos sugere que a intervenção individualizada, baseada em atividades lúdicas e exposição gradual, foi útil para ampliar o repertório alimentar da criança acompanhada. A aproximação progressiva aos alimentos possibilitou que o contato não se limitasse à ingestão: observar, tocar, cheirar e manipular também foram etapas relevantes de familiarização (Silva; Cavalcante, 2020). Respeitar o ritmo individual pode favorecer uma experiência alimentar menos aversiva e aumentar as oportunidades de aceitação ao longo do tempo (Coura et al., 2022).
A melhora dos indicadores dietéticos observada no segundo momento de avaliação é coerente com a ampliação do repertório e a inclusão de alimentos de diferentes grupos. A maior diversidade alimentar pode contribuir para aumentar a oferta de fibras e micronutrientes e reduzir a dependência de produtos ultraprocessados (Costa et al., 2024). Entretanto, como a análise dietética foi baseada em recordatórios aplicados em momentos específicos, os resultados não permitem afirmar que a ingestão diária tenha sido uniforme durante todo o período (Institute of Medicine, 2005).
A participação da família constituiu parte importante do acompanhamento. As orientações parentais possibilitaram compreender as dificuldades enfrentadas nas refeições e apoiar a continuidade das estratégias em casa (Brasil, 2012). Em casos de seletividade alimentar, expectativas realistas, repetição de oportunidades de contato e ausência de coerção podem ser importantes para a adesão (Abreu et al., 2023). A intervenção também precisa ser flexível, pois uma estratégia que funciona em determinada sessão pode necessitar de ajustes em outro momento.
A manutenção de indicadores antropométricos adequados não elimina a necessidade de acompanhamento da qualidade da alimentação. A avaliação antropométrica deve seguir procedimentos padronizados para permitir o monitoramento do crescimento (Brasil, 2011). Do mesmo modo, alterações discretas de colesterol total e LDL devem ser interpretadas em contexto clínico e acompanhadas pela equipe responsável. A abordagem multiprofissional pode contribuir para integrar as necessidades alimentares, sensoriais, comportamentais e familiares da criança (Moraes et al., 2021).
Entre as limitações do estudo, destaca-se a realização dos recordatórios alimentares em dias associados aos atendimentos, que ocorriam às segundas-feiras, sem representação de diferentes dias úteis e finais de semana. Assim, a variabilidade do consumo habitual pode não ter sido captada integralmente. Além disso, trata-se de um único caso, de modo que os achados descrevem a evolução individual observada e não podem ser generalizados para todas as crianças com TEA e seletividade alimentar. -
CONCLUSÕES
O acompanhamento nutricional realizado ao longo de sete meses, com 13 ratendimentos, possibilitou documentar mudanças positivas na alimentação de uma criança pré-escolar com TEA e seletividade alimentar. A principal mudança foi a ampliação do repertório de alimentos in natura e minimamente processados, de 14 para 29 itens, acompanhada por melhora nos indicadores dietéticos e evolução adequada do crescimento, com manutenção do estado nutricional.
Os resultados apontam que estratégias de Educação Alimentar e Nutricional estruturadas de forma lúdica, com exposição gradual aos alimentos, podem contribuir para ampliar as experiências alimentares. A intervenção deve considerar o perfil sensorial, o ritmo e a individualidade da criança, além da dinâmica familiar, com reavaliação contínua das estratégias e expectativas realistas.
Por se tratar de relato de caso, os resultados devem ser compreendidos no contexto da criança acompanhada. Estudos com maior número de participantes e seguimento de longo prazo são necessários para investigar a manutenção das mudanças e os fatores que favorecem a aceitação alimentar. Ainda assim, a experiência reforça a importância do acompanhamento nutricional precoce, individualizado e articulado à atenção multiprofissional. -
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Ministério da Saúde. Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas. Brasília: MDS; MS, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde: Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.
BACKES, Vanessa; SCHMIDT, Jéssica; KETTERMANN, Juliana Cristina. Educação alimentar e nutricional em pré-escolares em uma escola da rede pública de Sapiranga/RS: um relato de experiência. Saúde e Desenvolvimento Humano, v. 9, n. 1, p. 1–10, 2021. DOI: https://doi.org/10.18316/sdh.v9i1.6037
COURA, C. P. et al. Innovative methods in nutritional interventions through sensory-based workshops with preschool children. Revista de Nutrição, Campinas, v. 35, e210227, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1678-9865202235e210227.
COSTA, Dayane Dayse de Melo et al. Relação entre seletividade alimentar e deficiências de micronutrientes em crianças e adolescentes com autismo: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v. 18, n. 116, p. 903–916, set./out. 2024.
ESPOSITO, Marco; MIRIZZI, Paolo; FADDA, Roberta; PIROLLO, Chiara; RICCIARDI, Orlando; MAZZA, Monica; VALENTI, Marco. Food selectivity in children with autism: guidelines for assessment and clinical interventions. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 20, n. 6, art. 5092, 2023. DOI: https://doi.org/10.3390/ijerph20065092
INSTITUTE OF MEDICINE. Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids. Washington, DC: National Academies Press, 2005.
LOUREIRO, Giovanna Peres et al. Associação entre práticas parentais na alimentação infantil, uso de eletrônicos e seletividade alimentar na infância. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, Recife, v. 25, e20240089, 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9304202500000089
MORAES, Lilia Schug de et al. Seletividade alimentar em crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista. Revista da Associação Brasileira de Nutrição, São Paulo, v. 12, n. 2, p. 42–58, 2021.
Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científico de Nutrologia. Manual de alimentação: orientações para alimentação do lactente ao adolescente, na escola, na gestante, na prevenção de doenças e segurança alimentar. 5a ed. Rio de Janeiro: SBP; 2024.
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10:30
Bocha Paralímpica Valadarense 1h 30m
Sabedores do elevado número de pessoas sedentárias no nosso país, as principais agências e órgãos de saúde, apontam para diversas doenças crônicas como hipertensão, diabetes, alterações respiratórias, dentre outras, que podem ser atribuídos a diversos fatores como aspectos genéticos, má alimentação, além da falta de atividade física regular. Esses indícios, não são diferentes quando investigamos a população acometida por alguma deficiência, o que pode acarretar maiores complicações no futuro. Além dessas possíveis alterações fisiológicas, o componente psíquico, também têm sido uma grande preocupação entre os profissionais de saúde. Dessa forma, um desequilíbrio neste quesito, poderá desencadear um quadro de depressão, desmotivação, autoestima baixa e até mesmo isolamento familiar. Além dessas possíveis tendências, a pessoa com deficiência, poderá sofrer “preconceito” em diferentes ambientes (alguns casos, no próprio ambiente familiar), dificultando sua inserção na sociedade, refletindo até mesmo no mercado de trabalho, onde em algumas empresas, são disponibilizadas apenas um pequeno número de vagas para pessoas com essa particularidade. Mediante o contexto apresentando, o presente projeto se justifica e torna-se relevante, pelo fato de poder contribuir para que os respectivos beneficiários, tenham uma atividade que lhes auxiliem nas suas atividades de vida diária (AVDs), diminuindo o nível de estresse, aumentando sua motivação, controlando suas emoções, melhorando os componentes antropométrico, cognitivo, afetivo, metabólico e despertando o desejo de viver.
Palavra chave: Bocha paralímpica -
10:30
Cuidados em Alimentação e Nutrição na Atenção Primária à Saúde de Governador Valadares 2024-2026 1h 30m
Este relato tem por objetivo apresentar a experiência do projeto de extensão Cuidados em Alimentação e Nutrição na Atenção Primária à Saúde de Governador Valadares, na qual foi elaborado um material instrutivo voltado para as ações do nutricionista nesse nível de atenção.
O instrutivo teve como base o levantamento das ações realizadas pelos nutricionistas, por questionário online, e os momentos de Educação Permanente em Saúde. Trata-se de um material composto por 72 páginas, organizado nos tópicos: 1) Diagnóstico situacional dos territórios; 2) Fluxo de encaminhamento para o nutricionista da APS; 3) Atendimento individual na APS; 4) Visita domiciliar na APS; 5) Grupos na APS; 6) Encaminhamento para outros serviços de saúde; 7) Considerações finais; 8) Anexos com Procedimentos Operacionais Padronizados; e 9) Referências bibliográficas.
Com o objetivo de tornar o material mais interativo, foi inserido um personagem avatar de nutricionista, criado por meio de Inteligência Artificial, que ao longo do instrutivo apresenta perguntas de reflexão e sugestões de leituras e vídeos complementares.
Após a construção do instrutivo, foram realizados dois encontros com os nutricionistas da, cada um com cerca de 3h de duração, a fim de avaliar o material. Ao todo foram 27 participantes, sendo 11 nutricionistas da eMulti, 4 nutricionistas residentes e 12 estagiários do curso de Nutrição de duas instituições de ensino.
Os resultados demonstram uma avaliação predominantemente positiva, evidenciando sua relevância e potencial para qualificar e organizar a prática. Diante dessa receptividade favorável, o material foi encaminhado à coordenação das equipes e disponibilizado a todos os nutricionistas. -
10:30
Cuidando da Colheita Juntos: universidade e agricultura camponesa no controle das Moscas-das-Frutas no Médio Rio Doce 1h 30m
As moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae) estão entre as principais pragas da fruticultura, pois as fêmeas depositam ovos nos frutos e as larvas se alimentam da polpa, inviabilizando-os para consumo e venda. Seu monitoramento e identificação fundamentam as decisões de manejo, mas o conhecimento sobre esses insetos nem sempre chega a quem produz. Este relato descreve a experiência do projeto de extensão Cuidando da Colheita Juntos, da UFJF campus Governador Valadares, desenvolvido em parceria com o Centro Agroecológico Tamanduá (CAT) e com a equipe de pesquisa da professora Clarice Diniz Alvarenga Corsato, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O projeto teve duas frentes. Na primeira, de março de 2025 a fevereiro de 2026, foram coletadas semanalmente amostras de 11 armadilhas (McPhail e Multilure), instaladas em três municípios do médio Rio Doce: Governador Valadares, Virgolândia e Mathias Lobato, em pés de acerola, mexerica, graviola, cajá-manga, seriguela e goiaba. Além das armadilhas foram coletadas amostras de mais de 20 espécies frutíferas (como acerola, cajá, cajá-manga, laranja, mexerica, limão, graviola, manga, pitanga e jambo), sendo 58 amostras, de março a novembro de 2025, em cinco municípios: Governador Valadares, Virgolândia, Mathias Lobato, Periquito e São Geraldo da Piedade. Estas frutas eram mantidas no Laboratório de Histologia e Embriologia, e após alguns dias as larvas emergiam e viravam pupas, que eram contadas e realocadas em recipientes para virarem moscas. As amostras de moscas coletadas (tanto de armadilhas quanto as dos frutos) foram separadas em dois gêneros (Anastrepha e Ceratiti) e machos e fêmeas e encaminhadas à equipe da Unimontes para a identificação das espécies. Na segunda frente, foram elaboradas quatro cartilhas sobre as moscas-das-frutas, quem tinham como tema os sinais de ataque nos frutos, o destino dos frutos infestados, os tipos de armadilha e formas de controle. Uma delas ensina a montar e manter uma armadilha de baixo custo com garrafa PET, sendo as cartilhas distribuídas entre os agricultores e divulgado em redes sociais. O CAT, organização não governamental sediada em Governador Valadares que atua com agricultura familiar e agroecologia, mediou o contato com agricultores que receberam armadilhas e ampliou o alcance do projeto por meio de sua rede. A experiência integrou entomologia, produção agrícola, pesquisa científica, educação ambiental e comunicação, e aproximou os estudantes de procedimentos de coleta e organização de amostras e da sistematização de conhecimento técnico em material educativo. Este relato não apresenta dados de captura, identificação das espécies nem avaliação das ações educativas. Conclui-se que o projeto favoreceu a formação interdisciplinar dos estudantes e que parcerias com organizações territoriais, como o CAT, são um caminho para aproximar a universidade da agricultura familiar.
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10:30
ENTRE A EXTENSÃO E A PESQUISA: VIVÊNCIAS E REFLEXÕES SOBRE O CUIDADO E A HUMANIZAÇÃO DE MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE EM UMA APAC DE GOVERNADOR VALADARES – MG 1h 30m
- INTRODUÇÃO
A extensão universitária constitui uma dimensão fundamental da formação acadêmica, uma vez que possibilita a aproximação entre o conhecimento produzido na universidade e as necessidades concretas da sociedade. Compreendida como uma prática dialógica, a extensão favorece a articulação entre ensino, pesquisa e realidade social, contribuindo para a formação de profissionais críticos, éticos e comprometidos com a transformação social. Nessa perspectiva, as atividades extensionistas devem ser incentivadas desde o início da graduação, de modo que a formação profissional ultrapasse a dimensão técnico-científica e incorpore a compreensão das desigualdades sociais e das diferentes realidades vivenciadas pela população (MORAES; MARTINS; LIMA, 2025).
Em consonância com essa perspectiva, a Política Nacional de Extensão Universitária destaca a importância de desenvolver ações articuladas às demandas sociais, estimulando relações interdisciplinares e interprofissionais e ampliando o acesso ao conhecimento. Assim, a extensão não deve se restringir à transmissão unilateral de informações, mas constituir um espaço de troca de saberes entre a comunidade acadêmica e os diferentes setores da sociedade, permitindo que as experiências vivenciadas no território também contribuam para a construção do conhecimento científico (FORPROEX, 2012).
Nesse contexto, a atuação extensionista junto às mulheres privadas de liberdade assume especial relevância diante das vulnerabilidades sociais e dos desafios relacionados à garantia de direitos, à assistência à saúde e à reinserção social. A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), criada em 1972, em São José dos Campos, São Paulo, propõe um modelo de custódia fundamentado na recuperação da pessoa privada de liberdade, na valorização humana e na participação da comunidade. Entre os elementos que estruturam o método APAC, destacam-se a assistência à saúde, o trabalho, a participação familiar, a espiritualidade e o envolvimento comunitário, compreendidos como componentes importantes do processo de recuperação e reintegração social (FERREIRA; OTTOBONI, 2016).
A aproximação entre a universidade e esse contexto institucional permite desenvolver ações que dialoguem com as necessidades das recuperandas, valorizando suas experiências e contribuindo para a promoção da saúde e do bem-estar. Além disso, possibilita aos estudantes compreender os determinantes sociais que atravessam o processo saúde-doença, reconhecer os efeitos do estigma e refletir sobre os desafios da garantia de uma assistência humanizada às pessoas privadas de liberdade. Dessa forma, a articulação entre pesquisa e extensão torna-se especialmente relevante, pois permite associar a produção de conhecimento sobre as condições de vida e saúde dessa população à construção de atividades educativas e estratégias de cuidado coerentes com suas necessidades.
Diante disso, o presente relato de experiência tem como objetivo refletir e descrever sobre as vivências desenvolvidas no contexto do projeto de extensão com interface à pesquisa junto às mulheres privadas de liberdade (MPL) custodiadas em uma APAC de Governador Valadares, Minas Gerais. Destacando as contribuições dessas experiências para a compreensão das vulnerabilidades sociais, a promoção da saúde, a valorização humana e a formação acadêmica. Busca-se, ainda, evidenciar como o contato com as MPL e com a equipe institucional favoreceu a construção de um olhar mais crítico e humanizado sobre o cuidado, reforçando a importância de iniciativas universitárias comprometidas com o diálogo, a dignidade humana e a transformação social.
2.0 DESENVOLVIMENTO
2.1 Primeiro momento: a pesquisa como instrumento de compreensão da realidade
A inserção no campo de pesquisa na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em Governador Valadares, Minas Gerais, proporcionou uma experiência que ultrapassou a coleta de dados e possibilitou reflexões sobre as condições de vida, as vulnerabilidades sociais e as necessidades de saúde das mulheres privadas de liberdade. As atividades de pesquisa envolveram abordagens metodológicas distintas, incluindo entrevistas estruturadas, entrevistas semiestruturadas e observação participante, permitindo compreender diferentes dimensões da realidade vivenciada pelas recuperandas.
No estudo quantitativo, foram realizadas entrevistas estruturadas com 70 MPL, com o objetivo de caracterizar seus perfis sociodemográficos, socioeconômicos, familiares e religiosos. A coleta ocorreu em dois dias, inicialmente com mulheres do regime fechado e, posteriormente, com participantes dos regimes fechado e semiaberto. Durante as abordagens, foi possível perceber diferenças no perfil das participantes, especialmente em relação à idade, ao número de filhos e à reincidência. Também foram observadas dificuldades na compreensão de determinados conceitos presentes no questionário, como plano de saúde, identidade de gênero e orientação sexual. Enquanto as participantes mais jovens demonstravam, em geral, maior familiaridade com os termos relacionados à identidade de gênero e à orientação sexual, o conceito de plano de saúde gerava dúvidas entre mulheres de diferentes faixas etárias. Diante dessas situações, tornou-se evidente a importância de adaptar a comunicação às características de cada participante, garantindo que a coleta de dados ocorresse de maneira compreensível e respeitosa.
No início das entrevistas, algumas mulheres demonstravam aflição, timidez e constrangimento diante das perguntas. Entretanto, à medida que a conversa avançava, muitas se mostraram mais confortáveis. Uma estratégia utilizada para tornar a abordagem mais leve foi recorrer ao humor, apresentando a entrevista de maneira descontraída. Essa experiência evidenciou que, mesmo em uma atividade orientada por objetivos científicos, a construção de um ambiente acolhedor é fundamental para favorecer o diálogo e a participação.
Os resultados do estudo quantitativo evidenciaram importantes vulnerabilidades sociais. Entre as 70 participantes, 57,14% eram solteiras, 91,43% não possuíam plano de saúde e 40% apresentavam ensino fundamental incompleto. Além disso, 58,57% se autodeclararam pardas, 87,14% tinham filhos e 35,71% apresentavam histórico de reincidência. Destacou-se, ainda, a ausência de renda após o cárcere relatada por 80% das participantes. No que se refere à religiosidade, 95,71% relataram presença da fé antes e após o encarceramento, observando-se aumento proporcional da religião evangélica e redução da religião católica. Esses achados apontam para a necessidade de estratégias de cuidado que considerem não apenas as demandas de saúde, mas também as condições socioeconômicas, os vínculos familiares, as possibilidades de reinserção social e as dimensões subjetivas e espirituais dessa população.
Paralelamente, a pesquisa qualitativa buscou compreender as experiências relacionadas à segurança no uso de medicamentos entre mulheres privadas de liberdade que vivenciaram tanto o sistema prisional tradicional quanto a APAC. O estudo etnográfico, desenvolvido entre abril de 2023 e maio de 2025, contou com 11 entrevistas semiestruturadas e observação participante, com registros em diário de campo e gravações de áudio posteriormente transcritas, codificadas e interpretadas.
As narrativas evidenciaram diferenças importantes entre os modelos de custódia. No sistema prisional tradicional, a entrega semanal de medicamentos favorecia situações de uso excessivo de psicotrópicos diante do sofrimento associado ao encarceramento, além de possibilitar o comércio informal de medicamentos dentro das celas. Na APAC, a administração supervisionada representava uma estratégia para reduzir o uso abusivo e as trocas informais. Entretanto, também foram identificadas fragilidades, como a perda de rastreabilidade decorrente da fragmentação das embalagens, a necessidade de capacitação dos responsáveis pela administração supervisionada e as dificuldades logísticas para garantir a continuidade do tratamento. A dependência financeira dos familiares, as falhas na distribuição interna, as dificuldades de acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e o desabastecimento de medicamentos constituíam barreiras adicionais à assistência.
A vivência no campo também revelou aspectos que os números, isoladamente, não seriam capazes de expressar. Durante as entrevistas, algumas participantes demonstravam constrangimento ao abordar questões relacionadas à orientação sexual, especialmente ao relatarem experiências homoafetivas vivenciadas durante a passagem pelo sistema prisional tradicional. Também foi possível perceber situações em que o estado civil formal não correspondia à realidade dos vínculos afetivos, revelando a complexidade das relações familiares e conjugais nesse contexto.
Em uma das entrevistas qualitativas, uma participante compartilhou sentimentos intensos de culpa e dificuldades relacionadas à própria autoimagem. Inicialmente, sua postura poderia ser interpretada como vaidade, mas, ao aprofundar a conversa, compreendi que a relação com o espelho era marcada por sofrimento e distanciamento da própria identidade. Ao final, quando compartilhou aspectos delicados de sua história, fui confrontada com sentimentos contraditórios: o desconforto diante de informações difíceis e, simultaneamente, a percepção de que era possível escutar e compreender aquela mulher sem reduzi-la ao crime cometido.
Essa experiência suscitou questionamentos sobre os preconceitos socialmente construídos e sobre a maneira como o estigma pode interferir nas relações de cuidado. Percebi que a pesquisa não se restringia à obtenção de informações, mas exigia escuta, responsabilidade ética e disposição para reconhecer a complexidade das trajetórias individuais. As entrevistas, portanto, contribuíram tanto para a produção de conhecimento científico quanto para a reflexão crítica sobre os modos de organização da assistência à saúde no contexto prisional.2.2 Segundo momento: a extensão como encontro, acolhimento e transformação
A experiência na APAC também possibilitou compreender a extensão universitária como um espaço de aproximação entre a universidade e a comunidade, no qual o conhecimento acadêmico pode dialogar com as necessidades concretas das pessoas e dos serviços. Ao chegar à instituição, fomos recebidas com receptividade e demonstrações de afeto por parte da equipe e das recuperandas. A estrutura física, a organização dos espaços e a presença de frases que buscavam reforçar uma perspectiva humanizada da custódia contribuíram para uma percepção inicial distinta daquela habitualmente associada ao sistema prisional tradicional.
Durante as atividades, os gestos de acolhimento também assumiram um significado especial. Ao receber algumas participantes com abraços, percebi que esse contato, embora simples e espontâneo, era retribuído com uma intensidade que me fez refletir sobre a importância do afeto e da conexão humana. Posteriormente, surgiu um sentimento de culpa por demonstrar carinho a pessoas que haviam cometido crimes. Essa reação revelou o quanto os julgamentos sociais podem estar internalizados, mesmo quando acreditamos não os reproduzir. Ao refletir sobre essa experiência, compreendi que reconhecer a humanidade de alguém não significa ignorar a gravidade de seus atos, mas admitir que nenhuma trajetória pode ser compreendida apenas a partir de uma infração penal.
As visitas também despertaram sentimentos de indignação diante de relatos de negligência na assistência médica e de experiências desumanizadoras vivenciadas no sistema prisional tradicional. Ao mesmo tempo, surgiu uma sensação de impotência diante da dimensão dos problemas identificados e dos limites da contribuição individual. Mesmo reconhecendo a relevância da escuta e das ações desenvolvidas, era difícil não questionar o quanto ainda precisava ser feito para assegurar condições dignas de saúde e de vida às mulheres privadas de liberdade.
Em uma das atividades extensionistas, foi abordada a importância da saúde mental e o papel da leitura como ferramenta de promoção do bem-estar. Durante a atividade, foi possível perceber que, para muitas recuperandas, os livros representavam mais do que uma forma de entretenimento: constituíam uma possibilidade de afastamento temporário das dificuldades cotidianas, de aproximação com outras realidades e de construção de momentos de acolhimento e reflexão. A leitura aparecia, assim, como um recurso capaz de proporcionar conforto emocional, estimular a imaginação e contribuir para a qualidade de vida dentro do contexto de privação de liberdade. Essa experiência permitiu refletir sobre a importância de valorizar estratégias acessíveis de cuidado em saúde mental, reconhecendo os interesses, as experiências e as formas individuais de enfrentamento do sofrimento. Mais do que incentivar o hábito da leitura, a atividade buscou reconhecer o livro como um instrumento de humanização, capaz de ampliar perspectivas e oferecer novas possibilidades de elaboração das vivências pessoais.
Outro momento significativo da extensão foi a realização de uma atividade educativa sobre secreções vaginais, desenvolvida no formato de roda de conversa. A escolha dessa metodologia favoreceu a participação ativa das recuperandas, criando um ambiente mais acolhedor para o compartilhamento de experiências, a expressão de dúvidas e a discussão de questões relacionadas à saúde íntima. Ao longo da atividade, houve interação expressiva, com perguntas e esclarecimentos que permitiram abordar o tema de maneira acessível, respeitosa e próxima da realidade das participantes.
A experiência evidenciou a importância de oferecer informações confiáveis sobre saúde sexual e reprodutiva, especialmente diante de dúvidas que, por vergonha, desinformação ou receio de julgamento, nem sempre encontram espaço para serem verbalizadas. A roda de conversa também demonstrou que a educação em saúde não deve se limitar à transmissão unilateral de informações, mas precisa reconhecer as participantes como sujeitos ativos na construção do conhecimento. Nesse sentido, o diálogo contribuiu para desmistificar questões relacionadas às secreções vaginais, favorecer o reconhecimento de sinais que merecem avaliação profissional e fortalecer a autonomia das mulheres no cuidado com o próprio corpo.
As duas experiências reforçaram a compreensão de que a extensão universitária pode atuar em diferentes dimensões do cuidado, contemplando tanto o bem-estar emocional quanto a promoção da saúde física. Por meio da leitura, da escuta e do diálogo, foi possível construir espaços de troca que valorizassem as necessidades das recuperandas e reconhecessem seus saberes e suas vivências. Essas atividades também contribuíram para minha formação, ao demonstrar que ações educativas efetivas dependem não apenas do conhecimento técnico, mas da capacidade de estabelecer vínculos, acolher dúvidas sem julgamentos e adaptar a comunicação ao público. Assim, a extensão se consolidou como uma oportunidade de aproximar o conhecimento acadêmico das necessidades concretas da comunidade, promovendo um cuidado mais humanizado, participativo e comprometido com a dignidade das mulheres privadas de liberdade.
3. CONCLUSÕES
A articulação entre a extensão e a pesquisa na APAC de Governador Valadares permitiu compreender a complexidade das experiências de mulheres privadas de liberdade e reconhecer que a produção de conhecimento científico ganha maior significado quando dialoga com as realidades sociais investigadas. Os estudos evidenciaram vulnerabilidades socioeconômicas, desafios relacionados à continuidade e à segurança do tratamento medicamentoso e a relevância das redes de apoio e da religiosidade no contexto do encarceramento.
Além dos resultados acadêmicos, a experiência de campo provocou reflexões sobre o estigma, a culpa, a empatia e os limites da atuação individual diante de problemas estruturais. O contato com as recuperandas demonstrou que a humanização do cuidado depende não apenas de recursos e protocolos, mas também da capacidade de escutar, acolher e reconhecer a singularidade de cada pessoa.
Conclui-se que a integração entre pesquisa e extensão pode contribuir para a formação de profissionais mais críticos, sensíveis às desigualdades e comprometidos com a defesa da dignidade humana. A experiência reforçou a necessidade de fortalecer a articulação entre os serviços de saúde, aprimorar os processos de cuidado e desenvolver ações interdisciplinares que respondam às necessidades das mulheres privadas de liberdade. Acima de tudo, ensinou que compreender uma realidade exige mais do que observá-la: exige disponibilidade para escutar as pessoas que a vivenciam e disposição para transformar o conhecimento produzido em possibilidades concretas de cuidado.- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FERREIRA, Valdeci Antônio; OTTOBONI, Mário. Método APAC: sistematização de processos. Belo Horizonte: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, Programa Novos Rumos, 2016.
FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS (FORPROEX). Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus, AM: FORPROEX, 2012.
MORAES, Yukari Yamauchi; MARTINS, Eliana Bolorino Canteiro; LIMA, Maria José de Oliveira. Extensão universitária como práxis emancipatória. Serviço Social & Sociedade, v. 148, n. 1, 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/0101-6628.444.
- INTRODUÇÃO
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10:30
FORMAÇÃO COLABORATIVA: QUALIFICAÇÃO DE PRECEPTORES DE ESTÁGIO DO CURSO DE FARMÁCIA 1h 30m
FORMAÇÃO COLABORATIVA: QUALIFICAÇÃO DE PRECEPTORES DE ESTÁGIO DO CURSO DE FARMÁCIA
Alice Menezes Barbosa
Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
Maria Karoline Medeiros dos Santos
Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
Maria Clara de Paula Rodrigues
Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
Clara Fernandes Ferreira
Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
Lauro César da Silva Maduro
Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
Sabrina Cerqueira Santos
Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
Larissa de Freitas Bonomo
Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador ValadaresProjeto: “FORMAÇÃO COLABORATIVA: QUALIFICAÇÃO DE PRECEPTORES DE ESTÁGIO DO CURSO DE FARMÁCIA”. Área temática: Saúde. Modalidade: relato de experiência em formato de resumo expandido.
Alice Menezes Barbosa - bolsista do projeto de extensão, integrante do Grupo de Estudos Interdisciplinar em Cuidado Farmacêutico (GEICF) e graduanda do curso de Farmácia pela Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares. e-mail: alicemenezes.barbosa@estudante.ufjf.br.
Maria Karoline Medeiros dos Santos - voluntária do projeto de extensão, integrante do Grupo de Estudos Interdisciplinar em Cuidado Farmacêutico (GEICF) e graduanda do curso de Farmácia pela Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares. e-mail:karolinemedeiros712@gmail.com.
Maria Clara de Paula Rodrigues - voluntária do projeto de extensão, integrante do Grupo de Estudos Interdisciplinar em Cuidado Farmacêutico (GEICF) e graduanda do curso de Farmácia pela Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares. e-mail: mariaclara.depaulaa@hotmail.com.
Clara Fernandes Ferreira - voluntária do projeto de extensão, integrante do Grupo de Estudos Interdisciplinar em Cuidado Farmacêutico (GEICF) e graduanda do curso de Farmácia pela Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares. e-mail: clarinha.7carol@hotmail.com.
Lauro César da Silva Maduro - Farmacêutico, professor do curso de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora - Campus Governador Valadares (UFJF-GV) e pesquisador do Grupo de Estudos Interdisciplinar em Cuidado Farmacêutico (GEICF). E-mail: lauro.maduro@ufjf.br.
Sabrina Cerqueira Santos - Farmacêutica, Mestra e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Professora do curso de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora - Campus Governador Valadares (UFJF-GV) e pesquisadora do Grupo de Estudos Interdisciplinar em Cuidado Farmacêutico (GEICF). E-mail: sabrina.cerqueira@ufjf.br
Larissa de Freitas Bonomo - Farmacêutica, Mestra e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação Núcleo de Pesquisas em Ciências Biológicas (NUPEB) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Professora do curso de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora - Campus Governador Valadares (UFJF-GV) e pesquisadora do Grupo de Estudos Interdisciplinar em Cuidado Farmacêutico (GEICF). E-mail: larissafreitas.bonomo@ufjf.br
Palavras-chave: Dispensação de medicamentos. Educação permanente em saúde. Extensão universitária. Assistência farmacêutica. Integração ensino-serviço.- INTRODUÇÃO
A dispensação de medicamentos é um serviço que exige um raciocínio clínico e não se limita à entrega do produto prescrito. Trata-se de uma oportunidade de avaliar aspectos técnicos e legais da prescrição, compreender as necessidades da pessoa que utilizará o medicamento e fornecer orientações que favoreçam o uso correto, seguro e efetivo da farmacoterapia (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, 2016). Entretanto, diferentes condições organizacionais e estruturais podem dificultar a realização de todas as etapas do processo de cuidado e comprometer a qualidade da assistência prestada aos usuários.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a dispensação integra a assistência farmacêutica e precisa ser compreendida em articulação com o acesso aos medicamentos, a continuidade do cuidado e a promoção do uso racional. O Conselho Federal de Farmácia, ao sistematizar o arcabouço conceitual dos serviços farmacêuticos, enfatiza que a prática deve ser orientada às necessidades do paciente, da família e da comunidade, incluindo a avaliação da prescrição, a orientação para o uso adequado e a identificação de situações que demandem intervenção ou encaminhamento (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, 2016). Nessa perspectiva, a comunicação e a verificação da compreensão do usuário são componentes relevantes, e não etapas acessórias do atendimento.
A literatura sobre formação em saúde também destaca a importância de aproximar universidade, serviços e comunidade, de modo que a aprendizagem seja construída em contato com os desafios concretos do trabalho. Biscarde, Pereira-Santos e Silva (2014) discutem a extensão universitária como espaço de articulação entre conhecimento e intervenção social, enquanto Reeves (2016) ressalta a relevância da educação interprofissional para uma assistência segura e efetiva. Embora a atividade aqui relatada tenha sido direcionada especificamente à dispensação farmacêutica, sua organização se insere em uma proposta extensionista mais ampla, voltada à qualificação de profissionais que participam da formação em saúde e à valorização da troca entre os saberes acadêmicos e os conhecimentos produzidos na prática.
O projeto “Qualificação das Preceptorias da Atenção Básica sob a Perspectiva da Educação e Trabalho Interprofissional e Práticas Colaborativas em Saúde”, vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), campus Governador Valadares, tem como objetivo geral qualificar preceptorias no contexto da educação e do trabalho interprofissional em saúde, favorecendo o desenvolvimento de competências colaborativas. Seu plano de trabalho prevê ações formativas baseadas em metodologias ativas e na problematização de situações do cotidiano dos serviços, com vistas ao fortalecimento da integração ensino-serviço-comunidade. No decorrer da execução, a equipe identificou a possibilidade de desenvolver uma oficina voltada à dispensação de medicamentos, considerando a relevância dessa prática para a assistência farmacêutica e a necessidade de discutir dificuldades enfrentadas pelos profissionais no contexto real de trabalho.
Diante disso, este relato tem por objetivo descrever e analisar a experiência de planejamento, realização e avaliação de uma oficina de qualificação sobre dispensação de medicamentos, desenvolvida em 26 de junho de 2026, na Unidade Anhanguera, em Governador Valadares, com a participação de aproximadamente 19 farmacêuticos da rede municipal. Busca-se registrar tanto a estratégia pedagógica utilizada quanto os aprendizados, as dificuldades relatadas pelos participantes e as contribuições percebidas para a formação discente e para a aproximação entre universidade e serviço. - DESENVOLVIMENTO
2.1 Contexto e articulação com o serviço
A oficina foi organizada por uma equipe extensionista composta, à época, por três docentes e quatro discentes do curso de Farmácia da UFJF, campus Governador Valadares. As quatro alunas participaram da organização da atividade, incluindo a preparação do encontro e dos materiais utilizados. Os docentes contribuíram com a revisão do conteúdo, o aprimoramento da proposta pedagógica e a mediação das discussões durante a realização da oficina. Essa divisão de responsabilidades permitiu que as estudantes participassem ativamente de diferentes etapas do processo, com apoio e supervisão docente.
Inicialmente, a equipe planejou direcionar as atividades aos profissionais da rede privada considerando que os estudantes realizavam estágios nesses estabelecimentos e que, a partir dessas vivências, eram percebidas demandas relacionadas à dispensação. A equipe buscou contato e encaminhou opções de datas para verificar a disponibilidade dos profissionais. Contudo, não houve retorno que permitisse confirmar a participação ou avançar na organização da oficina com esse público. Essa dificuldade de mobilização exigiu a revisão do planejamento e a busca por outro parceiro capaz de viabilizar a atividade.
Como alternativa, a equipe entrou em contato com a coordenadora da Assistência Farmacêutica do município de Governador Valadares, e realizou uma reunião para apresentar a proposta, a dinâmica prevista e os objetivos da ação. A coordenadora acolheu a iniciativa e sinalizou que uma qualificação voltada à dispensação seria pertinente às necessidades dos farmacêuticos da rede municipal. Após a reunião, foram encaminhadas as datas possíveis para realização da oficina, e a coordenação municipal compartilhou o convite por e-mail com os farmacêuticos das farmácias distritais. Os profissionais vinculados ao componente especializado não puderam participar, de modo que a atividade foi direcionada aos farmacêuticos das farmácias distritais do município.
Essa etapa de articulação evidenciou que a extensão requer flexibilidade para negociar formatos, reconhecer os fluxos dos serviços e ajustar a proposta às condições de participação dos trabalhadores. A ausência de adesão inicial não inviabilizou o objetivo formativo; ao contrário, levou a equipe a construir uma parceria institucional que possibilitou reunir aproximadamente 19 farmacêuticos municipais. A experiência também mostrou a importância da participação da gestão local na mobilização dos profissionais e na identificação de necessidades relevantes para o serviço.
2.2 Preparação teórico-metodológica
A preparação da oficina partiu do objetivo de discutir a dispensação como processo de cuidado e não apenas como entrega de medicamentos. Para estruturar o conteúdo, a equipe utilizou como referências o algoritmo de dispensação de Rocha et al. (2018), o arcabouço conceitual do Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde (ProFar), publicado pelo Conselho Federal de Farmácia (2016), e os objetivos definidos no plano de trabalho do projeto de extensão. Esses materiais apoiaram a organização dos pontos centrais da atividade: avaliação da prescrição e da situação apresentada, identificação das necessidades de informação do paciente, orientação sobre o uso do medicamento e confirmação de que as orientações foram compreendidas.
O algoritmo utilizado como referência organiza o raciocínio clínico da dispensação por meio de perguntas e decisões que ajudam o farmacêutico a identificar informações necessárias, avaliar o entendimento do paciente e orientar sobre o uso do medicamento. Já o ProFar compreende os serviços farmacêuticos a partir de um processo de cuidado sistemático, orientado às necessidades da pessoa, que envolve acolhimento, identificação das necessidades de saúde, planejamento das condutas e avaliação dos resultados (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, 2016). Na oficina, esses referenciais foram traduzidos para uma atividade prática, de modo que os participantes pudessem observar e discutir como as etapas do cuidado aparecem em uma situação de dispensação.
A escolha de uma metodologia ativa foi coerente com a proposta do projeto, que prevê a problematização de situações do cotidiano e a construção coletiva do conhecimento. Em vez de restringir o encontro a uma exposição teórica, a equipe organizou uma simulação de atendimento, seguida de discussão. Essa estratégia possibilitou aos participantes analisar a comunicação entre profissional e paciente e refletir sobre os aspectos necessários para uma orientação mais completa. A atividade também valorizou o conhecimento prático dos farmacêuticos, promovendo a articulação entre os conhecimentos teóricos e as situações vivenciadas no cotidiano profissional.
2.3 Realização da oficina
A oficina ocorreu em 26 de junho de 2026, na Unidade Anhanguera, em Governador Valadares, com aproximadamente 19 farmacêuticos das farmácias distritais municipais. No início, a equipe apresentou seus integrantes — três docentes e quatro alunas —, os objetivos do projeto de extensão e a dinâmica planejada para o encontro. Em seguida, foi introduzido o conceito de dispensação e discutida sua relação com as etapas do cuidado farmacêutico, enfatizando que as intervenções devem ser realizadas a partir das necessidades do usuário. Após a contextualização inicial, foi realizado um role-playing (simulação de papéis) sobre a dispensação de um antimicrobiano em suspensão. Os participantes foram distribuídos em grupos e assumiram os papéis de farmacêutico, paciente e observadores. O caso apresentava dúvidas por parte da paciente, e a proposta era observar se o profissional, durante o atendimento, forneceria orientações fundamentais mesmo sem aguardar que a pessoa perguntasse espontaneamente. Entre os pontos a serem observados estavam o preparo e a administração da suspensão, a dose, a duração do tratamento e os possíveis efeitos adversos. A dinâmica permitiu analisar a dispensação a partir de diferentes perspectivas: a atuação de quem orientava, a experiência de quem recebia a orientação e a observação sistemática da comunicação e das informações oferecidas.
O papel dos observadores foi especialmente relevante porque deslocou a atenção para a integralidade da orientação. A avaliação não se limitava a verificar se o medicamento seria entregue, mas se o atendimento contemplaria informações necessárias para o uso correto e seguro. A simulação também permitiu refletir sobre a iniciativa do farmacêutico em antecipar dúvidas previsíveis e confirmar a compreensão do usuário. Esse aspecto é importante porque o silêncio do paciente não significa, necessariamente, que ele compreendeu as orientações ou que não tenha dificuldades para utilizar o medicamento.
Concluída a simulação, a equipe abriu espaço para reflexão coletiva sobre como seria uma dispensação ideal e sobre a distância que pode existir entre os referenciais técnicos e as condições reais de trabalho. Os farmacêuticos contribuíram relatando dificuldades encontradas no cotidiano das farmácias distritais. Entre os aspectos mencionados estavam barreiras físicas no momento da dispensação, falta de medicamentos, usuários com dificuldade para compreender o funcionamento do sistema e apresentação de receitas que não correspondiam ao fluxo esperado de atendimento pelo SUS. Também foi destacada a sobrecarga de trabalho, que reduz o tempo disponível para uma orientação individualizada e dificulta a execução de todas as etapas consideradas desejáveis.
A discussão não foi conduzida como uma cobrança individual aos profissionais, mas como uma oportunidade de compreender os fatores que interferem no trabalho. Os relatos mostraram que a qualidade da dispensação depende da competência técnica e das habilidades de comunicação do farmacêutico, mas também das condições estruturais, da organização do serviço, da disponibilidade de medicamentos, dos fluxos de atendimento e das necessidades de cada usuário. A partir dessas contribuições, os participantes e a equipe refletiram sobre possibilidades de melhoria, reconhecendo tanto a importância de aprimorar as práticas profissionais quanto os limites impostos pelo contexto de trabalho.
Ao final, a equipe agradeceu a participação dos profissionais e solicitou uma avaliação da atividade. Além da manifestação oral de satisfação de diversos participantes, foi encaminhado um formulário para avaliação e registro de sugestões. Aproximadamente nove participantes responderam ao instrumento. As devolutivas foram descritas pela equipe e incluíram comentários sobre a importância da aproximação entre universidade e comunidade profissional, especialmente para trabalhadores formados há mais tempo e que reconheciam a necessidade de atualização. Entre as sugestões registradas, destacou-se a realização de novas oficinas, com abordagem de temas como antimicrobianos, normas e resoluções sanitárias, incluindo as resoluções da Anvisa.
2.4 Resultados e discussão
Os resultados da experiência podem ser compreendidos em três dimensões complementares: a aprendizagem favorecida pela simulação, a identificação de barreiras organizacionais à dispensação e o fortalecimento do vínculo entre universidade e serviço. Na dimensão pedagógica, o role-playing possibilitou explorar aspectos da comunicação e do atendimento que nem sempre são evidenciados em abordagens exclusivamente teóricas. . Ao assumir diferentes papéis, os participantes tiveram a oportunidade de analisar a dispensação sob o ponto de vista de quem orienta, de quem recebe a orientação e de quem observa a interação. A atividade favoreceu a discussão sobre a responsabilidade do farmacêutico de apresentar informações essenciais de forma compreensível, inclusive quando o paciente não formula perguntas específicas.
A abordagem dialoga com o arcabouço do ProFar, que apresenta a dispensação como um serviço farmacêutico diretamente destinado ao paciente, à família e à comunidade, orientado ao acesso e ao uso adequado de medicamentos (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, 2016). Também se aproxima do algoritmo de dispensação utilizado na preparação da oficina, ao destacar a necessidade de investigar o entendimento do usuário e oferecer orientações relacionadas à utilização do medicamento. No caso simulado, a atenção ao preparo, administração, dose, duração do tratamento e efeitos adversos permitiu discutir a dispensação como uma prática clínica, que exige julgamento profissional e adequação da linguagem ao usuário.
Ao mesmo tempo, os relatos dos farmacêuticos evitaram que a discussão sobre a dispensação ideal se tornasse abstrata ou descontextualizada. As barreiras físicas, a falta de medicamentos, as dificuldades de compreensão dos usuários e a sobrecarga de trabalho demonstraram que a execução do cuidado é influenciada por fatores que ultrapassam a atuação individual. Assim, uma análise crítica da qualidade da dispensação precisa considerar tanto as competências do profissional quanto a organização dos serviços e as condições materiais em que o trabalho acontece. A oficina não solucionou essas barreiras estruturais, mas permitiu nomeá-las, compartilhá-las e refletir coletivamente sobre possibilidades de enfrentamento dentro dos limites existentes.
Essa reflexão é relevante para a educação permanente em saúde, entendida como uma estratégia que toma o processo de trabalho como fonte de aprendizagem e problematização. Em vez de tratar os profissionais apenas como destinatários de informações, a atividade reconheceu suas experiências como parte do conhecimento necessário para analisar problemas e construir alternativas. Essa lógica converge com a proposta extensionista descrita no plano do projeto, que valoriza metodologias ativas, discussão de situações do cotidiano e integração entre ensino e serviço. A extensão, nessa perspectiva, não consiste em uma transferência unilateral de conhecimentos da universidade para os serviços, mas em um encontro no qual os referenciais acadêmicos são colocados em diálogo com a experiência dos trabalhadores.
A aproximação entre universidade e rede municipal foi outro resultado importante. A articulação com a coordenação da Assistência Farmacêutica tornou possível organizar a participação dos profissionais e adequar o público à realidade institucional. Os comentários recebidos ao final da oficina indicaram que os participantes valorizaram o espaço de troca e a possibilidade de atualização. A sugestão de novas atividades sobre antimicrobianos, normas e resoluções sanitárias aponta, ainda, que a oficina despertou interesse em outras oportunidades formativas. Para as quatro alunas envolvidas, a experiência proporcionou aprendizagem em planejamento e execução de atividade educativa, organização de materiais, articulação institucional e condução de discussões sobre a prática farmacêutica. A participação na preparação exigiu transformar conceitos e referências em uma proposta pedagógica adequada ao público, enquanto o contato com os relatos dos profissionais ampliou a compreensão sobre os limites e desafios da assistência farmacêutica municipal. A atuação conjunta com os docentes também possibilitou vivenciar o trabalho colaborativo entre estudantes e professores na construção de uma ação extensionista.
A experiência apresentou limitações que devem ser reconhecidas. A primeira foi a dificuldade inicial de mobilização dos profissionais da rede privada, que levou à reformulação do público-alvo. A segunda foi a participação parcial na avaliação escrita, pois cerca de nove profissionais responderam ao formulário. A terceira diz respeito ao alcance da atividade: foi realizada uma oficina, e os resultados relatados se referem à percepção imediata dos participantes e aos aprendizados identificados pela equipe, sem avaliação longitudinal do impacto sobre a prática de dispensação. Essas limitações não anulam a relevância da ação, mas delimitam o alcance das conclusões e indicam caminhos para o aprimoramento de futuras oficinas.
Como perspectiva de continuidade, as sugestões dos participantes podem orientar a construção de novas ações formativas, especialmente sobre antimicrobianos, legislação sanitária e resoluções aplicáveis aos serviços farmacêuticos. Também seria pertinente incorporar instrumentos de avaliação que permitam comparar expectativas e aprendizagens antes e depois das atividades, além de estratégias de acompanhamento que investiguem a aplicação dos conteúdos no cotidiano. O projeto permanece em andamento, atualmente com outra equipe, o que reforça a possibilidade de que as demandas identificadas sejam consideradas no planejamento das próximas ações. - CONCLUSÕES
A oficina de qualificação sobre dispensação de medicamentos, realizada em 26 de junho de 2026, na Unidade Anhanguera, em Governador Valadares, constituiu uma experiência de integração entre universidade e serviço municipal de saúde. A partir da participação de aproximadamente 19 farmacêuticos das farmácias distritais, a atividade combinou apresentação conceitual, simulação e reflexão coletiva sobre os desafios da dispensação no cotidiano do SUS.
A simulação de dispensação de um antimicrobiano em suspensão favoreceu a discussão sobre a necessidade de orientar o usuário quanto ao preparo e à administração, à dose, à duração do tratamento e aos possíveis efeitos adversos, sem depender exclusivamente das perguntas formuladas pelo paciente. A discussão posterior evidenciou que a dispensação ideal é influenciada por barreiras estruturais e organizacionais, como a falta de medicamentos, as condições físicas do atendimento, as dificuldades de compreensão dos usuários e a sobrecarga de trabalho. Reconhecer esses fatores foi essencial para uma análise realista da prática profissional.
Os retornos recebidos ao final da oficina indicaram valorização da iniciativa e interesse em novas oportunidades de qualificação, com destaque para temas relacionados a antimicrobianos e normas sanitárias. Embora o número de respostas ao formulário e a ausência de acompanhamento posterior limitem a avaliação do impacto, a experiência demonstrou o potencial de metodologias participativas para promover reflexão crítica, troca de saberes e aproximação entre a formação acadêmica e as necessidades do serviço.
Para as discentes, a ação contribuiu para o desenvolvimento de habilidades de planejamento, comunicação, organização e trabalho em equipe, além de aproximar a formação farmacêutica das condições concretas em que a assistência é realizada. Conclui-se que oficinas construídas a partir de demandas do serviço podem fortalecer a educação permanente e a integração ensino-serviço-comunidade, desde que sejam acompanhadas de articulação institucional, escuta dos profissionais e avaliação compatível com os objetivos propostos. - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BISCARDE, Daniela Gomes dos Santos; PEREIRA-SANTOS, Marcos; SILVA, Lúcia Beatriz. Formação em saúde, extensão universitária e Sistema Único de Saúde (SUS): conexões necessárias entre conhecimento e intervenção centradas na realidade e repercussões no processo formativo. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 18, p. 177-186, 2014.
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à comunidade: contextualização e arcabouço conceitual. Brasília, DF: Conselho Federal de Farmácia, 2016. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/Profar_Arcabouco_TELA_FINAL.pdf. Acesso em: 15 out. 2026.
REEVES, Scott. Why we need interprofessional education to improve the delivery of safe and effective care. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 20, p. 185-197, 2016.
ROCHA, Kérilin Stancine Santos et al. Development and content validation of an instrument to support pharmaceutical counselling for dispensing of prescribed medicines. Journal of Evaluation in Clinical Practice, v. 26, n. 1, p. 134-141, 2020.
- INTRODUÇÃO
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10:30
MAIS MEI GOVERNADOR VALADARES: UM PROJETO DE APOIO AO MICROEMPREENDEDORISMO INDIVIDUAL - 2a. EDIÇÃO 1h 30m
O projeto de extensão "Mais MEI Governador Valadares-MG: um projeto de apoio ao microempreendedorismo individual – 2ª. Edição” teve como objetivo prioritário prestar capacitação e formação gerencial aos Microempreendedores Individuais (MEIs), radicados no município. Essa empreitada envolveu um triplo propósito, a saber:
a) o ensino e a transferência de conhecimento e suporte técnico-teórico nos fundamentos da Ciência da Administração, com a apropriação de ferramentas e modelos de gestão profissional específicas e adaptadas aos MEIs, que favorecem o empreendedorismo e o desenvolvimento local. Neste caso, o foco era potencializar os pequenos negócios participantes para que eles se tornassem escaláveis, além de mitigar a insolvência de pequenas empresas prematuramente;
b) acessar in loco organizações típicas na configuração de MEI, como laboratórios práticos e tangíveis de ensino, pesquisa e extensão, principalmente para os discentes do curso de Administração – UFJF/GV. Neste caso, a proposta é o contato com a realidade e o estudo do que é factível entre a teoria e a prática nos processos de ensino e aprendizagem;
c) interface com a pesquisa em função das possibilidades do mapeamento científico das características e nuanças da natureza do empreendedorismo por necessidade que busca qualificação mercadológica. Tal fato, sem dúvidas, é um dos maiores desafios do mundo empresarial contemporâneo, com muitas lacunas e problemas a serem solucionados.Na parte de desenvolvimento do projeto, dento do relato de experiência, constam dos desdobramentos dos objetivos específicos propostos, bem como uma prévia de um relatório de pesquisa empreendida. Na conclusão, algumas limitações do projeto foram apontadas, bem como sugestões para projetos congêneres.
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10:30
NIFRAM - conectando a Rede: interligando os processos de atendimento à mulher em situação de violência 1h 30m
O Programa NIFRAM, Núcleo de Integração e Fortalecimento da Rede de Atenção à Mulher é uma iniciativa de extensão universitária que busca contribuir para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres em situação de violência doméstica.
O projeto em questão, integra o NIFRAM e tem como foco o mapeamento dos fluxos de atendimento dos órgãos que compõem a rede de proteção, buscando compreender os procedimentos adotados, os encaminhamentos realizados da vítima entre os órgãos e as possibilidades de aprimoramento dos processos. Nesta etapa, as atividades estão concentradas no Ministério Público, com a revisão e a modelagem do fluxo de atendimento utilizando a notação BPMN, por meio do software Bizagi Modeler.
As atividades envolvem o levantamento de informações, a representação dos processos, o diálogo com a Promotoria de Justiça e a discussão de possíveis ajustes. Em cada etapa o fluxo passa por uma validação da instituição, por isso os resultados são parciais. Espera-se que o mapeamento contribua para identificar oportunidades de melhoria, favorecer a compreensão dos procedimentos e fortalecer a articulação entre os órgãos da rede de proteção.
Além dos resultados institucionais, o projeto proporciona aos estudantes participantes do projeto uma experiência prática de aprendizagem, permitindo aplicar conhecimentos de gestão e modelagem de processos em um contexto real, desenvolver uma visão crítica sobre os serviços públicos e compreender a importância da atuação integrada entre as instituições e a universidade. -
10:30
NIFRAM - CONECTANDO A REDE: interligando os processos de atendimento à mulher em situação de violência 1h 30m
O presente trabalho relata a experiência de uma ação de extensão vinculada ao NIFRAM (Núcleo de Integração e Fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica em Governador Valadares), cujo objetivo principal é mapear os processos de atendimento às mulheres em situação de violência e de ressocialização dos agressores. A iniciativa surgiu da necessidade, identificada pelos próprios integrantes da Rede, de promover maior articulação entre as instituições envolvidas, buscando enfrentar problemas como a duplicidade de procedimentos, a burocratização dos atendimentos e a falta de clareza sobre os fluxos de trabalho. Fundamentado na abordagem da Gestão por Processos, o projeto adota uma metodologia estruturada em três etapas: levantamento, modelagem e validação. O projeto concentrou as suas ações no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), onde foram mapeados, analisados e validados dois processos: o Fluxo Criminal e o Fluxo de Medidas Protetivas. As atividades incluíram oficinas de formação, elaboração de diagramas e reuniões de análise e redesenho dos processos com representantes do MPMG. A experiência evidenciou a complexidade do trabalho de integração da Rede e a necessidade de continuidade das ações. Como próximos passos, estão previstos o fortalecimento da Comissão de Mapeamento, a ampliação do trabalho para outras instituições, como a Polícia Civil e o Poder Judiciário, e a construção de um fluxo integrado de atendimento às mulheres em situação de violência no âmbito da Rede.
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10:30
NIFRAM/GAR INFORMA: MEMÓRIAS E CONSOLIDAÇÃO DA COMUNICAÇÃO DO GAR-VD EM GOVERNADOR VALADARES 1h 30m
Este relato de experiência apresenta as ações do projeto NIFRAM/GAR Informa, vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Governador Valadares, entre março de 2025 e outubro de 2026. O objetivo é discutir suas contribuições para a comunicação, a memória institucional e o planejamento da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica. A sistematização fundamentou-se na participação da coordenação e na análise do plano de trabalho, dos registros de reuniões, do banner apresentado em 2025 e do site institucional. As atividades foram orientadas pela pesquisa-ação e pelo diálogo com os parceiros. Entre os resultados, destacam-se a produção de mais de 100 conteúdos e o alcance médio mensal superior a 15 mil pessoas no Instagram em 2025, o apoio ao seminário sobre perspectiva de gênero e a publicação do site. Também foram desenvolvidas ações de apoio ao planejamento do NIFRAM e iniciada a discussão do planejamento do GAR-VD. A participação das bolsistas envolveu comunicação digital, produção gráfica, entrevistas e registros audiovisuais, aproximando conhecimentos de Administração das demandas da Rede. A experiência evidencia contribuições para a visibilidade das ações e a formação extensionista, indicando a necessidade de continuidade na atualização dos canais de comunicação e na avaliação dos produtos e processos desenvolvidos coletivamente.
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O PAPEL DA COMUNICAÇÃO NO FORTALECIMENTO DO NÚCLEO DE PRÁTICAS E DESENVOLVIMENTO GERENCIAL (NPDG) DA UFJF-GV 1h 30m
Este relato de experiência descreve a trajetória e os resultados do projeto de extensão "NPDG: Comunicação do Núcleo de Práticas e Desenvolvimento Gerencial", desenvolvido junto ao Departamento de Administração do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) da UFJF-GV. Diante do diagnóstico socioeconômico de Governador Valadares, marcado por um histórico de baixo dinamismo na geração de empregos formais e carência de estímulos ao empreendedorismo, o projeto atua através do processo de comunicação estratégica e transparente, para articular os projetos do NPDG junto à comunidade interna e externa. Fundamentado em princípios da Pesquisa-Ação e da comunicação dialógica e emancipatória, o projeto viabilizou a criação e gestão do perfil oficial no Instagram (@npdgufjfgv), a produção de materiais didático-informativos, a cobertura midiática das oficinas de capacitação empreendedora e o acervo histórico da extensão gerencial. Nessa direção, objetivou-se a visibilidade institucional, o fortalecimento da rede de cooperação e a consolidação de um espaço interdisciplinar de formação cidadã e prática profissional para os discentes do ICSA.
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10:30
O projeto Masculinidades e Políticas Públicas: ações, resultados e desafios em 2026. 1h 30m
O presente relato apresenta as principais experiências, estratégias e desafios das ações desenvolvidas pelo projeto de extensão Masculinidades e Políticas Públicas, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Campus Governador Valadares, ao longo do ano letivo de 2026. As atividades envolveram formação teórico-conceitual dos extensionistas, oficinas com adolescentes vinculados ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Instituto Nosso Lar, capacitações para equipes da Política de Prevenção à Criminalidade de Minas Gerais, oficinas na Casa de Semiliberdade de Governador Valadares e ações educativas em escolas estaduais sobre feminicídio e masculinidades. A experiência evidenciou a relevância da extensão universitária para aproximar a reflexão acadêmica das demandas sociais e institucionais, mas também revelou dificuldades relacionadas à construção de vínculos, à resistência a debates de gênero, à rotatividade dos extensionistas e às limitações de transporte e financiamento. Conclui-se que a continuidade das ações, o fortalecimento das parcerias e a oferta de condições institucionais adequadas são fundamentais para aprofundar os resultados educativos e sociais do projeto.
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Observatório das Mulheres do Mercado de Trabalho: Trajetórias e Tendências da Participação Feminina no Mercado de Trabalho de Governador Valadares 1h 30m
O Observatório das Mulheres do Mercado de Trabalho (OMMT) é um projeto de extensão da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF - Campus Governador Valadares) desenvolvido por docentes e discentes de Economia, Medicina e Direito para analisar e dar visibilidade às disparidades de gênero no cenário ocupacional local. Atuando nas redes sociais por meio das frentes Janela de Oportunidades, Mulheres na Ciência, Leia Mulheres e OMMT Explica, a iniciativa aliou a oferta de vagas e a valorização intelectual feminina ao diagnóstico de dados socioeconômicos da região. As análises revelaram expressivas assimetrias em Governador Valadares, como a predominância masculina em cargos formais e patronais, em contraste com a quase totalidade feminina no trabalho doméstico, além da concentração das trabalhadoras em faixas salariais mais baixas. Além de impulsionar o debate público e atingir expressivo alcance digital, o projeto contribuiu para a formação acadêmica e crítica das estudantes envolvidas, consolidando-se como uma ferramenta para subsidiar futuras políticas públicas de equidade de gênero.
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Orientação farmacoterapêutica para pessoas idosas com hipertensão e/ou diabetes melito 1h 30m
O envelhecimento da população está associado a uma maior prevalência de doenças crônicas, o que implica em aumento da mortalidade e menor qualidade de vida. Dentre as doenças crônicas mais prevalentes em pessoas idosas inclui-se a hipertensão arterial e diabetes melito. O medicamento é um recurso terapêutico amplamente empregado no cuidado ao idoso, com impacto significativo na redução da morbimortalidade e na melhoria da qualidade e da expectativa de vida. Entretanto, apesar dos benefícios, os medicamentos estão associados a vários problemas, que podem levar à piora da saúde dos pacientes, levando a prejuízos econômicos e sociais. Considerando que a farmacoterapia da pessoa idosa é mais complexa, pelo uso de muitos medicamentos e por fatores associados ao envelhecimento, e que a hipertensão arterial e diabetes melito são doenças crônicas com alta prevalência na população idosa, atividades educativas podem prevenir, identificar e resolver problemas relacionados a medicamentos. Nesse sentido, o presente projeto por meio de aplicação de questionários levantou os principais problemas relacionados com a farmacoterapia anti-hipertensiva e antidiabética num grupo de idosos no município de Governador Valadares – MG e meio de ações de educação em saúde, em rodas de conversa, abordou-se aspectos das doenças e do tratamento medicamentoso. Essas ações visaram empoderar os indivíduos quanto às questões relacionadas às suas condições de saúde e aos respectivos tratamentos, promovendo assim, o uso racional dos anti-hipertensivos e antidiabéticos. essa forma, busca-se contribuir para a prevenção de complicações associadas a essas doenças crônicas, otimizar os resultados terapêuticos e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos. Além disso, o presente projeto contribuiu para a formação de profissionais de saúde qualificados e comprometidos com as necessidades e demandas locais, valorizando a extensão como ferramenta de interação com a população.
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10:30
Pele em Foco 1h 30m
O projeto tem como objetivo promover ações de educação em saúde dermatológica nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Governador Valadares, Minas Gerais, contribuindo para a prevenção de dermatoses, o reconhecimento de sinais de alerta e a ampliação do acesso da população a informações confiáveis sobre os cuidados com a pele. Para isso, os discentes da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares, receberão capacitação teórico-prática supervisionada, permitindo que atuem como multiplicadores de conhecimento junto à comunidade. As atividades serão desenvolvidas em três eixos complementares. O primeiro contempla ações educativas direcionadas aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), valorizando seu papel estratégico na promoção da saúde e na disseminação de informações nos territórios. O segundo envolve palestras e rodas de conversa com usuários das UBS, utilizando linguagem acessível e abordando temas como prevenção do câncer de pele, hanseníase, leishmaniose e outras dermatoses relevantes para a comunidade. O terceiro eixo consiste na produção e divulgação de conteúdos educativos em plataformas digitais, especialmente nas redes sociais do projeto, ampliando o alcance das informações para além das unidades de saúde. As atividades buscarão valorizar os conhecimentos e as experiências dos participantes, estimulando o diálogo entre universidade e comunidade. Espera-se fortalecer a educação em saúde, incentivar a procura oportuna por atendimento e contribuir para a formação técnica, científica, ética e humanística dos discentes.
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POPULARIZANDO SABERES CIENTÍFICOS 1h 30m
POPULARIZANDO SABERES CIENTÍFICOS1
Giovanna Gomes Camacho Gallinari Machado2
UFJF-GVBruno Augusto Maciel Guedes3
UFJF-GVRodolfo Duarte Nascimento4
UFJF-GVPalavras-chave: Educação, popularização, conhecimento.
- INTRODUÇÃO
A Universidade Federal de Juiz de Fora – campus Governador Valadares (UFJF-GV), em reconhecimento de seu papel social, tem buscado estreitar as relações entre ensino, pesquisa e extensão com a comunidade. A extensão universitária, nesse cenário, atua como ponte entre o saber científico e o saber popular, favorecendo trocas de conhecimento que beneficiam tanto a população quanto os(as) discentes da universidade (RODRIGUES et al., 2013). Nessa perspectiva, o projeto “Popularizando Saberes Científicos” insere-se nesse movimento ao democratizar o acesso ao conhecimento em saúde para estudantes do ensino médio da Escola Estadual Professor Darcy Ribeiro, no município de Governador Valadares (MG).
O projeto busca tornar conteúdos científicos restritos ao ambiente universitário acessíveis à população, despertando o interesse dos jovens pela ciência e fortalecendo a educação básica. Essa proposta dialoga com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define como essencial o desenvolvimento de competências voltadas à interpretação de textos científicos e à construção de uma postura crítica e investigativa frente ao conhecimento (DE MEDEIROS, 2017; “EDUCAÇÃO É A BASE”, 2018). Ao promover a popularização da ciência, o projeto também contribui para consolidar os direitos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes, estimulando a curiosidade e a autonomia intelectual.
O Grupo de Estudo e Pesquisa – Morfologia Aplicada à Clínica (GMAC) serve de base para as ações do projeto, fornecendo temas relevantes de pesquisa, como doenças infecto parasitárias, degenerativas e neurodesenvolvimentais, que são traduzidos em linguagem acessível e trabalhados por meio de estratégias pedagógicas investigativas. Essas atividades não apenas disseminam o conhecimento científico, como fortalecem a formação humanizada dos extensionistas, que passam a compreender o papel do médico e da universidade como agentes de transformação social (SANTOS, 2019; SANTANA et al., 2021).
Assim, a iniciativa visa promover o diálogo entre ciência e sociedade, reforçando o compromisso da universidade com a educação pública e com a saúde coletiva. Espera-se que, ao final do projeto, os estudantes do ensino médio se tornem mais críticos, participativos e conscientes de seu papel na promoção da saúde, enquanto os acadêmicos de medicina ampliem suas competências comunicativas, éticas e empáticas, contribuindo para uma prática médica mais humanizada e socialmente engajada.- DESENVOLVIMENTO
2.1 Planejamento anterior à ida à escola
Primeiramente, foram realizadas reuniões com os extensionistas para selecionar as temáticas trabalhadas pelo GMAC que seriam abordadas na Escola Estadual Professor Darcy Ribeiro, sendo escolhidos os temas de Megaesôfago Chagásico, Osteoartrite do joelho e Doença de Alzheimer.
A metodologia Sequência de Ensino Investigativa (SEI) foi apresentada pelo coordenador aos extensionistas e está estruturada em quatro etapas fundamentais. Na Problematização, a turma é dividida em pequenos grupos para analisar um problema aberto e instigante, incentivando a formulação autônoma de hipóteses. Na Sistematização, a discussão é ampliada para o coletivo, momento em que os extensionistas introduzem a terminologia e os conceitos científicos formais. A Contextualização visa aproximar o conhecimento construído da realidade social dos estudantes por meio de abordagens práticas. Por fim, a Avaliação, de caráter formativo, verifica o desenvolvimento do raciocínio investigativo e a apreensão dos conceitos.
O intuito central dessa abordagem é estimular o protagonismo e a motivação dos discentes na busca pelo conhecimento de base, diferindo do modelo de ensino expositivo tradicional. Posteriormente, realizou-se uma reunião com a direção e a equipe pedagógica da escola para apresentar a proposta e alinhar o cronograma. Ficou estabelecido que as intervenções seriam aplicadas para a turma do 3º ano do ensino médio, durante o horário matutino das aulas de práticas experimentais de Biologia, aproveitando a estrutura do laboratório equipado com mesas, microscópios e datashow. O uso do celular foi liberado estritamente para acesso didático aos materiais teóricos digitais.
Como parte do planejamento, os extensionistas produziram materiais ilustrativos em formato de slides acessíveis por QR code, elaboraram as questões norteadoras de cada encontro, selecionaram o acervo prático para observação e criaram uma página no Instagram (@popularizandosaberes) destinada à divulgação científica contínua desses temas de saúde.
2.2 Atividade na escola
O projeto foi executado presencialmente ao longo de três encontros de duas aulas consecutivas de 50 minutos cada, totalizando seis aulas. Todas as atividades respeitaram os preceitos éticos e contaram com a anuência da instituição de ensino.
Nos três encontros realizados, a dinâmica das etapas teóricas e avaliativas seguiu uma estrutura metodológica padronizada. Em cada tema abordado, a etapa de “Problematização” iniciava-se com a divisão dos alunos em grupos contendo oito pessoas e a disponibilização de um QR code para acesso aos slides teóricos, acompanhado de roteiros com perguntas discursivas sobre os conceitos, causas, mecanismos fisiopatológicos e sintomas da doença em questão. Então, os estudantes realizavam a leitura e discutiam ativamente entre si em seus respectivos grupos, para elaboração de hipóteses a partir das perguntas norteadoras.
Em seguida, na etapa de “Sistematização”, representantes de cada grupo expunham as respostas encontradas para todos os alunos participantes, abrindo espaço para uma discussão coletiva mediada pelos extensionistas, os quais aproveitaram o momento para aprofundamento do tema e formalizar os novos conceitos aprendidos, além de sanar as dúvidas levantadas.
No entanto, a diferenciação marcante entre as visitas residiu na etapa de “Contextualização”, na qual a abordagem prática foi adaptada às particularidades e aos materiais específicos relacionados a cada agravo em saúde.
No primeiro encontro, sobre o tema Megaesôfago Chagásico, a contextualização prática deu-se pela observação direta do Triatoma infestans e pela análise ao microscópio óptico de lâminas histológicas contendo o Trypanosoma cruzi no sangue. Os estudantes também observaram os neurônios no plexo mioentérico e as fibras nervosas na camada muscular do esôfago de indivíduo saudável, comparando-os com a presença de células inflamatórias no plexo mioentérico e a ausência de fibras nervosas na camada muscular do esôfago de paciente com megaesôfago chagásico, o que auxiliou sobretudo na consolidação do entendimento sobre a fisiopatologia da doença.
Já no segundo encontro, dedicado à Osteoartrite do joelho, os alunos tiveram como experiência prática a observação de lâminas histológicas nos microscópios ópticos contendo cartilagem articular, membrana sinovial e tecido óssea. Também tiveram acesso a dois modelos anatômicos do joelho confeccionados em impressora 3D, sendo um pintado para representar a morfologia articular normal e outro pintado para ilustrar as principais alterações estruturais observadas na osteoartrite, permitindo a correlação entre os aspectos morfológicos e as alterações patológicas discutidas.
Por fim, no terceiro encontro, voltado para a Doença de Alzheimer, a “Contextualização” promoveu a observação de imagens de ressonância magnética do crânio de pacientes com Doença de Alzheimer em diferentes estágios, comparando-as com as de uma pessoa saudável. Adicionalmente, os discentes visualizaram ao microscópio os corpos neuronais e as células da glia em lâmina de cérebro não acometidos pela doença, contribuindo para tornar mais claro o entendimento das diferenças entre um sistema nervoso saudável e um acometido pela doença.
Todos os estudantes participaram das atividades práticas com empolgação, muitos tiraram fotos das lâminas e se mostraram curiosos acerca do tema, elaborando frequentemente questionamentos sobre como identificar corretamente o tipo de célula e sua respectiva função, consolidando as informações construídas por meio das fases de “Problematização” e “Sistematização”.
Já a etapa de “Avaliação” manteve o mesmo padrão ao final de cada visita, em que questionários anônimos foram disponibilizados aos alunos para que avaliassem a efetividade da metodologia investigativa utilizada e dessem sugestões de melhoria. Nesse sentido, os alunos classificaram que a SEI os “ajudou muito” no entendimento de cada tema. Além disso, sugeriram que fossem postados nas redes sociais os materiais apresentados em sala de aula, o que já constava no planejamento feito pelos extensionistas.2.3 Desafios encontrados ao longo do projeto
O maior desafio encontrado foi compartilhar temas complexos do ensino superior para alunos do ensino médio com clareza e de forma envolvente e participativa. Esse esforço de síntese, cuidado e adaptações da linguagem significou assumir uma postura de horizontalidade, de respeito ao saber do outro e de igualdade de poder.
Além disso, outro desafio observado no primeiro encontro, foi o uso da tecnologia. Embora pudesse ser um aliado, o uso de aparelho celular, aprovado previamente pela coordenação da escola para possibilitar o acesso ao material de apoio via QR Code, dispersava muito a capacidade de concentração dos estudantes. Isso dificultou a participação efetiva de todos os membros de cada grupo na etapa de “Problematização”. Por essa razão, esse ponto sofreu uma adaptação nos encontros seguintes.
Desse modo, a partir do segundo encontro, os celulares foram trocados pelo uso de um único tablet por grupo, o que contribuiu para centralizá-los, melhorar a integração entre os estudantes nas discussões sobre os temas e diminuir a dispersão da atenção. Assim, as fases de “Problematização” e “Sistematização” ocorreram de forma mais ativa a partir dessa adaptação.
Além disso, percebeu-se que o tempo de duas aulas por encontro (de duração de 50 minutos cada), foi limítrofe, o que impossibilitou que os alunos revisassem com calma os objetos utilizados como fonte de aprendizado na fase de “Contextualização”, bem como a reavaliação do grau de entendimento sobre o tema trabalhado após essa etapa, perdendo-se a oportunidade de sanar eventuais dúvidas finais e consolidar melhor o conhecimento construído.
Por fim, a limitação do acervo prático em relação às lâminas histopatológicas representou outro desafio relevante, visto que nem todas as patologias puderam ser contempladas em sua plenitude. Enquanto as lâminas relativas ao Megaesôfago Chagásico foram obtidas por meio de doação de outra instituição de ensino superior, as demais (relativas à Osteoartrite e Doença de Alzheimer) foram cedidas pela própria universidade e restringiram-se aos tecidos saudáveis. Para suprir a ausência do quadro patológico nessas lâminas, a equipe precisou recorrer a recursos complementares e assumir custos financeiros adicionais para a produção dos modelos anatômicos de joelho em impressora 3D, combinando-os a exames de imagem.-
CONCLUSÕES
A partir da realização do projeto foi possível evidenciar o potencial de atuação da extensão universitária na formação médica, a partir do elo construído entre a produção científica e os estudantes da educação básica, aproximando a universidade da comunidade e garantindo assim a completa aplicabilidade do tripé: ensino, pesquisa e extensão.
Quanto à metodologia de aplicação prática, ao se favorecer e estimular o protagonismo dos alunos na construção ativa do conhecimento, possibilita-se que o aprendizado se torne mais dinâmico e significativo. O alto nível de engajamento e a avaliação positiva dos participantes indicam que a abordagem investigativa é uma ferramenta potente para despertar o interesse pela ciência e ampliar a compreensão de temas complexos, por vezes restritos a certos círculos da área da saúde.
Além disso, o projeto reforça o compromisso da UFJF-GV com a responsabilidade social e a formação de profissionais críticos e empáticos, capazes de comunicar o conhecimento científico de maneira acessível e contextualizada. O compartilhamento de tais atividades em mídias sociais incentiva iniciativas semelhantes por parte de outros projetos, assim como serve de propulsor para a divulgação das produções científicas.
Portanto, o projeto “Popularizando Saberes Científicos” cumpre duplo papel: ao mesmo tempo em que desperta nos jovens o interesse pela ciência e pela saúde pública, contribui para a formação de médicos mais conscientes e humanistas, atuando na transformação comunitária. -
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARROS, José Augusto Cabral. Pensando o processo saúde doença: a que responde o modelo biomédico? Saúde e Sociedade v. 11, n.1, p. 67-84, 2002.
DE MADEIROS, Márcia Maria. A extensão universitária no Brasil: um percurso histórico. Revista Barbaquá/ UEMS.v. 1, n. 1, p. 9-16, 2017.
EDUCAÇÃO É A BASE. [s.l: s.n.]. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal pdf. Acesso em 17 de outubro de 2024.
MEC. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais – Medicina. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES 4/2001. Diário Oficial da União. Brasília, 9 de novembro de 2001. Seção 1, p. 38.
RODRIGUES, Andréia Lilian Lima et al. Contribuições da extensão universitária na sociedade. Caderno de Graduação-Ciências Humanas e Sociais-UNIT-SERGIPE, v. 1, n. 2, p. 141-148, 2013.
SANTOS, Cláudio José et al.. Educação Médica e Formação na Perspectiva Ampliada e Multidimensional: Considerações acerca de uma Experiência de Ensino-Aprendizagem. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 43, n. 1, p. 72–79, 2019.
SANTANA, Regis Rodrigues et al. Extensão Universitária como Prática Educativa na Promoção da Saúde. Educação & Realidade, v. 46, 2021.
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RE-EXISTIR EM COMUNIDADE: AÇÕES EXTENSIONISTAS DO PROGRAMA AFIRMASUS NA UFJF-GV 1h 30m
RE-EXISTIR EM COMUNIDADE: AÇÕES EXTENSIONISTAS DO PROGRAMA AFIRMASUS NA UFJF-GV
Emanuela de Oliveira Magalhães
Ana Júlia Reis Barbosa
Breno Felipe Teodoro Gouvêa
Bruna Graziela Pena de Assis
Thayene Matos Silva
Bruna Silva Araújo
Bruno Rodrigues de Oliveira
Susana Pereira A. Procópio
Kellen Vitória F. Mendes
Marlow de Oliveira Gomes
Rafael Alves Barbosa
Fernando E. de Matos Júnior
Pollyanna Costa CardosoPalavras-chave: Ações Afirmativas - Permanência Estudantil - Extensão Universitária - AFIRMASUS
INTRODUÇÃO
A trajetória das políticas de ações afirmativas no Brasil reflete um longo processo de acúmulo político, lutas sociais e reconfigurações institucionais promovidas fundamentalmente pelo Movimento Negro, atuando como verdadeiro educador do Estado e da sociedade (GOMES; SILVA; BRITO, 2021). Historicamente concebidas para além da igualdade formal, as ações afirmativas constituem medidas de caráter compensatório, reparatório e preventivo voltadas a grupos socialmente inferiorizados e étnico-racialmente marginalizados, visando reestruturar as condições materiais e simbólicas de competição social no mercado de trabalho e na educação superior (MOEHLECKE, 2002; GOMES; SILVA; BRITO, 2021).
O marco regulatório e histórico dessas políticas no país remonta ao período pré-cotas, impulsionado pela promulgação da Constituição Federal de 1988 (que criminalizou o racismo e garantiu os direitos territoriais quilombolas), a realização da Marcha Zumbi dos Palmares em 1995 e a participação decisiva do Brasil na III Conferência Mundial contra o Racismo em Durban em 2001 (MOEHLECKE, 2002; COSTA, 2023. Esse movimento resultou no reconhecimento público do racismo estrutural pelo Estado e na posterior aprovação de marcos legais fundamentais, como a Lei nº 10.639/2003 (obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana), o reconhecimento da constitucionalidade das cotas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 186/2012 e a promulgação da Lei de Cotas nº 12.711/2012, posteriormente atualizada pelas Leis nº 13.409/2016 e nº 14.723/2023 (GOMES; SILVA; BRITO, 2021; VENTURINI, 2020).
Contudo, a garantia do acesso formal à universidade pública revelou um desafio incontornável: a necessidade de assegurar a permanência qualificada e cidadã dos estudantes ingressantes por ações afirmativas (MOEHLECKE, 2002; GOMES; SILVA; BRITO, 2021). É nesse cenário que surge o Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade para Discentes na Área da Saúde (AFIRMASUS), instituído pela Portaria GM/MS nº 5.803/2024 e atualizado pela Portaria GM/MS nº 7.979/2025. O programa visa fortalecer a permanência universitária de discentes em situação de vulnerabilidade social em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas, desenvolvendo ações articuladas no quadriênio ensino, pesquisa, extensão e cultura, sob a ótica da interculturalidade, interprofissionalidade e equidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
No âmbito da Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares (UFJF-GV), o programa consolida-se por meio do projeto de extensão "Re-existir em Comunidade: Qualificação da Formação em Saúde, Direito e Vida nos Territórios Atingidos". O projeto atua no contexto socioterritorial do Médio Rio Doce, região profundamente impactada pelos desdobramentos socioambientais, sanitários e psicossociais do rompimento da barragem de Fundão (2015). Frente ao racismo ambiental e às iniquidades em saúde que atingem povos indígenas originários (Krenak, Pataxó e Maxacali), comunidades ribeirinhas, populações tradicionais e grupos urbanos vulnerabilizados, o AFIRMASUS/UFJF-GV desenvolve práticas integradas de cuidado, letramento racial e de direitos e fortalecimento do controle social no SUS.
O objetivo deste relato de experiência é sistematizar e analisar as ações de extensão desenvolvidas pela equipe do programa AFIRMASUS na UFJF-GV entre os meses de janeiro à setembro de 2026, destacando seu papel no fortalecimento da permanência estudantil e no diálogo transformador entre a universidade, os serviços de saúde e a comunidade externa.DESENVOLVIMENTO
As atividades extensionistas do AFIRMASUS/UFJF-GV foram planejadas e executadas de forma alinhada aos eixos de ação do projeto e às demandas identificadas junto aos territórios e à comunidade acadêmica. A metodologia pautou-se na Educação Popular em Saúde, de matriz freiriana, promovendo a escuta qualificada, o diálogo de saberes e o protagonismo dos sujeitos envolvidos.2.1. Democratização do acesso e orientação nas escolas públicas de Mendes Pimentel-MG
Em abril de 2026, a equipe do AFIRMASUS participou das ações do evento "Rota Federal", realizado pela UFJF-GV, promovendo uma intervenção presencial em duas escolas da rede estadual de ensino no município de Mendes Pimentel-MG e áreas rurais do entorno. A atividade foi direcionada aos estudantes do 9° ano do ensino fundamental e o 1°, 2° e 3° do Ensino Médio, bem como ao corpo docente local. O objetivo principal consistiu em desmistificar o acesso à universidade pública e apresentar o funcionamento das políticas de ações afirmativas e dos auxílios de permanência estudantil.
Durante as oficinas, os discentes do AFIRMASUS compartilharam relatos de suas trajetórias universitárias, enfatizando como as bolsas de extensão, pesquisa e monitoria viabilizam a sustentabilidade financeira para a conclusão do curso. A vivência evidenciou o profundo abismo informacional e geográfico que ainda afasta os estudantes do interior do ensino superior público, demonstrando a necessidade urgente de levar o letramento institucional aos professores da Educação Básica, capacitando-os para incentivar o ingresso de seus alunos com base nas garantias legais vigentes.2.2. Promoção da Equidade e Visibilidade da População LGBTQIAPN+ no SUS e na Universidade
Durante os meses de junho e julho de 2026, o programa organizou ações voltadas à população LGBTQIAPN+. Em 26 de junho, promoveu-se uma Roda de Conversa temática aberta à participação da comunidade externa. O encontro abriu espaço para debater as violências diárias e os preconceitos enfrentados por essa população, problematizando os discursos sociais utilizados para excluir, desmerecer e diminuir seus sujeitos, além de abordar as barreiras institucionais e atitudinais que afastam esses usuários dos serviços de saúde.
Posteriormente, em 06 de julho de 2026, a equipe realizou uma intervenção direcionada exclusivamente aos estudantes da UFJF-GV no Restaurante Universitário (RU) do campus. O evento teve como intuito principal acolher e conferir representatividade à comunidade LGBTQIAPN+ no espaço acadêmico. A ação contou com uma decoração temática do RU, um espaço reservado para leitura de obras e materiais relacionados ao tema, apresentação de um DJ com repertório musical alusivo, um painel ilustrativo apresentando as principais figuras de representatividade da luta LGBTQIAPN+ (como a deputada Erika Hilton) e a distribuição de adesivos comemorativos para simbolizar e reafirmar o orgulho.2.3. Anti-racismo Epistêmico e Sensibilização Cultural: O Clube de Leitura "Olhos D'água"
Com o intuito de combater o racismo epistêmico e integrar a literatura afro-brasileira à formação sensível e crítica, o AFIRMASUS inaugurou o seu Clube de Leitura com a obra "Olhos D'água", da escritora Conceição Evaristo. A atividade foi aberta à comunidade externa e aos estudantes da UFJF, proporcionando reflexões coletivas sobre a escrevivência, a ancestralidade, o afeto e as resistências das famílias e mulheres negras no Brasil. Para assegurar o acesso democrático e irrestrito à obra sem custos para os participantes, o programa realizou campanhas de divulgação sobre a disponibilidade gratuita do livro na plataforma MEC Livros.
Ademais, integrando as ações de acolhimento e suporte acadêmico aos novos estudantes, a equipe do AFIRMASUS prestigiou a Recepção de Calouros da UFJF-GV em agosto de 2026. Na ocasião, os integrantes do programa realizaram uma breve fala expositiva voltada aos ingressantes, focando especificamente na apresentação da assistência estudantil e no esclarecimento sobre os auxílios financeiros oferecidos pela universidade para garantir a permanência estudantil.CONCLUSÕES
As ações de extensão desenvolvidas pelo programa AFIRMASUS no Campus Governador Valadares da UFJF em 2026 reafirmam a indissociabilidade entre ensino, pesquisa, extensão e cultura como eixo transformador da universidade pública. A experiência prática no território demonstrou que, se as bolsas e auxílios garantem a sustentabilidade material dos estudantes vulnerabilizados, são as vivências extensionistas que consolidam a permanência cidadã e a formação humana crítica.
Ao levar a discussão do acesso e da permanência ao interior pelo evento Rota Federal, pautar o combate às violências e preconceitos contra a população LGBTQIAPN+ junto à comunidade externa, promover o antirracismo epistêmico via Clube de Leitura aberto e fortalecer o acolhimento, a representatividade e a orientação sobre auxílios dentro do campus (no RU e na recepção de calouros), o projeto "Re-existir em Comunidade" cumpriu o papel de aproximar a universidade das demandas sociais reais. O AFIRMASUS/UFJF-GV consolida-se, assim, como uma potente tecnologia social de reparação, inclusão, representatividade e defesa da equidade no Sistema Único de Saúde e na sociedade.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COSTA, Andréa Lopes da. O espírito das ações afirmativas na era pré-cotas. Nexo Políticas Públicas, São Paulo, 1 mar. 2023. Disponível em: https://pp.nexojornal.com.br/opiniao/2023/03/01/o-espirito-das-acoes-afirmativas-na-era-pre-cotas. Acesso em: 09 jan. 2026.
GOMES, Nilma Lino; SILVA, Paulo Vinícius Baptista da; BRITO, José Eustáquio de. Ações afirmativas de promoção da igualdade racial na educação: lutas, conquistas e desafios. Educação & Sociedade, Campinas, v. 42, e258226, p. 1-14, 2021.
MOEHLECKE, Sabrina. Ação afirmativa: história e debates no Brasil. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 117, p. 197-217, nov. 2002.
VENTURINI, Anna Carolina. As políticas de ação afirmativa em cursos de graduação. Nexo Políticas Públicas, São Paulo, 27 jul. 2020. Disponível em: https://pp.nexojornal.com.br/linha-do-tempo/2020/07/27/as-politicas-de-acao-afirmativa-em-cursos-de-graduacao. Acesso em: 09 jan. 2026.
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Alimentos e práticas culinárias: o conhecimento como ferramenta para a promoção da autonomia culinária e alimentação adequada e saudável 1h 30m
Vídeo sobre o projeto ativo na plataforma YouTube:
https://youtu.be/kF8NaGQ-Okc?si=MY2kYRAT5eZN_WYy
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Ações educativas na prevenção e nos cuidados com Diabetes mellitus 1h 30m
O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença crônica de elevada prevalência, frequentemente associada ao desenvolvimento de feridas de difícil cicatrização, que comprometem a qualidade de vida e aumentam o risco de complicações. Diante desse cenário, o projeto de extensão "Ações educativas na prevenção e nos cuidados com Diabetes mellitus" tem como objetivo promover educação em saúde, orientação nutricional e ações voltadas à prevenção e ao cuidado de pessoas com diabetes. As atividades são desenvolvidas no Ambulatório de Lesões da Universidade Vale do Rio Doce (Univale) e incluem acolhimento, atendimento aos participantes, elaboração e distribuição de cartilhas e panfletos educativos, produção de conteúdos para redes sociais e acompanhamento nutricional. Todo o material produzido é fundamentado nas diretrizes e nas evidências científicas mais atuais, garantindo informações confiáveis e acessíveis à população. Com essas ações, espera-se ampliar o conhecimento sobre o diabetes, incentivar o autocuidado, contribuir para a prevenção de complicações e fortalecer a integração entre pesquisa, extensão universitária e comunidade, promovendo melhor qualidade de vida aos participantes.
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10:30
Centro de Atividades Extensionistas do Departamento de Economia – CAEDE/GV 1h 30m
O “Centro de Atividades Extensionistas do Departamento de Economia – CAEDE/GV” tem como objetivo reunir os projetos de extensão, vinculados ao departamento de economia da UFJF-GV, a fim de facilitar a divulgação dos mesmos em eventos, sites, redes sociais e imprensa. Para tanto, a equipe do CAEDE/GV ficaria responsável por suprir quaisquer demandas provenientes de atividades que promovam a visibilidade dos projetos de extensão incluídos neste programa. A proposta ainda prevê a criação de um site institucional e de redes-sociais específicas, gerenciados pelos integrantes do grupo, contendo os principais resultados dos referidos projetos, bem como os eventos/atividades promovidas pelo CAEDE/GV.
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10:30
Centro de Referência em Direitos Humanos da UFJF-GV (CRDH, 2025) 1h 30m
Em funcionamento desde 2013, o Centro de Referência em Direitos Humanos da UFJF-GV (CRDH) consiste em centro de inserção, referência e diálogo acerca dos direitos humanos no Médio Rio Doce.
A iniciativa decorre da necessidade da efetivação desses direitos como forma de prevenir, visibilizar e solucionar demandas individuais, de pequenos grupos e conflitos sociais existentes na região.
Suas finalidades principais consistem em prestação de assistência jurídica, social e antropológica; capacitação de lideranças comunitárias quanto à atuação de direitos humanos na região; informação, conscientização, formação e divulgação da importância dos direitos humanos para diferentes segmentos da população; mapeamento de demandas sociojurídicas por direitos humanos, com caracterização, desafios e proposições de enfrentamento; e, sobretudo, articulação de ações extensionistas na defesa, promoção e implementação dos direitos humanos no território.
Particularmente, diante de esferas mais vulneráveis da sociedade, o CRDH atua conjuntamente com outros projetos e programas de extensão da UFJF, a exemplo do NAGÔ (Núcleo de Agroecologia de Governador Valadares), programa com o qual mantém parceria há anos. Instituto Shirley Djukurnã Krenak e Centro Agroecológico Tamanduá (CAT) são também importantes parceiros externos para desenvolvimento das atividades extensionistas.
Enquanto programa de extensão, propõe-se, para o próximo ciclo de atividades extensionistas, que o CRDH desenvolva suas ações a partir de oito eixos de estruturação: 1. Educação e formação de defensores em direitos humanos; 2. Sociedade e encarceramento; 3. Diversidade, acessibilidade e inclusão; 4. Questões agroambientais; 5. Povos e comunidades tradicionais; 6. Direito à cidade; 7. Empresas, ditadura militar e violações de direitos humanos; 8.Acesso à justiça, litigância estratégica e processos estruturais. Tais eixos foram organizados, considerando as demandas que vêm sendo direcionadas ao CRDH, bem como a formação e a atuação da equipe docente em suas atividades de ensino e pesquisa.
Trata-se, assim, de espaço eminentemente interdisciplinar, fundado na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, no qual se busca contribuir para a comunidade com que se atua a partir dos direitos humanos assim como para a formação de todos os membros da equipe do CRDH. -
10:30
Clube da Criança Aventureira - segunda edição 1h 30m
O projeto Clube da Criança Aventureira – Segunda Edição é uma iniciativa de extensão universitária voltada ao desenvolvimento integral de crianças por meio de atividades lúdicas, educativas e recreativas. Nesta edição, realizado na Creche de Teresa de Calcutá, em Governador Valadares, o projeto ampliou seu alcance, promovendo oficinas de criatividade, brincadeiras cooperativas, contação de histórias e ações de educação ambiental e cidadania. As atividades foram planejadas para estimular a curiosidade, a autonomia, o trabalho em equipe e hábitos saudáveis, sempre respeitando o universo infantil. A equipe de extensionistas atuou em parceria com a creche e a comunidade local, fortalecendo vínculos entre universidade e sociedade. Os resultados evidenciaram maior engajamento das crianças, participação das famílias e impacto positivo no ambiente escolar. A segunda edição consolidou o projeto como espaço de aprendizagem significativa, inclusão e formação cidadã, reafirmando o compromisso da universidade com a transformação social e com a promoção do direito de brincar e aprender.
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10:30
Clube do Livro: Lendo Economia 1h 30m
O Clube do Livro: Lendo Economia promove a leitura e a discussão de livros com temas de economia e áreas afins que são acessíveis ao público não especializado. Os encontros são quinzenais, pelo Meet, abertos à comunidade, e as gravações ficam disponíveis gratuitamente no YouTube. No Instagram, o projeto divulga conceitos econômicos, exemplos explicados de como a economia está presente no cotidiano, exemplos econômicos na literatura, curiosidades e indicações de filmes e séries que podem ilustrar aspectos econômicos relevantes. É um espaço de formação intelectual interdisciplinar que responde a um déficit de letramento e de conhecimentos econômicos no país, contribuindo especialmente para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 4 (Educação de Qualidade). Entre os beneficiários da ação estão professores de ensino básico de Filosofia, Sociologia, História e Geografia, egressos do curso, estudantes de economia de outras instituições e profissionais formados em economia e áreas afins. Mas o clube é aberto a qualquer pessoa interessada, independente de renda e formação.
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10:30
Clínica Assistencial de Radiologia Odontológica 2025 1h 30m
Os exames de imagem são recursos essenciais para o diagnóstico, planejamento e acompanhamento dos tratamentos odontológicos. Entretanto, o acesso a esses serviços ainda representa um desafio para parte da população. Nesse contexto, o projeto de extensão Radioclin (Clínica Assistencial de Radiologia Odontológica 2025), da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares, tem como objetivo ampliar a oferta gratuita de exames radiológicos aos pacientes atendidos pela universidade e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), articulando assistência, ensino e extensão. Entre agosto de 2025 e outubro de 2026, foram atendidos 452 pacientes, com a realização de 1.981 exames radiográficos intrabucais e extrabucais e 135 exames tomográficos. Também foram desenvolvidas atividades de interpretação de imagens, elaboração de laudos, produção de materiais didáticos e divulgação científica. O projeto cumpriu integralmente seus objetivos, contribuindo para a assistência à comunidade e o aprimoramento da formação acadêmica.
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10:30
DIREITOS HUMANOS E RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE (2025) 1h 30m
O projeto de extensão “Direitos Humanos e Reconhecimento de Paternidade”, desenvolvido na Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Governador Valadares, teve como objetivo contribuir para a efetivação dos direitos fundamentais relacionados à filiação, à identidade e à convivência familiar, especialmente por meio do reconhecimento de paternidade, da adoção e da socioafetividade. A iniciativa fundamentou-se na compreensão de que o reconhecimento da filiação constitui dimensão essencial da dignidade da pessoa humana e da proteção integral de crianças e adolescentes. A metodologia adotada foi participativa, articulando atividades de orientação jurídica gratuita, campanhas de conscientização, organização de informações e documentos, acompanhamento de demandas e cooperação com instituições públicas e organizações da sociedade civil. As ações buscaram facilitar o acesso à informação e aos mecanismos jurídicos de reconhecimento da paternidade, valorizando as diferentes configurações familiares e os vínculos socioafetivos. O projeto também proporcionou aos estudantes experiências práticas relacionadas ao Direito das Famílias, promovendo a integração entre ensino e extensão e o desenvolvimento de competências técnicas, éticas e sociais. A aproximação entre universidade e comunidade favoreceu o conhecimento das demandas locais e a construção de estratégias de promoção dos direitos familiares. Conclui-se que a iniciativa contribuiu para a divulgação e a promoção dos direitos de filiação, reafirmando o papel da universidade pública na democratização do conhecimento jurídico, na defesa dos direitos humanos e no fortalecimento da cidadania.
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10:30
Divulgação da UFJF/GV nas escolas públicas 1h 30m
https://www.youtube.com/watch?v=Q4kFrDJvTsU
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10:30
EducaDOR: melhorando pensamentos e atitudes frente a dor crônica 1h 30m
https://youtu.be/1SVuK1GdzFc?si=ymVQ2EAF7Sgb-YWP
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10:30
Educação Financeira Nas Redes Sociais 1h 30m
A educação financeira desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos conscientes e responsáveis em relação ao dinheiro. Ela não apenas auxilia as pessoas a estabelecerem prioridades de compra e a compreender as responsabilidades ligadas ao consumo, mas também facilita a percepção e incorporação de práticas eficientes e a adoção de novas tecnologias. Em acréscimo, as redes sociais permitem que as informações sejam compartilhadas rapidamente, o que pode ajudar a disseminar conhecimento financeiro de forma mais eficiente. Uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) em 2019 mostrou que 89% dos jovens brasileiros utilizam a internet para pesquisar e estudar, sendo o Google o principal mecanismo de busca utilizado (GGI, 2019). Nesse contexto, a presente proposta de extensão busca fomentar a cultura de educação financeira nas redes sociais, por meio da produção e divulgação de conteúdo informativo/educativo em formato digital. Ao utilizar as redes sociais para difundir conteúdos relacionados à educação financeira, deve-se ter em mente que as informações precisam ser apresentadas de forma criativa e inovadora. Portanto, serão produzidos vídeos curtos, infográficos, animações e outros tipos de conteúdos para alimentar o website do projeto (https://www.ufjf.br/edufingv/), bem como suas redes sociais, a saber: youtube, instagram (@edufinanceiraufjfgv) e facebook (Educação Financeira UFJF-GV).
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10:30
Educação Financeira no Ensino Médio 1h 30m
A Educação Financeira tem ganhado importância crucial no cenário global, impulsionada por constantes mudanças econômicas e avanços tecnológicos. É fundamental preparar os jovens para gerenciar dinheiro e planejar suas finanças desde cedo, visando formar adultos financeiramente responsáveis e conscientes. Diante desse contexto, o presente projeto visa promover e disseminar o conhecimento em Educação Financeira para estudantes do ensino médio das escolas públicas de Governador Valadares, Minas Gerais. O projeto será implementado em três etapas principais: capacitação dos bolsistas, elaboração de material didático específico e realização de apresentações em escolas e eventos voltados ao público secundarista. Espera-se, assim, capacitar os estudantes com ferramentas essenciais para a tomada de decisões de consumo consciente. Além disso, o projeto busca ampliar o alcance desse conhecimento junto às suas famílias, incentivando os jovens a se tornarem agentes multiplicadores da Educação Financeira.
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10:30
Finanças em Debate+ 1h 30m
Considerando que o alto endividamento atinge mais de 40% da população adulta nacional e se concentra na Região Sudeste, especialmente entre as classes C, D e E, a Educação Financeira ganha crescente destaque. Soma-se a isso a baixa cultura de poupança na terceira idade, onde a maioria não possui reservas. Com o objetivo de mitigar os problemas de endividamento não planejado, este projeto promoverá e fomentará o conhecimento em Educação Financeira para adultos e idosos de Governador Valadares, Minas Gerais. A metodologia será dividida em três fases: treinamento dos bolsistas, produção de material de apoio e a realização de palestras e grupos de discussão, incluindo assessoria para planejamento financeiro e quitação de dívidas. Espera-se fornecer aos participantes as ferramentas necessárias para decisões de consumo conscientes, manutenção de um endividamento adequado e o fomento da poupança e do planejamento previdenciário. Além disso, o projeto visa criar um impacto positivo pelo transbordamento desse conhecimento para seus núcleos familiares, transformando-os em agentes multiplicadores.
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10:30
GENEMOLPOP-Divulgação e popularização dos conhecimentos científicos da Genética e da Biologia Molecular na área da Saúde humana 1h 30m
O vídeo apresenta as ações de extensão desenvolvidas no âmbito do programa GENEMOLPOP, vinculado à UFJF-Campus Governador Valadares. O programa tem como objetivo divulgar e popularizar os conhecimentos científicos da Genética e Biologia Molecular aplicados à saúde humana. O programa atua como uma ponte de tradução científica, transformando descobertas complexas em informações acessíveis ao público. Seu público-alvo inclui estudantes da área da saúde, profissionais, comunidade acadêmica e sociedade em geral, com foco na promoção da saúde e prevenção de doenças.
As principais metas envolvem a criação de materiais educativos, a realização de encontros temáticos e disseminação de conteúdo digital. O impacto esperado inclui autonomia em saúde, qualificação profissional e fortalecimento da universidade como agente de transformação social.
Além disso, o projeto contribui para a formação dos discentes ao desenvolver habilidades de comunicação científica, leitura crítica e síntese, bem como experiência em eventos e divulgação científica. Em suma, o GENEMOLPOP busca aproximar ciência e sociedade, tornando o conhecimento genético e molecular mais acessível e aplicável no cotidiano. -
10:30
Grupo de Análise Econômica Local – GAEL/GV (3ª Edição) 1h 30m
O Grupo de Análise Econômica Local – GAEL/GV (3ª Edição) coleta dados oficiais dos municípios brasileiros com a finalidade de criar e divulgar relatórios periódicos sobre a situação socioeconômica de Governador Valadares (GV), relacionando-a a localidades próximas e a outras cidades com porte populacional semelhante. Deste modo, espera-se que a população local se torne mais consciente e crítica sobre as potencialidades e fraquezas da região. Nesta 3ª Edição, buscamos ampliar e atualizar o horizonte temporal das análises e criar índices de desempenho local, que permitam comparar as gestões municipais de GV em diferentes aspectos socioeconômicos.
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10:30
Jornada Lúdica das Finanças: Aprender Brincando 1h 30m
A educação financeira consiste no conjunto de conhecimentos e práticas essenciais para a administração eficiente e responsável do dinheiro, abrangendo desde a poupança e o planejamento de gastos até a gestão de investimentos e riscos. Ensinar esses princípios precocemente é crucial para que crianças de 6 a 12 anos desenvolvam uma relação saudável e consciente com a realidade econômica, compreendendo a importância de fazer escolhas inteligentes. Assim, o presente projeto visa disseminar e consolidar conceitos de educação financeira para crianças de Governador Valadares, Minas Gerais, utilizando estratégias lúdicas e interativas. Serão empregados jogos educativos que simulam situações financeiras, contação de histórias com recursos visuais, e oficinas práticas. Tais atividades são eficazes para simplificar conceitos complexos, tornando o aprendizado acessível e envolvente e preparando os jovens para os desafios da vida adulta.
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10:30
NAND (Núcleo de Avaliação em Neuropsicologia do Desenvolvimento) na Rede: Divulgação científica para a população 1h 30m
Introdução: A neuropsicologia do desenvolvimento estuda como as crianças pensam, aprendem e se comportam, e assim favorece o diagnóstico precoce e a intervenção adequada nos transtornos do neurodesenvolvimento. Esse conhecimento, porém, continua restrito à universidade e aos consultórios. Enquanto isso, mitos sobre autismo, TDAH e desenvolvimento infantil circulam livremente nas redes. Como 90% dos lares brasileiros têm acesso à internet, e o celular é o principal meio de informação (IBGE, 2021), as mídias sociais são uma via estratégica para levar ciência à população. Objetivo: Aproximar a população do conhecimento científico em neuropsicologia do desenvolvimento por meio de conteúdos acessíveis e baseados em evidências, com foco no desenvolvimento infantil e na inclusão social. Metodologia: Discentes da UFJF-GV administram o perfil @nandufjfgv no Instagram, com conteúdos planejados em colaboração e fundamentados em literatura científica. Os formatos incluem cards informativos, stories interativos (enquetes e caixas de perguntas), indicações de filmes, séries e livros, e os “Contos do NAND”, histórias ilustradas sobre inclusão para uso em sala de aula. O perfil também divulga os serviços gratuitos do núcleo, como o programa de orientação parental para pais de crianças com TEA e seletividade alimentar. O impacto foi avaliado pelas métricas da plataforma. Resultados: O perfil reúne 40 publicações e 494 seguidores, um crescimento de 26,3% desde 27 de junho de 2026 (+103 seguidores). Nos últimos 90 dias, os conteúdos somaram 26.853 visualizações, alcançaram 8.197 contas e tiveram pico de 4,1 mil visualizações em um único dia. Do total de visualizações, 63,9% vieram de não seguidores. O perfil registrou 622 visitas e 109 cliques no link da bio, que direciona às inscrições no programa de orientação parental. O vídeo de divulgação desse programa ultrapassou 10,2 mil visualizações. O público é majoritariamente feminino (85,8%), concentra-se nas faixas de 35–44 (31,0%) e 25–34 anos (27,6%) e vive principalmente em Governador Valadares (60,8%), com alcance também no Uruguai e em Portugal. Os temas de maior interesse foram autismo, dificuldades de aprendizagem e estimulação cognitiva. Conclusão: O NAND na Rede alcança um público além da própria base de seguidores, combate a desinformação sobre o neurodesenvolvimento infantil e se tornou porta de entrada para serviços gratuitos à comunidade. O projeto também fortalece a formação discente em comunicação científica.
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10:30
NEJUS na Acolhida: Políticas Públicas de acolhimento institucional de crianças e adolescentes na cidade de Governador Valadares. 2025 1h 30m
O projeto NEJUS na Medida: NEJUS na Medida: Políticas Públicas de Execução de Medidas Socioeducativas em Governador Valadares se desenvolve há mais de 5 anos junto às instituições que atuam para execução de medidas socioeducativas pelos jovens em situação de ato infracional em Governador Valadares e região. Se insere na linha de Direitos Humanos e Justiça de modo mais preciso, em demanda da sociedade civil, nos termos do edital: item 13. Criação e/ou fortalecimento de articulações e redes, incidindo em políticas públicas; item 14.Otimização de parcerias com organizações que promovam a justiça de gênero e direitos étnico-raciais; item 22. Garantia de direitos e inserção produtiva de pessoas privadas da liberdade. As ações extensionistas alcançam, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8.069/1990 e SINASE - Lei 12.594/2012, as medidas em meio aberto: advertência, reparação do dano, prestação de serviços comunitários e liberdade assistida, conduzidas pelo Município, assim como as medidas em meio fechado: semiliberdade e internação, de condução pelo Estado. Com atividades quinzenais, inclusive aos finais de semana, nessas unidades, atua com os jovens atendidos, equipes técnicas, gestores, agentes socioeducativos, familiares, representantes de órgãos e funções atuantes no sistema judiciário (MPMG, TJMG, DPE, Polícias), Conselheiros Municipais e Tutelares, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social GV, Secretaria Estadual e, conforme as atribuições de cada sujeito e instituições ora citadas emprega metodologias próprias e define agendas na direção de melhor implementar as políticas públicas relacionadas ao público infantojuvenil. De ações cotidianas de oficinas, mostras, interações, qualificações aos jovens, passando por alinhamentos com família e comunidade para o pós cumprimento de medida socioeducativa, ainda articulando as entidades governamentais e não governamentais, em especial na conformação de uma rede de atendimento interinstitucional, o NEJUS se fixa como referência na cidade. Atua com jovens atendidos pelos serviços municipais e estaduais, com os servidores, seja educadores, técnicos e gestores e, como isso permitem interações que agregam à formação acadêmica discente (interdisciplinar e interdepartamental) e disso já resultaram escritas e publicações de trabalhos, projetos de pesquisa, intercâmbios, capacitações profissionais, assessoramento técnico, consultorias e permitem práticas (in)formativas (rodas de conversas temáticas, palestras, visitas, oficinas, vivências), articulação interprojetos que levam outros projetos para as unidades (jornalzinho “Liberdade e Expressão”, as Ligas acadêmicas, Coletivos, GTs), ampliando as habilidades e competências de estudantes. As ações do projetos são pautadas em metodologias (ativas) participativas e pesquisa-ação, como forma de aproximar e vivenciar as experiências do outro, de modo colaborativos que colocam cada envolvido participante como agente orientador de suas próprias ações e capaz de efetuar conscientemente mudanças na sua trajetória de vida, assim como (re)programar e ressignificar suas ações pessoais e profissionais (institucionais) nas complexas dimensões da política infantojuvenil.
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10:30
Nifram Comunidade, Conexões, Parcerias e Acolhimento: Integração e Fortalecimento da Rede de Atenção à Mulher em Situação de Vulnerabilidade em Governador Valadares 1h 30m
O projeto teve como objetivo criar uma comunidade e uma rede de acolhimento (coletivo) a mulheres em situação de
vulnerabilidade, não somente às vítimas atuais de violência doméstica, mas às mulheres que se identificam em situação
de relacionamento tóxico, bem como às sobreviventes de relações abusivas que já passaram por outras etapas do fluxo,
como denúncia e afastamento, estas das quais também precisam de atenção compartilhada além de acompanhamento
psicológico. Para isso, foram realizas ações para alertas e capacitações sobre violências com as mulheres. -
10:30
NIFRAM: Núcleo de Integração e Fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica em Governador Valadares 1h 30m
O NIFRAM é um programa de extensão da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Campus Governador Valadares, que busca integrar e fortalecer a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica no município. Sua atuação envolve a articulação entre instituições, a sensibilização e prevenção da violência contra as mulheres, o monitoramento das ações, a produção de materiais pedagógicos e a organização dos processos de trabalho do Grupo de Articulação da Rede (GAR-VD). O programa também desenvolve ações por meio de três projetos vinculados: NIFRAM Conectando a Rede, voltado ao mapeamento dos processos de atendimento; NIFRAM – GAR Informa, direcionado à comunicação da Rede; e NIFRAM Comunidade, que promove ações de informação e capacitação junto à comunidade. Por meio da integração entre universidade e sociedade, o NIFRAM contribui para a construção coletiva de estratégias de enfrentamento à violência doméstica e de fortalecimento da rede de atendimento às mulheres.
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10:30
Núcleo de Apoio à Renda, ao Trabalho e ao Empreendedorismo Popular – NARTEP 1h 30m
O Núcleo de Apoio à Renda, ao Trabalho e ao Empreendedorismo Popular – NARTEP é um projeto de extensão vinculado ao Núcleo de Práticas Jurídicas do Departamento de Direito da UFJF, campus Governador Valadares, cujo objetivo é transformar o conhecimento produzido na Universidade Pública em um instrumento de cidadania, inclusão e justiça social por meio de três esferas de atuação: atendimento à população, oferecendo consultas, orientações e suporte jurídico gratuito; participação em eventos educativos, contribuindo para a conscientização da população sobre os direitos e questões sociais e trabalhistas; e elaboração de análises técnicas em debates públicos no âmbito institucional que envolvem matéria trabalhista, auxiliando na compreensão dos impactos jurídicos e sociais da adoção de determinadas medidas institucionais, como no caso do fim da escala 6x1.
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10:30
Núcleo de Práticas Contábeis no apoio a pequenos negócios 1h 30m
https://youtu.be/c3l_7DcWKrc
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10:30
Observatório de Feminicídios: (re)escrita de histórias de mulheres vítimas de violência 1h 30m
O projeto “Observatório de Feminicídios: (re)escrita de histórias de mulheres vítimas de violência” desenvolveu ações de análise crítica, monitoramento e reescrita da cobertura jornalística sobre feminicídios e violência contra as mulheres, com foco em Governador Valadares e em Minas Gerais. A partir de uma abordagem inspirada no Global Media Monitoring Project (GMMP), foram realizadas atividades de formação sobre gênero, violência e mídia, além do monitoramento sistemático de notícias, organização de dados e análise quantitativa e qualitativa das narrativas jornalísticas. O projeto também tem elaborado um manual de monitoramento e reescrita, fundamentado em referências feministas, no Protocolo Antifeminicídio da ABI e no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. Como parte das ações de extensão, foram produzidos relatórios, materiais para divulgação em redes sociais e conteúdos de caráter educativo e crítico sobre feminicídio, além da discussão e reescrita de matérias jornalísticas, buscando evidenciar formas de ocultação da agência das vítimas, justificativas passionais, despersonalização e espetacularização da violência. Também foram promovidos encontros, atividades formativas e ações de divulgação com a comunidade e a sociedade civil. As atividades realizadas contribuíram para qualificar diretamente o debate público sobre feminicídio, sobre casos analisados, problematizar práticas jornalísticas e fortalecer estratégias de enfrentamento à violência de gênero.
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10:30
PLURIVERSIDADE DO WATU: educação popular e comunicação intercultural no Rio Doce 1h 30m
O vídeo e demais documentos foram anexados ao formulário Google.
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10:30
PROENDOGV - Projeto de Endodontia em Governador Valadares 1h 30m
O projeto PROENDOGV tem como objetivo promover a implantação de um trabalho assistencial e clínico através da execução do tratamento e/ou retratamento endodôntico em pacientes encaminhados para a UFJF, campus Governador Valadares, que não conseguem ser atendidos nas clínicas convencionais da graduação devido ao maior grau de dificuldade dos tratamentos endodônticos que precisam ser realizados, a fim de promover e reabilitar a saúde bucal destes pacientes. O projeto visa dar agilidade e reduzir a espera para o tratamento endodôntico, já que muitas vezes os pacientes têm seus dentes perdidos pelas longas filas de espera no serviço público. O projeto é voltado para os alunos dos dois últimos períodos do curso de graduação em Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares, permitindo que estes alunos consigam executar tratamentos endodônticos de maior complexidade, que não são realizados nas clínicas da graduação, além da capacidade de aprender a avaliar, diagnosticar e planejar tratamento e retratamento de canais radiculares, como uma complementação curricular.
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10:30
Programa Kinder, mais do que educação neuromotora 1h 30m
https://youtu.be/EZ4_rcml5k0?is=t250zsTJwuqHv0Da
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10:30
Radar da Política Comercial (RPC) - 8º ano 1h 30m
O Radar da Política Comercial (RPC) é um projeto de extensão do departamento de economia da UFJF campus Governador Valadares e tem como objetivo divulgar informações sobre o comércio internacional. Dentre os objetivos, o projeto visa acompanhar periodicamente a adoção de medidas não-tarifárias ao comércio internacional por países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC). A finalidade é facilitar o conhecimento e a compreensão das medidas pelos exportadores e importadores de Governador Valadares e de todo o Brasil, permitindo que estes possam se adequar as mesmas. O projeto também tem como escopo o acompanhamento e análise da balança comercial valadarense, visando dar maior destaque ao comércio internacional da região, evidenciando os principais produtos exportados e importados, oportunidades de expansão e possíveis deficiências do setor. Por fim, o projeto almeja trazer informação e capacitação aos empresários participantes do comércio internacional, bem como para aqueles que desejam ingressar nesse mercado.
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10:30
Segurança Alimentar e Nutricional de famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança 1h 30m
Este projeto de extensão, em interface com a pesquisa, descreveu a (in)segurança alimentar, as características sociodemográficas, o estado nutricional e o consumo alimentar de famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança em dez comunidades de Governador Valadares, MG. Participaram 92 crianças de 0 a 6 anos e 76 mães. A insegurança foi avaliada pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar; o estado nutricional, por indicadores antropométricos; e o consumo alimentar, pelos Marcadores de Consumo Alimentar. Observou-se insegurança em 79,35% das famílias das crianças e vulnerabilidades sociais, como baixa renda e baixa escolaridade. A maioria das crianças apresentou peso adequado para a idade, e o consumo alimentar combinou práticas saudáveis e não saudáveis. Conclui-se que a insegurança teve elevada prevalência, podendo estar associada à renda familiar. Estratégias de promoção da alimentação saudável, articuladas ao fortalecimento das condições sociais e econômicas, são fundamentais, assim, o projeto também tem desenvolvido ações educativas com as famílias.
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=wQOna59jMDE
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10:30
Sorriso do Amanhã 1h 30m
A promoção da saúde bucal na primeira infância é fundamental para a formação de hábitos saudáveis e prevenção de doenças bucais. O Projeto de Extensão Sorriso do Amanhã, desenvolvido pelo curso de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, campus Governador Valadares, realizou ações educativas com crianças de 1 a 5 anos do Centro Municipal de Educação Infantil Deputado Caio Narcio Rodrigues da Silva, em Governador Valadares/MG. Foram realizadas atividades lúdicas e participativas, como músicas, brincadeiras, conversas sobre higiene bucal e alimentação, além de escovação supervisionada. Também foram realizadas publicações no Instagram do projeto sobre saúde bucal e as ações desenvolvidas nas escolas. O projeto contribuiu para a promoção da saúde bucal infantil, aproximando as crianças dos cuidados com a saúde bucal e proporcionando aos acadêmicos experiência prática de atuação junto à comunidade.
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10:30
UFJF / MOSTRA 2026 - Programa de Extensão Ambiente-se 1h 30m
Mostra de Ações de Extensão 2026 - PROEX/UFJF - GV: Programa de Extensão Ambiente-se; Área Temática: Meio Ambiente
Orientadoras(es): Prof.ª Dr.ª Fernanda Henrique Cupertino Alcântara, Prof.ª Dr.ª Rosana Ribeiro Felisberto e Prof. Dr. Jamir Calili Ribeiro.
Bolsistas da UFJF/GV: Alice Saran Moura Valasinavicius e Gabriela Martins Oliveira
Voluntária da UFJF/GV: Amanda Ribeiro Chagas
Voluntária e voluntário do PPGD/UNIRIO: Maria Eduarda Miranda e Jorge Antonio Dantas SilvaO Programa de Extensão Ambiente-se articula ensino, pesquisa e extensão em ações relacionadas à Economia Solidária, geração de renda, sustentabilidade e educação ambiental. Atualmente, funciona como observatório e acompanha associações, cooperativas e comunidades tradicionais de diferentes municípios de Minas Gerais. Suas atividades incluem divulgação de editais de financiamento, pesquisas e análise de políticas públicas, produção de conteúdos socioambientais, manutenção de website e realização de campanhas de conscientização. O Programa também organiza o Seminário Nacional de Economia Solidária, Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental (SENESDE) e desenvolve o Curso de Cooperativismo e Associativismo para Empreendimentos Econômicos Solidários. Além de contribuir para o fortalecimento dos grupos acompanhados e para a democratização do conhecimento, o Ambiente-se proporciona formação interdisciplinar aos discentes, desenvolvendo habilidades de pesquisa, trabalho em equipe, organização, comunicação e compreensão crítica das relações entre Universidade, sociedade, economia e meio ambiente.
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10:30
UFJF / MOSTRA 2026 Programa Origens e Horizontes 1h 30m
ORIGENS E HORIZONTES: GENEALOGIA E DIREITOS
Fernanda Henrique Cupertino Alcântara; Rosana Ribeiro Felisberto; Jamir Calili Ribeiro; Lívia Alves dos Santos; Mariana Coelho Braga; Yasmim Gonçalves Guedes de Souza; Amanda Nascimento Medeiros; Emanuelly de Lisboa Lopes; Izabela Carolina Gomes; Lívia VitóriaEste projeto de extensão desenvolve atividades de pesquisa e divulgação sobre trajetórias familiares, utilizando a genealogia como instrumento de preservação da memória, construção da identidade e exercício de direitos. Buscamos aproximar universidade e sociedade por meio da democratização do acesso a registros raros. As ações envolvem assessoria, pesquisas documentais, transcrições, publicação de fontes históricas e divulgação em eventos e redes sociais. Buscamos: (i) auxiliar na reconstrução de trajetórias familiares por meio da pesquisa genealógica; (ii) democratizar o acesso a registros e documentos históricos; (iii) preservar e divulgar fontes documentais por meio de transcrições; e (iv) aproximar o conhecimento produzido pela universidade da sociedade, contribuindo para o reconhecimento da história, da identidade e dos vínculos familiares. As atividades são desenvolvidas por meio de pesquisas documentais em registros históricos, assessoria às pessoas interessadas na construção de suas árvores genealógicas e transcrição dos documentos segundo a sinalética e as normas desenvolvidas pelo Arquivo Central da UFJF, buscando preservar a fidelidade ao texto original. As transcrições são organizadas em coleções e disponibilizadas gratuitamente no blog Genealogia e Horizontes, acompanhadas de ações de divulgação nas redes sociais e da realização de eventos. A pesquisa também permite observar a importância da genealogia para diferentes áreas do Direito, especialmente nas relações de família e sucessões, nos direitos de personalidade e identidade, na nacionalidade e cidadania e nos direitos de comunidades tradicionais. O projeto já realizou transcrições de registros históricos raros de diferentes localidades, resultando na publicação de 38 e-books organizados em coleções. Também foram desenvolvidas ações de divulgação por meio do blog e das redes sociais, além da realização de dois Colóquios de Socioanálise. As atividades desenvolvidas demonstram que o conhecimento sobre a trajetória familiar ultrapassa a dimensão da memória individual, relacionando-se à identidade, ao pertencimento e ao exercício de direitos. Esperamos, por meio das transcrições, ampliar o acesso da sociedade ao patrimônio documental e fortalecer a relação entre universidade, memória, genealogia e direitos.
Palavras-chave: Genealogia; Direitos; Pesquisa documental; Memória; Trajetória familiar. -
10:30
UFJF / MOSTRA 2026 Projeto Laboratório Harriet Martineau 1h 30m
O Laboratório Harriet Martineau reúne ensino, pesquisa e extensão para promover a divulgação científica e consolidar uma Sociologia Pública fundamentada na metodologia extensionista. O projeto busca defrontar a violência epistêmica na história das Ciências Sociais, resgatando teóricas e teóricos obscurecidos na formação do cânone acadêmico androcêntrico e tradicional a partir da obra pioneira de Harriet Martineau. O projeto opera como um arquivo virtual e gratuito que reúne acervos, artigos, livros, traduções, informações e eventos. Além disso, produz e disponibiliza vídeos acessíveis com leituras de obras clássicas e encontros de debates entre pesquisadores. Com relevante impacto social, a iniciativa democratiza o acesso à informação, subsidia o aprendizado e impulsiona a discussão sobre a desigualdade de gênero. Especificamente, o projeto se concentra em disponibilizar acervos abertos, publicar e difundir dados de pesquisas, produzir vídeos e dar ampla visibilidade à produção teórica feminina no período fundacional das Ciências Sociais e sua institucionalização.
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10:30
UFJF/MOSTRA 2026 - Promoção de ações educativas a serviços de alimentação, veiculadas pelo Instagram 1h 30m
Mostra de Ações de Extensão 2026 - PROEX/UFJF - GV; Promoção de ações educativas para serviços de alimentação, veiculadas pelo Instagram; Área Temática da Extensão: Saúde; Angélica Cotta Lobo Leite Carneiro, Leandro de Morais Cardoso. Amália Helena Uker Nascimento, Camile Lopes Leite Tavares.
O projeto utiliza o perfil @cozinhacomsaude.ufjfgv no Instagram para compartilhar informações sobre segurança dos alimentos e gestão de serviços de alimentação. Destina-se a líderes, gestores e funcionários que trabalham direta ou indiretamente com alimentos, e por meio de publicações educativas em linguagem acessível, esclarece dúvidas, desmistifica conceitos e relaciona conhecimentos técnicos às situações cotidianas, incentivando a adoção das Boas Práticas de manipulação. No levantamento apresentado no vídeo, o perfil contabiliza 481 seguidores e 69 publicações atualmente. A iniciativa busca ampliar o acesso ao conhecimento e aproximar a universidade da comunidade, contribuindo para a qualidade dos serviços e a proteção da saúde dos consumidores. Para os estudantes de Nutrição da UFJF, campus Governador Valadares, proporciona aprofundamento técnico e desenvolvimento de habilidades de pesquisa, comunicação e educação em saúde.
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10:30
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18:00
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19:30
5 pm - Roda de Conversa 2: Roda de Conversa 2
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18:00
CCCP 2025 -Matemática e suas Tecnologias 1h 30m
Em 2026, o Cursinho Comunitário Cidadão Pra Valer (CCCP) desenvolveu um trabalho focado na preparação pedagógica e no fortalecimento da educação popular. A estrutura de ensino foi organizada por eixos de conhecimento alinhados ao ENEM, contando com a coordenação de docentes da UFJF e a atuação de dezenas de educadores e profissionais de apoio. A matriz curricular cobriu de forma abrangente as disciplinas de exatas, humanas, biológicas, linguagens e redação, combinando aulas expositivas, simulados, correções comentadas e metodologias participativas, como simulações geopolíticas e testes de nivelamento.
Além da grade tradicional, o projeto promoveu uma formação cidadã e transversal por meio do Clube do Livro e de rodas de conversa com convidados externos. Nesses encontros, foram debatidos temas relevantes como a cumplicidade de empresas na ditadura militar, direitos humanos e interseccionalidade, e segurança pública. A equipe também realizou reuniões periódicas de alinhamento, capacitação e o Círculo de Educação Popular, promovendo a troca de experiências e o debate sobre os caminhos da iniciativa.
Apesar de enfrentar desafios como a sobrecarga dos estudantes em função do trabalho e a oscilação na frequência, o projeto manteve o quórum necessário e contou com o acompanhamento do apoio psicossocial para acolher demandas e conter a evasão. O suporte oferecido pelo programa CPOP foi determinante para viabilizar a permanência de alunos e professores, cobrindo necessidades básicas como transporte, alimentação, confecção de camisetas e aquisição de materiais de consumo pedagógico.
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18:00
CCCP 2025 Linguagens, seus códigos e suas tecnologias 1h 30m
A roda abordará o histórico do Cursinho Comunitário Camponês e Popular na UFJF-GV, o papael da Educação Popular na formação dos discentes da UFJF e na formação dos educandos atendidos pelo projeto. Vamos conversar sobre a temática da educação e da inserção dos jovens da nossa sociedade na universidade pública.
Participarão dessa roda de conversa, dos projetos 1) CCCP 2025 - Círculos de Cultura e Redação; 2) CCCP 2025 -Matemática e suas Tecnologias; 3) CCCP 2025 Linguagens, seus códigos e suas tecnologias; 4) CCCP 2025 - Ciências Humanas e suas Tecnologias e 5) Raízes dos Saberes: Ciências da Vida e o Cursinho Comunitário Camponês e Popular (CCCP). -
18:00
Cursinho Comunitário Camponês e Popular (CCCP Humandades e suas Tecnologias) 1h 30m
A equipe Ciências Humanas e suas Tecnologias estabeleceu métricas e conteúdos programáticos das disciplinas de História, Sociologia, Filosofia e Geografia de maneira a garantir o cumprimento do conteúdo cobrado no ENEM e, também, incluir a discussão e compartilhamento de informações que contribuíssem ao desenvolvimento pessoal e coletivo de educadores e educandos. Para tanto, além das aulas expositivas, foram desenvolvidas atividades em grupo, como o debate acerca da nova ordem mundial na aula de Geografia, quando a turma foi dividida em grupos representando países desenvolvidos para que simulasse os debates e disputas de poder. Ainda no conteúdo de Geografia, os educandos fizeram uma atividade de colagem de biomas, também uma atividade em grupo. Além disso, foram realizados simulados utilizando questões de provas anteriores do ENEM, cujas dúvidas foram sanadas em aulas posteriores.
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18:00
Cursinho Comunitário Camponês e Popular 2025-2026 1h 30m
Em 2026, o Cursinho Comunitário Cidadão Pra Valer (CCCP) desenvolveu um trabalho focado na preparação pedagógica e no fortalecimento da educação popular. A estrutura de ensino foi organizada por eixos de conhecimento alinhados ao ENEM, contando com a coordenação de docentes da UFJF e a atuação de dezenas de educadores e profissionais de apoio. A matriz curricular cobriu de forma abrangente as disciplinas de exatas, humanas, biológicas, linguagens e redação, combinando aulas expositivas, simulados, correções comentadas e metodologias participativas, como simulações geopolíticas e testes de nivelamento.
Além da grade tradicional, o projeto promoveu uma formação cidadã e transversal por meio do Clube do Livro e de rodas de conversa com convidados externos. Nesses encontros, foram debatidos temas relevantes como a cumplicidade de empresas na ditadura militar, direitos humanos e interseccionalidade, e segurança pública. A equipe também realizou reuniões periódicas de alinhamento, capacitação e o Círculo de Educação Popular, promovendo a troca de experiências e o debate sobre os caminhos da iniciativa.
Apesar de enfrentar desafios como a sobrecarga dos estudantes em função do trabalho e a oscilação na frequência, o projeto manteve o quórum necessário e contou com o acompanhamento do apoio psicossocial para acolher demandas e conter a evasão. O suporte oferecido pelo programa CPOP foi determinante para viabilizar a permanência de alunos e professores, cobrindo necessidades básicas como transporte, alimentação, confecção de camisetas e aquisição de materiais de consumo pedagógico.
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18:00
Raízes dos Saberes: Ciências da Vida e o Cursinho Comunitário Camponês e Popular (CCCP) 1h 30m
Em 2026, o Cursinho Comunitário Cidadão Pra Valer (CCCP) desenvolveu um trabalho focado na preparação pedagógica e no fortalecimento da educação popular. A estrutura de ensino foi organizada por eixos de conhecimento alinhados ao ENEM, contando com a coordenação de docentes da UFJF e a atuação de dezenas de educadores e profissionais de apoio. A matriz curricular cobriu de forma abrangente as disciplinas de exatas, humanas, biológicas, linguagens e redação, combinando aulas expositivas, simulados, correções comentadas e metodologias participativas, como simulações geopolíticas e testes de nivelamento. Além da grade tradicional, o projeto promoveu uma formação cidadã e transversal por meio do Clube do Livro e de rodas de conversa com convidados externos. Nesses encontros, foram debatidos temas relevantes como a cumplicidade de empresas na ditadura militar, direitos humanos e interseccionalidade, e segurança pública. A equipe também realizou reuniões periódicas de alinhamento, capacitação e o Círculo de Educação Popular, promovendo a troca de experiências e o debate sobre os caminhos da iniciativa. Apesar de enfrentar desafios como a sobrecarga dos estudantes em função do trabalho e a oscilação na frequência, o projeto manteve o quórum necessário e contou com o acompanhamento do apoio psicossocial para acolher demandas e conter a evasão. O suporte oferecido pelo programa CPOP foi determinante para viabilizar a permanência de alunos e professores, cobrindo necessidades básicas como transporte, alimentação, confecção de camisetas e aquisição de materiais de consumo pedagógico.
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18:00
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Intervalo 2h
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Intervalo 30m
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