5 – 6 de nov. de 2026
UFJF
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Cuidando da Colheita Juntos: universidade e agricultura camponesa no controle das Moscas-das-Frutas no Médio Rio Doce

5 de nov. de 2026 10:30
1h 30m
Auditório e pátio (UFJF)

Auditório e pátio

UFJF

R. Manoel Byrro, 241 - Vila Bretas, Gov. Valadares - MG, 35032-620
Relato de Experiência Meio Ambiente 5 am - Relato de Experiência

Descrição

As moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae) estão entre as principais pragas da fruticultura, pois as fêmeas depositam ovos nos frutos e as larvas se alimentam da polpa, inviabilizando-os para consumo e venda. Seu monitoramento e identificação fundamentam as decisões de manejo, mas o conhecimento sobre esses insetos nem sempre chega a quem produz. Este relato descreve a experiência do projeto de extensão Cuidando da Colheita Juntos, da UFJF campus Governador Valadares, desenvolvido em parceria com o Centro Agroecológico Tamanduá (CAT) e com a equipe de pesquisa da professora Clarice Diniz Alvarenga Corsato, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O projeto teve duas frentes. Na primeira, de março de 2025 a fevereiro de 2026, foram coletadas semanalmente amostras de 11 armadilhas (McPhail e Multilure), instaladas em três municípios do médio Rio Doce: Governador Valadares, Virgolândia e Mathias Lobato, em pés de acerola, mexerica, graviola, cajá-manga, seriguela e goiaba. Além das armadilhas foram coletadas amostras de mais de 20 espécies frutíferas (como acerola, cajá, cajá-manga, laranja, mexerica, limão, graviola, manga, pitanga e jambo), sendo 58 amostras, de março a novembro de 2025, em cinco municípios: Governador Valadares, Virgolândia, Mathias Lobato, Periquito e São Geraldo da Piedade. Estas frutas eram mantidas no Laboratório de Histologia e Embriologia, e após alguns dias as larvas emergiam e viravam pupas, que eram contadas e realocadas em recipientes para virarem moscas. As amostras de moscas coletadas (tanto de armadilhas quanto as dos frutos) foram separadas em dois gêneros (Anastrepha e Ceratiti) e machos e fêmeas e encaminhadas à equipe da Unimontes para a identificação das espécies. Na segunda frente, foram elaboradas quatro cartilhas sobre as moscas-das-frutas, quem tinham como tema os sinais de ataque nos frutos, o destino dos frutos infestados, os tipos de armadilha e formas de controle. Uma delas ensina a montar e manter uma armadilha de baixo custo com garrafa PET, sendo as cartilhas distribuídas entre os agricultores e divulgado em redes sociais. O CAT, organização não governamental sediada em Governador Valadares que atua com agricultura familiar e agroecologia, mediou o contato com agricultores que receberam armadilhas e ampliou o alcance do projeto por meio de sua rede. A experiência integrou entomologia, produção agrícola, pesquisa científica, educação ambiental e comunicação, e aproximou os estudantes de procedimentos de coleta e organização de amostras e da sistematização de conhecimento técnico em material educativo. Este relato não apresenta dados de captura, identificação das espécies nem avaliação das ações educativas. Conclui-se que o projeto favoreceu a formação interdisciplinar dos estudantes e que parcerias com organizações territoriais, como o CAT, são um caminho para aproximar a universidade da agricultura familiar.

Horário/ Turno de apresentação Dia 6 (6ª feira) – Tarde 16 às 17h30

Autores

BRUNO GUEDES Gustavo de Almeida Santos

Co-autores

Evelyn Rodrigues Franco Pedro Augusto Pimenta de Almeida Tiago Von Rondow Fernandes Costa

Materiais de apresentação