Descrição
O ambiente familiar é o primeiro espaço de desenvolvimento humano, assim, os pais ou cuidadores são os responsáveis pela socialização, formação de crenças e modelo de sucesso, portanto, influenciam diretamente no comportamento das crianças (NEUFELD et al, 2018; SCHAEFER; ANDZIK, 2020). Diante desse impacto direto dos pais no comportamento dos filhos, diretrizes internacionais apontam a orientação parental como uma intervenção eficaz na prática clínica e psicossocial (PLISZKA & AACAP, 2007; NICE, 2018; CADDRA, 2019), visto que é capaz de ensinar aos pais técnicas efetivas para a gestão e manejo de conflitos (NEUFELD et al, 2018). O objetivo principal do presente projeto foi oferecer um programa de orientação parental para mães, pais ou cuidadores de crianças entre 5 e 11 anos de idade, visando a melhorar o estilo parental, oferecer estratégias de manejo comportamental, melhorar o clima familiar, e reduzir comportamentos disfuncionais e desafiadores das crianças. Foram realizadas 9 sessões com um grupo de mães/pais, com enfoque na psicoeducação dos cuidadores, baseado nos conhecimentos da psicologia comportamental (análise do comportamento), Neuropsicologia, psicologia do desenvolvimento. Para viabilizar a participação dos pais, um grupo de discentes ficou disponível e realizando atividades lúdicas com as crianças, em outra sala, o que permitiu que famílias sem rede de apoio para ficar com os filhos durante o grupo também pudessem participar do projeto. O programa de orientação parental abordou temas referentes a: Psicoeducação (conhecimento sobre desenvolvimento infantil e sintomas de transtornos do neurodesenvolvimento); Estratégias de Manejo Comportamental – Reforçamento Diferencial – como aumentar a frequência de comportamentos adequados de seu filho, a partir da valorização dos mesmos; Estilos Parentais (a forma de educação influencia no comportamento das crianças); Clima Familiar – como aprimorar os vínculos familiares. Para mensurar o efeito do programa, foram aplicados instrumentos de avaliação de clima familiar, estilos parentais e escalas comportamentais pré e pós intervenção. Os resultados revelaram que antes do programa de orientação parental, a maioria das mães (54,6%) apresentou estilos parentais “em risco” ou “regular, abaixo da média”, e apenas 6,1% foram classificadas como “ótimo”. Após o programa, houve aumento de magnitude elevada no clima familiar positivo (d=0,85), na coesão (d=1,14) e na hierarquia, referente à autoridade parental (d=1,62). A percepção das crianças sobre o clima familiar foi concordante com a das mães. Conclusão: Estilos parentais não efetivos (autoritários ou negligentes) foram os mais prevalentes, o que reforça a necessidade de programas de orientação para uma educação não violenta. O programa de orientação parental melhorou a coesão, o vínculo e o clima familiar, além de fortalecer a autoridade parental,
| Horário/ Turno de apresentação | Sexta-feira, 06/11, a tarde |
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